Cartas do Velho Conselho - fanfic

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    Albert H. Johny
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    Cartas do Velho Conselho - fanfic

    Mensagem  Albert H. Johny em Seg Jul 25, 2011 5:43 pm

    Fanfic baseada em fatos verdadeiros durante minha experiência como RolePlayer
    Era uma chuva forte, de céu obscuro e nebuloso. Com o aeroplano partindo, a escuridão da noite se manifestou, tendo apenas um ponto de luz ao horizonte: A cidade de Rachel.

    O vento já soprava forte, e as gotas de chuvas que batiam em minha pele eram incrivelmente frias;Assim, não me restou nada além de seguir em frente. Meu coturno já estava sujo de lama das poças d'água, e meu coturno já não me aquecia mais de tão encharcado, assim como meu quepe, e o vento cruel me congelava.
    Eu vi, aquela linda cidade outra vez iluminada, e vi aquela residência aconchegante onde já habitei, e suas chaves douradas já estavam em minhas mãos. Subi as escadas do templo, e me abriguei debaixo da sacada, para um respirar profundo. Não pude conter, não conseguia deixar quieto, dei um sorriso discreto, um sorriso de felicidade estampado em meu rosto; Estava tenso, como se uma mão esmagasse meu coração, mesmo assim girei as chaves e a maçaneta, abrindo as portas.
    Eu vi, vi Elizabeth se levantar e ao ver meu rosto, chorar; Vi Óliver sorrir, com sua coroa reluzente, e seu sorriso ainda mais. Os outros que estavam juntos ainda não acreditavam, ou estavam bobos com a surpresa. Mal pude avançar um passo, Elizabeth correu até mim, segurou meu rosto e me calou com um beijo apaixonado, sem deixar ar para suspiros, e me abraçou forte, o mais forte que conseguiria segurar. Óliver não hesitou em se levantar e se dirigir a mim, e me deu um tapa nas costas, apoiando o braço em meus ombros. Limpei meu coturno, pendurei o quepe no cabide e sentei no sofá, e não demorou muito para surgir as perguntas engasgadas em suas gargantas: "Onde esteve? Por que se foi? O que fez?"; Levei os cotovelos ao joelho e passei minhas mãos na cabeça, dando um suspiro profundo, até falar:

    - Fui chamado para guerrilhar novamente, eles souberam da minha experiência como general e suplicaram minha assistência.

    Ao ouvir isso, Elizabeth se levantou furiosa e falou em alto tom.

    - Guerrilhar?! Não basta suas cicatrizes?

    - Por favor, perdoem-me, deveria ter contado a vocês...

    - Sabe que temo em te perder! Sabe que todos nós tememos!


    Elizabeth falou em voz alta, com os olhos afogados em lágrimas; Eu a consolei, abraçando-a, enquanto dizia:

    - Creio que alguns de vocês não têm noção de como é repousar em um acampamento de guerra. Você não consegue dormir, pensando em amigos e familiares, e na possibilidade de morrer durante a noite.

    Dito isso, Elizabeth me abraçou ainda mais forte, ainda despejando lágrimas em seu rosto. Óliver tirou sua espada da bainha e a deixou em pé, apoiando as duas mãos na ponta do cabo.

    - Guarde sua espada, esta noite você vai repousar aqui. É tarde, e está congelando lá fora, além do mais, não queremos perdê-lo de novo, huh? Disse em tom de ironia, e seus olhos frios escondiam sua verdadeira emoção, que eu sabia que sentia.

    Era quase meia-noite, todos já haviam se preparado para dormir. Era um quarto grande, com sete camas, tendo duas de casal. Óliver, Yuuki e Bento já estavam dormindo, enquanto Elizabeth se aconhegava entre meus braços, eu tinha uma visão privilegiada da brilhante lua que havia aparecido, iluminando mais do que aquela janela, e naquela luz celeste eu senti o sentimento de sossego que não sentia a meses.

    ______________________________________________________


    Acordei, com o chiado da chuva batendo na janela, com o vento forte e o céu branco que chegava a iluminar o quarto.Todas as camas já estavam arrumadas, e todos já haviam descido. Pus uma camiseta desabotoada, uma bermuda, e desci - mesmo com a visão ainda embaraçada ao esfregar os dedos nos olhos.

    - Bom dia, querido. Quer um café da manhã? Elizabeth perguntou, segurando uma jarra com melado numa mão, e um prato com panquecas em outra.

    - Só algumas torradas com suco. Não sei, não estou com muito apetite.

    Sentei numa das cadeiras do balcão, uma leve náusea pertubava minha cabeça, apoiei o cotovelo no balcão e a cabeça com a mão, minha vista estava ofuscada.

    - Eu já volto, vou buscar uma coisa no quarto.

    Elizabeth subiu as escadas e abriu o armário; Ao virar a cabeça, ela notou minha mochila. Ao abrí-la, notou minhas medalhas brilhantes cobertas por um pano de camurça. Um sorriso se abriu em seu rosto ao dizer:

    - Estou orgulhosa de você...



    Continua...
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    Re: Cartas do Velho Conselho - fanfic

    Mensagem  Power Ranger Azul Piscina em Seg Jul 25, 2011 8:04 pm

    *--*

    Muito bom tio Eddie, bem legal a fic.

    Posta logo o cap 2 \õ\
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    Re: Cartas do Velho Conselho - fanfic

    Mensagem  Bento em Ter Jul 26, 2011 5:17 pm

    Realmente muito Bom, Eddie, o clima que você crirou também ficou legal, como de familia e tal. Espero logo a continuação.

    Abraços.
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    Re: Cartas do Velho Conselho - fanfic

    Mensagem  Albert Johny em Ter Jan 24, 2012 9:51 pm

    Gente, vim passar por aqui que - devido a pausa colossal que eu tive nesses meses, eu resolvi que voltarei a escrever a fanfic Cartas do Velho Conselho. Eu senti que, já que Albert é um personagem importante para o clã, a história dele chega a ser parte do clã. Para mim faz sentido. Bem, é isso. Vou escrever rascunhos nas folhas e a melhor versão eu postarei aqui.
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    Re: Cartas do Velho Conselho - fanfic

    Mensagem  Albert Johny em Qua Jan 25, 2012 8:38 pm

    Cap. 2 - "Estou feliz em voltar"


    A noite já havia acabado, o Sole se levantava lentamente do horizonte, e o calor junto a luz se emanavam pela terra como uma colossal aura harmoniosa. E o vento levou as nuvens violentas do dia anterior para longe; e esta brisa que sobrou arrastava as folhas secas nas calçadas suavemente, e a mesma brisa deixava as cortinas do quarto inquietas.
    As várias camas da Sede Secundária dos Guardiões estavam arrumadas, e os lençóis, forrados. Todas as camas estavam perfeitamente arrumadas, com excessão de uma - a minha, porque eu permanecia deitado de olhos entreabertos. Os travesseiros estavam amassados, e o lençol branco sobre mim me combria de forma desajeitada. Aqui para mim era um conforto divino que não sentia a meses, e por ser especial, resolvi ficar deitado enquanto tentava cravar esse momento em minha memória para relembrar os primeiros momentos de paz e silêncio. Mesmo assim, não pude me levantar, o céu de nuvens douradas que aparecia na janela me encantava, e a cama parecia me seduzir a ficar de tão macia que estava. Era um momento revigorante depois de sair daquele acampamento com cheiro de sangue e defuntos, e barulho de canhões a cada minuto. Sim, eu infelizmente não poderia ficar a eternidade naquele instante, mas ao fazer o mínimo esforço para me levantar, aquela cicatriz sobresaliente em meu peito havia começado a doer, e a dor era tanta que pude sentir a ferida queimando mais e mais, e isso era estranho para uma cicatriz que havia se curado faz um bom tempo. Pus minha mão sobre a ferida de forma tranquila, e então pensei que aquela dor cravada em meu peito poderia significar os atos imprudentes que cometi. Mas minha sorte é que a dor física é passageira em muitos casos.

    Enfim me levantei. Arrumei a cama e me vesti normalmente, e assim resolvi lavar o rosto no banheiro. O barulho da água corrente que descia da pia para o ralo, parecia uma caichoeira soando em meus ouvidos, e pude ver meu péssimo estado físico ao me olhar no espelho. Minha pele estava levemente pálida, dando mais contraste as minhas olheiras roxas. Era estranho, eu parecia doente, mas estava bem. Apenas ignorei o cansaço, e desci as escadas do corredor escuro que levava diretamente para a cozinha. Detrás do balcão, Óliver e Bento estavam preparando a primeira refeição do dia.

    - Albert, dormiu bem?
    - Pela cara, não.
    - O que é irônico, porque você parecia muito bem ontem de noite enquanto dormia com a Lizzy.
    - Quer uma torrada?

    Óliver falava com um toque de pressa, e quanto terminava de falar, Bento falava imediatamente.

    - Eu... eu não sei. Me sinto bem agora. Respondi.
    - E porque não vai lá fora? Respire um pouco de ar puro, homem. Vai melhorar.
    Óliver aconselhou, e assim fiz. E ao abrir os portões, a luz invadiu meus olhos. O grandioso céu de nobre azul, com as nuvens brancas tinjidas de dourado pelo Sol. Aquilo tudo parecia maior e mais importante, quando eu voltei e reconheci meus erros. Decidi sentar debaixo da grande pessegueira que permaneceu vigorosa na frente da casa desde que parti. E na grama verde, repousei - sentindo a calmaria que havia no lugar. Ao colocar os braços sobre minha barriga, tirei-os rapidamente por reflexo, pensando que a cicatriz me causaria dor de novo; mas desta vez nada aconteceu, apenas... apenas senti a paz em minha perturbada alma. E não consigo fazer esse sentimento grandioso de felicidade se rebaixar em palavras, como um sentimento eu apenas vivi e senti. E acho que esse sentimento é chamado comumente de "paz de espírito". E o irônico, é que o senti pela primeira vez quando eu ganhei a sorte de rever meus amigos e o amor que chamam de Elizabeth.


    Última edição por Albert Johny em Seg Fev 20, 2012 7:08 am, editado 2 vez(es)
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    Re: Cartas do Velho Conselho - fanfic

    Mensagem  Bento em Qui Jan 26, 2012 6:13 am

    [off]

    Bem legal Eddie, gosto bastante de ler essas cartas.

    Só tenho uma dúvida, é fora da cronologia? (Visto que você citou "Bento" [Creio ser eu e.e], sendo que ele está sequestrado,
    e até o momento quem está "no lugar dele", é o pai, Ermian. Só isso mesmo ^^

    Abraços õ/
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    Re: Cartas do Velho Conselho - fanfic

    Mensagem  Albert Johny em Qui Jan 26, 2012 1:34 pm

    Ermian escreveu:[...]

    Só tenho uma dúvida, é fora da cronologia? (Visto que você citou "Bento" [Creio ser eu e.e]), sendo que ele está sequestrado,
    e até o momento quem está "no lugar dele", é o pai, Ermian. [...]

    [off]
    Bem, se estar no passado é estar fora da cronologia, está. Ainda conta a história da última vez que o Albert sumiu, você ainda jogava de Bento Quevedu.
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    Re: Cartas do Velho Conselho - fanfic

    Mensagem  Bento em Qui Jan 26, 2012 3:15 pm

    [off]

    Atah, e.e. Entendi, nesse caso, a então no caso eu ainda tava com o Bento mesmo >_<.

    Abraços.
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    Re: Cartas do Velho Conselho - fanfic

    Mensagem  Albert Johny em Qui Jan 26, 2012 9:04 pm

    Ermian escreveu:[...] então no caso eu ainda tava com o Bento mesmo >_<

    [off]

    Yep. Ahh gente, eu imaginei que alguns de vocês possam achar esse último capítulo meio estranho ou confuso (ou até chato). Vou tentar explicar. Esse capítulo - caso não tenham notado - não fala do que o Albert fez naquela manhã, e sim o sentimento de felicidade e paz que ele teve ao acordar e poder rever os amigos e a esposa.

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    Re: Cartas do Velho Conselho - fanfic

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