Wandering of Magnum

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    Icarus Morrisane
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    Wandering of Magnum

    Mensagem  Icarus Morrisane em Sab Out 02, 2010 11:51 am

    Aviso: Não leia a fanfic caso ainda não tenha lido Bibliography of Magnum e depois Travel of Magnum.
    _________________________________________________________________________________________________________

    Prólogo

    Nossos heróis (Morty Magnum, Metchano e Thunder Joe) se conheceram na primeira aventura de Morty Magnum, a Bibliography of Magnum. Depois dessa aventura se tornaram grandes amigos, porém havia um chamado Drew Sieg que era um traidor, fingindo ser amigo para levar os companheiros à uma emboscada. Na segunda aventura de Morty, a Travel of Magnum, ele decidiu comprar um barco e viajar por Rune Midgard. Durante essa viagem conheceram Poe, um dos Sete príncipes que um deles será o sucessor de Tristan III. Nessa segunda aventura, Morty e seus "marinheiros" reencontraram Drew, vencendo-o em uma épica batalha. Quando foram devolver Poe ao castelo, viram um Guardião Real chamado Icarus, que tinha um grande preconceito para com Morty Magnum Metchano e Thunder Joe. Saindo do castelo Icarus os chamou:

    – Ei aventureiros! Preciso de vocês!!

    O que será que Icarus queria? Será o começo de uma nova aventura?

    Vamos lá!!
    ______________________________________________________________

    Capítulo 1 - Preciso de Vocês!!

    – Icarus? – Metchano se virou – Nós já saímos, não roubamos nada!

    – Eu sei que não roubaram nada.

    – Por que voltastes? – Perguntou Thunder Joe

    – Poe me contou tudo. Tudo o quê fizeram por ele. Ele me contou que vocês o salvaram do naufrágio, o trataram muito bem, lutaram contra um monstro abissal, destruiram um navio pirata e o protegeram até na ilha esquecida, Nameless. Se tudo isso for verdade, vocês são nobres.

    – Nobres?

    – Não por título, nem por fora, mas por dentro.

    – Disse que precisava de nós? – Perguntou Metchano

    – Exato! Fui confiado para deixar esse assunto em segredo para todos de Rune Midgard – Icarus olha para os lados – Vamos para a biblioteca, atualmente, poucos vão lá.

    Icarus levou o grupo para um canto na biblioteca. O bibliotecário estava concentrado demais lendo um livro, jamais perceberia a conversa.

    – Então... – Icarus pega um livro na estante – Se for verdade aquilo tudo que Poe disse, acho que são capazes de me ajudar nisso.

    Icarus folheia o livro:

    – Ah! Aqui está!

    – Estão vendo esses monumentos sagrados? São eles em que precisam me ajudar.

    – Precisamos limpar eles? Se quiser eu vou até a Igreja de Prontera e...

    – Não estão lá.

    – Como assim? Todo dia eu vo lá dar uma olhada, estão direitinho la! – Falou Morty Magnum

    – São réplicas...

    – Réplicas?! Quer dizer que as pessoas pagam pra ver réplicas?!!!

    – Não, só fizemos isso atualmente para repor as que... foram roubadas.

    – Roubadas? Aquele vidro era tão forte! É tudo trancado às 7 chaves!!

    – Os membros da Ordem dos Templários também não sabem, ninguém sabe!

    – Ordem dos Templários?

    – Sim, existem templarios, Paladinos e Guardiões Reais que são convocados para proteger os tesouros da Igreja de Prontera. Dentre eles, essa Orbe Sagrada e esse Graal aqui no livro.

    – Espera um pouco – Disse Metchano – Quer dizer que confia em nós para resgatar esses bens?

    – Exato.

    – Mas não sabemos nem por onde começar!

    – Mas EU sei. – Icarus disse com firmeza

    – Como?

    – Na sala das relíquias sagradas, existia também artefatos de outras culturas, como a Máscara Kitsune Dourada.

    – Sabe que nunca entendi por quê? – Perguntou Morty

    – Han... err... porque pessoas de outras religiões e culturas... vão pagar pra ver também... Mas isso não importa agora, o que importa é que a máscara Kistune dourada também foi roubada.

    – E de acordo com suas ideias... ela está em Amatsu, acertei?

    – Na mosca! Acha que pode fazer isso?

    – Claro que podemos! – Disse Morty

    – Podemos? Você pode!

    – Hã?!

    – Enquanto você procura por um, outro de nós procura por outro. Vamos nos separar!

    – Mas nós só trabalhamos em equipe! Né pessoal? – Perguntou Morty

    – Pow, pra mim ta bom si-por-si – Contrariou Metchano

    – Iremos sem ti Sr. Magnum – Disse Thunder Joe

    – Hahaha! Então está decidido! Sabia que me ajudariam – Icarus estava alegre – Eu também procurarei. Tomem:

    Icarus estendeu cartas para cada um, segurando-as com suas luvas de garras afiadas de Prata pura e resistente:

    – É aí onde devem procurar. Em cada carta está escrito onde devem procurar. Morty Magnum, é esse seu nome né? Você vai procurar em Amatsu deve conseguir pistas lá. Thunder Joe, procurai em Geffen pela Orbe Sagrada.

    – Geffen?

    – Exato, creio que aqueles MAGOS – Icarus bateu na mesa o bibliotecario nem percebeu – Desculpe. Mas eu acho que aqueles magos imundos fizeram isso.

    – Isso é preconceito! – Gritou Morty

    – Não é! Sei o que estou falando!! Continuando... Metchano, você procura em Veins pelo Manto de Odin. Ou Rachel... Eu procurarei pelo Graal. Todos Prontos? Não revelem o segredo a ninguém!

    – Prontos!

    – Por Prontera, A vitória será NOSSA!! – Gritou Icarus

    O bibliotecário olhou para o grupinho, abaixando o livro, colocou o dedo nos lábios:

    – Shhhh

    – Foi mal...
    ______________________________________________________________

    Uma nova aventura começa!
    Serão nossos heróis capazes de recuperar os Monumentos?


    Descubra nos próximos capítulos!
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    Icarus Morrisane
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    Capítulo 2

    Mensagem  Icarus Morrisane em Sab Out 02, 2010 12:01 pm

    Capítulo 2 - WildCat Joe

    Nossos heróis estavam mais uma vez prontos para começar a aventura:

    – Metchano espere. – Icarus não deixou-o sair – Irei contigo.

    – Comigo? – Metchano se espantou – Mas não sou eu um cavaleiro impuro?

    – E é! Por isso irei, precisa de meus conselhos. E vocês, Morty e Thunder? O que estão esperando, já dei o lugar para irem. Vão! – Icarus fazia um gesto com a mão mandando se retirarem.

    Morty Magnum não hesitou, logo ao sair foi para Comodo onde o Sea Stroller estava. Ele subiu o imenso navio, levantou a âncora, desamarrou as cordas e partiu para Amatsu. Era um dia nublado em Amatsu, soprava um vento gelado que fazia balançar as cerejeiras. Morty Magnum estava em Amatsu, mas e agora? Não sabia por onde começar. Avistou um ninja de longe:

    – Ei! – Morty Magnum gritou – Você sabe algo sobre...

    O ninja não o deu ouvidos e entrou numa casa próxima. Morty Magnum o seguiu, e entrou na casa. Mas havia algo estranho. O Ninja havia desaparecido!!

    – Eeeeei! Alguém em casa?!

    Morty Magnum viu uma escritura na parede:

    "O que será que significa isso? – Pensou – Olha essas outras aqui na frente..."

    Morty Magnum deu as costas para a escritura em que estava olhando e olhava para as outras. Ele encostou na escritura de trás, fazendo a parede girar e ele caiu, rolando escadas até bater em uma porta. Morty se levantou e abriu a porta. O ninja e um mestre ninja estavam na sala:

    – O quê? Como conseguiu chegar aqui?! – Perguntou o mestre ninja – Provavelmente Wildcat Joe o mandou para me matar!

    – Hã! O quê?! Não é nada disso é que eu...

    O mestre ninja encheu Morty Magnum de socos e chutes, fazendo-o desmaiar no chão:

    – Eu acho que você se enganou denovo. – Disse o ninja ao lado do mestre – Ele parecia procurar algo...

    – Tem razão... mas acho que me entende, WildCat Joe não manda seus pilantras há muito tempo! Tenho de duvidar de qualquer peregrino que anda por aqui.

    – Vamos esperar ele acordar então?

    – Se não isso... o que mais?

    O Mestre Ninja sentou Morty Magnum desmaiado em um canto, apoiando as costas do monge na parede. O mestre estendeu a mão ao rosto de Morty:

    – Que fará mestre? – Perguntou o ninja

    – Tirarei a máscara... assim podemos saber se ele ja acordou...

    Quando o Mestre Ninja foi tirar a máscara, Morty Magnum rapidamente segurou o pulso dele, impedindo-o de tirar a máscara. Morty se levantou meio tonto:

    – Não tira. – Morty disse

    – Bem, enfim, você acordou – O Mestre tirou a mão da máscara – O que quer aqui?

    – Vocês viram uma máscara Kitsune dourada por aqui...?

    – Hahahahaha!!

    – Qual a graça?

    – Você é um monge guardião real por acaso? Isso ta lá em Prontera!

    "Não posso contar a verdade" – Pensou Morty Magnum

    – E então por que não volta pra lá? Pra Prontera! Hahahaha!!

    Morty Magnum olhou para a parede, viu um quadro, com a foto de um ninja, bem poderoso por sinal:

    – Quem é aquele? – Perguntou

    – É WildCat Joe, essa é a imagem da última vez em que nos encontramos.

    Morty Magnum olhou mais de perto, viu meia parte da máscara Kitsune reluzente em uma bolsa de WildCat Joe:

    – Quando foi a última vez que o encontrou?

    – Mês passado. Mas o que tem a ver com isso?

    "Mês passado! Foi quando fecharam a sala das relíquias da Igreja de Prontera para uma 'reforma'! Provavelmente faz um tempo que roubaram isso" – Morty Pensou

    – Responda, feliz!

    – Ah! O quê?!

    – O que você tem a ver com WildCat Joe?

    Morty olhou para a bolsa do vilão denovo:

    – Eu vou lutar contra ele por você.

    – O-o Q-quê?! É para isso que treino meus ninjas, e nenhum se ofereceu a acabar com ele!! Agora chega um monge querendo fazer o serviço? Certamente sou obrigado a aceitar qualquer ajuda. E você aí?

    O Mestre olhou para o ninja ao lado:

    – Não vai ajudar o monge?

    – E-eu?

    – Mas é claro. Não é para isso que lhe tornei ninja?

    – É sim mas...

    – Não quer assumir o compromisso?

    – Eu tava pensando em ir... treinar mais.

    – Pode fazer isso com o monge, agora vá!

    – Mas...

    – Sem mas, vá!

    – Tudo eu Tudo eu! Ora seu...

    – Eu ouvi isso, acho bom não dizer o que vem depois do "Ora seu"!

    – Eu vou.

    – Vamos l... Pera – Parou Morty – Onde posso encontrar ele?

    – Ele gosta de lugares altos. – Disse o Mestre Ninja

    – Mas existem tantos? Como acharei-o, mestre?

    – Me chame de Cougar, Morty Magnum. Pode ser difícil encontrá-lo, mas deve estar pela Grande Juno.

    – Terei que procurá-lo por Juno, Eimbroch, Eimbech e Lighthalzen?

    – Exato.

    – Certo Cougar! Vou procurar!

    Morty Magnum saiu da sala com o ninja o seguindo, subiu as escadas e voltou para a superfície, no exterior da casa:

    – Ali é o Sea Stroller, o meu navio! – Apontou Morty Magnum

    – Você tem um navio?!

    – Tenho, vamos lá!

    Se dirigiram à ele, sem perder tempo, Morty Magnum levantou a âncora e partiu:

    – E então ninja, qual o seu nome?

    – Sound.

    – Sound? Que nome engraçado.

    – ...

    – Então, onde acha que o WildCat Joe está? – Morty Magnum perguntou enquanto dirigia o Sea Stroller.

    – Não está em Juno, nem Eimbech, nem Lighthalzen.

    – Hã? Por quê?

    – Não existem lugares altos nessas cidades.

    – Eimbroch tem?

    – Tem, a torre.

    – Bem, vamos pra lá!

    Morty Magnum parou o S. Stroller em Izlude, em seguida foram à pé pegar o aeroplano. Era noite, portanto o aeroplano estava vazio, havia apenas eles, um homem de capa e roupas burguesas sentado no chão, e a equipe que o pilotava. Um homem da equipe veio falar com os aventureiros:

    – Ah oi! – O funcionário cumprimentou

    – Olá! Meu nome é... – Morty Magnum se apresentava

    – Não importa, mas precisamos que vocês entrem dentro do aeroplano, joguem um jogo e relaxem lá dentro.

    – Mas por quê?

    – É noite e está nublado, está vendo essa fina névoa? Pode ser perigoso ficar aqui fora, até por riscos de ataques...

    – Não tem problema, ficamos aqui, ajudamos a proteger.

    – Eu insisto! Qualquer problema será de nossa responsabilidade aqui!

    Um gremlin caiu atrás do funcionário sem que ele visse, o monstro preparava-se para pular na cabeça do funcionário:

    – Disparo de Esferas espirituais! – As esferas de Morty mataram o gremlin

    – Essa não! – O funcionário virou pra trás – Invasão! Corram para dentro

    – Eu não vou faz...

    – AGORA!!

    Morty Magnum não teve escolha, foi com Sound para dentro, mas o funcionário ainda insistia lá fora para o homem sentado no chão:

    – Vamos! Tem que ser agora!! Corremos perigo.

    – Ficarei aqui, não se preocupe comigo. Não tem mais responsabilidade sobre mim.

    – C-certo. – o funcionário correu para dentro do aeroplano, deixando o homem sentado lá fora.

    Podiam-se ouvir barulhos de vários gremlins e Beholders de dentro do aeroplano:

    – Sound – Chamou Morty – Acha que aquele homem ainda está vivo?

    – Não sei! Ele parecia tão confiante.

    – Temos que salvá-lo!

    O barulho cessou.

    – Hã? Vamos lá ver o que aconteceu!

    – Vamos!

    Saíram de dentro do aeroplano, apenas viram todos os Gremlins e Beholders caídos no chão, e o homem de pé usando a...

    – Máscara Kitsune DOURADA!! – Morty Gritou

    – Vocês não viram nada, ok? – Perguntou o homem

    – Devolva a máscara WildCat Joe!

    – Ora Ora Ora... o que temos aqui? Mais ninjas de Cougar... hmm... parece que dessa vez ele cansou de mandar ninjas, hehehe.

    – Como sabe que Cougar nos enviou?

    – Só Cougar me chama de WildCat Joe, eu me chamo Red Leopard Joe!!!

    WildCat Joe tirou a capa, que saiu junto com a roupa, debaixo daquela, uma indumentária ninja, com várias Shurikens anexadas à roupa:

    – Muahahahaa!!! Se querem a máscara, venham pegá-la!

    – Sound! Vá na frente, tenho que me preparar! Invocar esferas espirituais!

    Sound confirmou com a cabeça:

    – Troca de pele! Aura Ninja – Fazia movimentos rápidos com as mãos. – Vai ver agora! Dragão Explosivo!

    Um enorme dragão de fogo explodiu em WildCat Joe, mas... ele não estava mais lá!

    – Onde ele foi?

    WildCat Joe apareceu atrás de Sound, tentando acertar uma facada. Antes de acertar, Sound escapou e deixou um tronco no lugar, fazendo agarrar a adaga.

    – Maldito! – WildCat Joe removeu a adaga do tronco

    Parecia um festival de troncos, sempre um aparecendo atras, tentando apunhalar.

    – Sound! Estou pronto! – Gritou Morty

    – Então... – Sound Substitui e vira tronco – Manda logo! – Vira denovo

    – Disparar Esfera Espiritual!

    Morty Magnum disparou a esfera exatamente na máscara Kitsune, fazendo-a cair no chão, Morty deu uma cambalhota, a apanhou, invocou mais uma esfera e:

    – Punho Supremo de Asura!!!

    Após toda a fumaça da suprema habilidade se dissipar... deu para ver... UM TRONCO!! Morty foi enganado pela substituição. Mas havia uma mensagem escrita em um papel, presa no tronco por uma faca de arremesso:



    – Mas que droga monge! – Disse o ninja – Falhamos na missão, ele fugiu!!

    – Bem, você pode ter falhado – Morty olhava para a máscara que brilhava fortemente – Mas eu consegui o que queria. Vamos para Amatsu.

    Pouco tempo depois o aeroplano voltou a funcionar, Morty e Sound puderam retornar para Izlude e pegar o Sea Stroller para Amatsu. Na guilda de ninjas:

    – O QUÊ?! – Cougar leu o papel que WildCat Joe deixara – Mas que covarde, conseguiu fugir! Mesmo assim agradeço a ajuda de vocês. Sound, agora sim você é um ninja de verdade, e Morty, obrigado por ajudar. Pode ficar com a máscara.

    – É isso aí! Agora se me derem licença, preciso seguir meu caminho.

    – Vá em paz, volte quando quiser, não conte a ninguém o meu esconderijo.

    – Pode deixar! – Morty Magnum saía

    É isso aí! Uma relíquia foi recuperada, mas ainda faltam outras... mas a tarefa já não está mais nas mãos de Morty Magnum, mas nas mãos de Thunder Joe, Icarus e Metchano.
    __________________________________________________________________________________


    Será que Icarus e Metchano serão capazes de resgatar o próximo tesouro?
    E Thunder Joe? Está preparado para o que há de vir?


    Continua no próximo episódio!
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    Capítulo 3

    Mensagem  Icarus Morrisane em Sab Out 02, 2010 12:05 pm

    Capítulo 3 - Koschei, o Imortal

    A missão já não estava mais nas mãos de Morty Magnum, agora Thunder Joe, Icarus e Metchano precisariam agir. Com a chegada de Morty e a primeira relíquia se reuniram na biblioteca novamente:

    – E então Morty, como conseguiu? – Perguntou Icarus

    – Eu fui pra Amatsu né? Daí eu fiquei seguindo um ninja...

    – Por que seguiu ele?

    – Sei lá, parecia suspeito. Enfim, eu segui ele até uma casa quando ele sumiu.

    – Dentro da casa?

    – Sim... continuando, eu estava olhando os quadros na parede quando do meio do nada a parede me engoliu e eu caí numa sala. Apanhei pra um mestre ninja e... acordei, ele falou de um tal de WildCat Joe, vi o quadro dele e vi a máscara. Fui pro aeroplano com o ninja, derrotamos ele e conseguimos a máscara. Hm... acho que meu barco está precisando de uma limpeza... – Disse, coçando a cabeça como se estivesse com preguiça de fazer isso

    – Eu acho que essa história ta meio cortada mas tudo bem. Já sei que agora posso esperar um ataque de ET's felinos ninjas que usam máscaras.

    – Não foi isso que eu...

    – Como já pegou esse monumento aqui... agora está na vez de nós partirmos, e você, Morty Magnum, está liberado.

    – Ta mas...

    – Vamos lá!! – Icarus gritou

    O bibliotecário parou de ler o livro novamente:

    – Shhh.

    – Não faço denovo.

    Os 4 heróis saíram da biblioteca e agora seguiriam seus rumos, combinaram que iam se encontrar na entrada do castelo, quando cumprissem a missão. Thunder Joe se lembrou de que Icarus havia indicado procurar outro monumento em Geffen. Porém, isto mais lhe parecia um trauma de magos que uma verdadeira suposição. Thunder Joe se dirigiu a Alberta, visto que era noite e Morty Magnum havia dito que lavaria o Sea Stroller. Chegando ao cais, Morty Magnum estava de bruços no corrimão do navio, limpando-o com um pano úmido:

    – Magnum! – Gritou Thunder Joe

    Morty Magnum levou um susto e caiu na água, Thunder Joe se aproximou da água:

    – Estás bem?

    Ele cuspiu água, se apoiou no cais e subiu:

    – Cof, cof, Ahhh... Quase que você me matou do coração cara...

    – Preciso fazer-te uma pergunta.

    – Posso fazer uma antes?

    – Permito-lhe.

    – Você que já é mortinho e tudo mais... o que é pior, morrer de um ataque do coração ou afogado?

    – Não brinques, vim por sérios motivos.

    – Ok... pelo menos não morri, pode , Cof, falar.

    – Disseste-me que fora a Amatsu, e soubeste como conseguir o artefato, portanto, achas que o seguinte pode estar em Geffen?

    – Tem razão! Eu acho que o Icarus é meio preconceituoso... talvez tenha acontecido algo com ele que tenha a ver com magos.

    – Que devo fazer?

    – Olha, eu acho que você deve ir pra outro lugar, não para Geffen!

    – Aonde devo ir?

    – Olha... ouvi falar de uma lenda de Moscóvia... talvez você deva procurar por lá, não vai se decepcionar!

    – Leve-me.

    – Todos a bordo!! Vamos lá!!

    ________________________________________________________________

    Chegaram em Moscóvia algumas horas depois. Morty Magnum descia do Sea Stroller e Thunder Joe vinha logo atrás:

    – Ah!! – Inspirou – Sinta esse ar! Nem um pouco viciado, ar puro!

    – Por onde começarei? – Perguntou Thunder Joe

    – Acho que você pode perguntar para alguém da cidade, mas antes, pegue isso!

    Morty Magnum deu um instrumento:

    – Um gusli. – Disse Thunder Joe

    – Sabe tocar né? Você tem 213 anos, acho que ja deve saber como se toca.

    – Sei.

    – Certo, vai lá, estarei esperando no barco quando voltar.

    Thunder Joe tomou a frente e foi falar com um vendedor de frutas que estava perto do cais, vendendo os famosos morangos:

    – Senhor.

    – Olá forasteiro! Veio comprar meus... só um momento... Aqui está senhora... são 379.000z! Isso, aqui está o troco. Desculpe sujeito, mas minhas vendas fazem sucesso, enfim quantos vai querer?

    – Não quero tuas frutas, apenas peço-te uma informação.

    – Ah... ok... – O vendedor fez uma cara de má vontade – O que quer saber? Os pontos turísticos?

    – Conte-me sobre as lendas da cidade.

    – Já ouviu falar do Gorynych? Um dragão verde que fica nos arredores da cidade?

    – Já ouvi.

    – Hmm... E sobre a ilha que se move?

    – Também, não existe algum folclore a respeito de um humano?

    – Existe... Porém alguns tentam não falar muito disso.

    – Diga-me mais.

    – Já ouviu falar sobre... Koschei¹, o imortal?

    – Jamais.

    – Então, dizem que aqui na cidade, ou na ilha baleia, existe um homem chamado Koschei. O mesmo possui uma aparência como que feia, porém ele possui um atributo especial: Ele é imortal. Ultimamente existem pessoas alegando que viram tal homem andando pela cidade, com algo valioso em mãos, porém ninguém ousava perguntar o que era.

    – Tal homem é completamente... imortal?

    – É impossível matá-lo com golpes físicos ou mágicos! A alma dele está escondida em uma agulha, que está em um pato, que está em uma lebre, que está em um báu de ferro, que está debaixo de uma árvore.

    – Impossível!

    – Por isso que algumas pessoas acham loucura isso. Eu também acho. Afinal, quem acredita em criaturas imortais? Hahahahaha!!

    Thunder Joe olhou fixamente para o vendedor:

    – Você acredita? Existe crença pra tudo.

    – Agradeço tua ajuda, agora partirei.

    – Vai em paz! Mas... tem certeza que não quer morangos?

    Thunder Joe virou as costas e foi para perto de um marinheiro, que estava em frente a um navio aparentemente dele. O homem, vendo que Thunder Joe possuía um Gusli, puxou conversa:

    – Ei irmão, que é isso, um Gusli?

    – Exato.

    – Já nos conhecemos?

    – Creio que não.

    – Já veio aqui alguma vez?

    – Negativo.

    – Hmm... O que veio fazer aqui em Moscóvia? Turismo?

    – Procuro algo especial.

    – Como o que?

    – Não posso-te contar.

    – Vamos, pode contar, já levei muitos aventureiros para lugares incríveis!

    – Que lugar estamos falando?

    – A Ilha Baleia!

    – De que se trata?

    – Uma ilha-miragem que muda de lugar. Nela há criaturas lendárias, que você jamais viu!

    – Leve-me até tal lugar.

    – Certo, mas... o que procura?

    – Koschei.

    – O QUE?! Olha maninho... pode me chamar de Ibanoff. Tem certeza que quer lutar contra Koschei? Não há como derrotá-lo.

    – Tal homem realmente existe?

    – Existe sim! Dizem que a alma dele fica na ilha baleia... mas ainda não a achei. Fica em uma agulha!

    – Lutarei contra Koschei, e recuperarei o que necessito.

    – Nunca vi alguém com tanta coragem como você. Certo, eu te levarei... mas é triste ver aventureiros jovens como você morrerem tão cedo... Mas quem sabe você tenha uma chance.

    – Jovens?

    – Desculpe... quantos anos você tem? Com esse capuz não consigo ver seu rosto.

    – Não interessa-te, agora vamos nós.

    – Foi mal. Ah e vou avisar: Geralmente não navego à noite, mas vou abrir uma excessão, quero ver essa luta. Vamos!

    E partiram... pouco tempo depois chegaram ao destino. Uma ilha... que se movia. Isso era... exótico. Ibanoff falou:

    – Então, não é uma beleza? Hahaha! Chuchu beleza! Hahaha!

    – Leve-me até Koschei.

    – Claro, só um momento. Ei! – Ibanoff chamou um velhinho que estava um pouco distante

    – Olá Ibanoff. – Disse o velho – Trouxe mais um aventureiro?

    – É! Hahaha!

    – Por que está tão feliz?

    – Ele quer desafiar o Koschei!

    – Interessante, ele parece bem habilidoso. Pode ter uma chance.

    – Tá brincando? Koschei é imortal!

    – Nunca se sabe. Então, vamo-nos?

    Thunder Joe e Ibanoff confirmaram com a cabeça e seguiram o velho até um local dos arredores, onde havia bastante espaço, em um círculo de árvores, uma arena perfeita, que era iluminado pela lua cheia. O velho pegou uma pequena bombinha que estourou fazendo um barulho atordoador. O velho e Ibanoff correram para trás das árvores, e Thunder Joe continuou no círculo. Pôde-se ouvir uma voz:

    – Grrr... quem perturba o descanso de Koschei, o Imortal?

    Dentre as árvores saiu um humano², barbudo, de aparência não muito admirável, e usando uma armadura, armado de uma espada:

    – Então, és Koschei o imortal? – Perguntou Thunder Joe

    – Ouviste bem, agora quem é você?

    – Vim de Prontera, para desafiar-te, pois possui um bem mui valioso.

    – É isso aqui? Haha! – Koschei jogava uma esfera com uma cruz no topo, para cima.

    – Dê-me isto.

    – Vem pegar. – Ele colocou a esfera num compartimento da armadura e sacou a espada

    Thunder Joe deu um salto e parou alguns metros atrás de Koschei, e revirou, balançando a capa com as katares sacadas e apontadas para Koschei:

    – Conhecerás o verdadeiro poder dos Mortos-Vivos!

    – Então você também é imortal? Hahaha! Vai ser uma luta de imortal contra imortal!

    Thunder Joe arremessou uma main gauche em Koschei, e acertou em cheio, porém ele tirou-a, sem deixar marcas:

    – Hahaha! Isso é inútil! – Koschei correu para cima de Thunder Joe

    Thunder Joe esquivou, e investiu, porém Koschei era mais forte e empurrou Thunder Joe no chão, quando o mesmo estava investindo. Thunder Joe estava caído no chão, Koschei se aproximou erguendo a espada:

    – É o seu fim!

    Ao empurrar a espada para baixo tentando fincá-la em Thunder Joe, o morto-vivo rolou e fez com que Koschei fincasse a espada em terra. Koschei estava tentando tirar a espada do chão. Thunder Joe se levantou e sentiu algo tremer em seu bolso. Tirou a runa do bolso que brilhava em intensa escuridão:

    – Mestre – Disse a Runa

    – Permito-lhe.

    – Não perca tempo tentando matá-lo, ele disse, é imortal!

    – Também possuo imortalidade!

    – Mas há uma grande diferença entre a imortalidade dele e a sua. Ele é invulnerável a ataques físicos e mágicos, ele não sofre dano! Já você sofre dano com golpes físicos e mágicos, porém não importa quanto o tempo passe você não morre, porém ainda pode ser estraçalhado!

    – Compreendo. Como farei?

    – Não tente procurar a alma dele debaixo de cada árvore daqui, são muitas árvores! Quais são as chances? Aproveite o momento certo, quando ele estiver vulnerável, e pegue o item...

    – Entendido.

    – Faça isso... Meu tempo acabou... Monstro... Traidor... Vivo...

    – Adeus. Monstro traidor vivo?! Mas...

    – Adeus...

    – Hmm...

    Koschei tirou a espada do chão:

    – Tem mais alguém aí?

    – Somente eu e tu.

    – Tudo bem engraçadinho, ouvi você falando... cadê o outro?

    – Não há outro.

    – Diga ou morrerá!

    – Venha. – Thunder Joe tirou a capa e colocou-a na frente como se um touro estivesse vindo para um duelo

    Koschei começou a correr na direção de Thunder Joe, porém Thunder Joe continuou parado, esperando com a capa em mãos, em frente.

    – VAI MORREEEER!!!! – Gritou Koschei

    Quando Koschei chegou perto, Thunder Joe esquivou para o lado e deixou a capa no mesmo lugar, enrolando-a na cabeça de koschei, fazendo-o perder a visão. No mesmo momento, rapidamente Thunder Joe correu para o lado de Koschei e furtou a orbe. Quando Koschei tirou a capa do rosto, não havia mais ninguém no local.

    ________________________________________________________________

    Thunder Joe voltou para o barco, Morty Magnum estava cozinhando e não percebeu a presença de Thunder Joe:

    – Magnum.

    – AAAAAH!!!! – Morty Magnum queimou a mão

    – Perdão.

    – ........Você não consegue entrar sem dar susto cara? Quase que eu perco minha mão.

    – Já pedi-lhe perdão.

    – Certo... vejo que conseguiu. Deve ter sido difícil... vamos voltar para Prontera e chamar Icarus e Metchano. Vamos lá!!
    ________________________________________________________________

    Mais um artefato foi conquistado!

    O que espera nossos heróis?
    Monstro? Traidor? Vivo?
    Será que Thunder Joe vai parar de assustar Morty Magnum?


    Continua nos próximos capítulos!
    ________________________________________________________________

    1- Koschei, o Imortal faz parte da mitologia russa, mas por que colocá-lo em uma fanfic baseado em Ragnarok Online, da mitologia nórdica? Acontece que existe uma quest, ainda não implantada no bRO mas já implantada no iRO, na qual você deve derrotar um monstro chamado Koschei. Por tal monstro existir no Ragnarok Online, é possível também adicioná-lo em uma fanfic baseada no jogo.

    2- Em Ragnarok Online, Koschei possui a mesma aparência de um Gorynych, o que talvez foi feito para não se precisar criar mais um sprite para um monstro do mesmo local, assim como existem monstros com a mesma aparência que outros. De acordo com a lenda, Koschei é um ser maligno, com aparência humana e feia.
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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  Icarus Morrisane em Sab Out 02, 2010 12:06 pm

    Desculpe por parar de escrever por um tempo, estava muito empolgado com meu transclasse. Mas agora voltei a escrever, aproveitem até o terceiro capítulo por enquanto.
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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  -Rockstar- em Seg Out 04, 2010 8:59 pm

    Ah bem legal este capitulo Smile to esperando o próximo ^.^, achei otima a ideia de trazer novidades do iRO pro bRO Smile
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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  Icarus Morrisane em Qua Nov 24, 2010 11:23 am

    Capítulo 4 - Lâmina de Morrisane!!

    Thunder Joe e Morty voltaram para a biblioteca, onde Icarus se encontrava lendo um livro:

    – Então ela disse: Mas que nariz grande você tem! – Icarus lia em voz alta

    – Aham.... – Morty chamou a atenção pigarreando

    – Ah! – Icarus fechou o livro rapidamente – Já voltaram?!

    – Positivo – Disse Thunder Joe jogando a orbe para cima e pegando

    – Perfeito!

    Metchano saiu de entre umas estantes:

    – Morrisane, não encontrei o livro que pediu. – Disse Metchano lamentando

    – Não faz mal! Podemos partir sem ele.

    Morty Magnum interrompeu a conversa de Metchano e Icarus:

    – Tá, vai precisar da gente?

    – Não, não. – Disse Icarus despreocupado – Acho que o resto eu e Metchano podemos cuidar.

    – Beleza então, falô! Ah, mas antes... Thunder Joe disse que a Runa deu um enigma, tenta resolver ele aí! Monstro Traidor Vivo.

    Morty Magnum e Thunder Joe saíram da biblioteca. Icarus encostou a mão no ombro de Metchano:

    – Está pronto para a maior aventura de sua vida?

    – Eu acho que...

    – Maravilha! Vamos!!

    – Mas...

    Icarus pediu para que Metchano o seguisse, saíram da biblioteca e Icarus parou na frente dela, pôs a mão no queixo, parecendo pensar:

    – Algum problema Morrisane?

    – Estou pensando... para onde devemos ir?

    – Monstro Traidor Vivo.

    – Mas que...?!

    – É o enigma da Runa de Thunder Joe.

    – E daí?

    – Daí que a Runa sempre acerta, mas antes precisamos resolver o enigma de três palavras.

    – Não tenho tempo pra isso. – Icarus continuou andando

    Metchano o seguia, mas Icarus não parecia saber para onde ia. Icarus parou na frente de uma lojinha de um mercador:

    – Quanto custa essa espada?

    – Mil.

    Icarus deu o dinheiro e pegou a espada. Metchano estava curioso:

    – Morrisane, para que essa espada sendo que você já tem três?

    Ele não respondeu, apenas continuou andando, saiu de Prontera, e continuou andando pelos arrebaldes. Passaram-se duas horas caminhando quando Metchano explodiu de curiosidade:

    – Já chega! Que diabos estamos fazendo?!

    Estavam no meio do deserto.

    – Pegue essa espada – Icarus jogou a espada que comprara em Prontera para Metchano

    Metchano pegou a espada mas ainda estava inconformado:

    – Eu já tenho espada, para que outra?

    – Ora, vamos treinar!

    – Mas que... SACO!! Mesmo se eu quisesse treinar, para quê vir treinar no deserto? Estou morrendo de sede e fome!

    – Nós aprendemos com as dificuldades, se quer sentir menos sede, pare de falar e economize saliva, agora faça o que eu mandar.

    – E se eu não quiser?

    – Prepare tua espada, vamos lutar.

    – Agora eu gostei – Metchano tira a melhor espada que ele tem e joga a que Icarus deu no chão – Vou mostrar como é que se luta!

    Metchano começou a correr em direção a Icarus, e Icarus, estava de guarda abaixada, nem tinha pegado a espada e o escudo, mas estava com as mãos na espada, que estava no compartimento das costas, junta ao escudo:

    – Agora você vai ver!

    Quando Metchano estava próximo, Icarus esquivou para o lado, tirou a espada e atacou Metchano com força pelas costas:

    – Aaah! – Metchano caiu no chão

    – Hahahaha! Eu disse que não sabia lutar!!

    – Ainda não acabou!

    Metchano se levantou, pegou a espada de duas mãos e avançou preparando o golpe fulminante com todo o vigor. Icarus tirou o escudo, bloqueou o golpe, bateu com o escudo no rosto de Metchano e deu um corte que sangrou, mas longe de ser fatal:

    – Não vou mais longe do que isso.

    – Certo... – Disse Metchano atordoado – Agora... você pode me... ensi...

    Metchano desmaiou.
    _________________________________________________________________

    Já estava de noite no deserto, Icarus tinha feito uma fogueira e esperava Metchano acordar. Metchano estava deitado em um saco de dormir. Ele acordou:

    – Hã...

    – Ainda bem que acordou, já cheguei a pensar que tinha morrido.

    – Ora seu... – Metchano sentiu fome – Que... que fome... o que tem para comer?

    – Nada.

    – .......Nada?

    – Exato nada.

    – Você me trouxe até o deserto para morrer de fome?!

    – Vamos caçar!

    – CAÇAR?

    – É, não tem comida né? Então vamos caçar.

    – Que droga... – Metchano se levantou, colocou o elmo e pegou a espada – E água?

    – Tenho algumas garrafas vazias, podemos pegar em um lago perto daqui.

    – Um lago no DESERTO?!

    – Estamos perto de payon idiota! Pro leste é Payon, pro norte é Prontera e para o oeste é morroc, se quiser realmente morrer vamos para o oeste não tem problema...

    – Ok, vamos para o leste.

    Andaram para o leste, onde encontraram alguns peco pecos:

    – Até que enfim, galinhas!

    – Não são galinhas, Metchano, são peco pecos, se quiser apanhar vá em frente, estamos perto de um ninho cheio deles.

    Metchano começou a correr e atacou um peco peco, mas logo dezenas deles vieram atacar:

    – MORRISANE ME AJUDA!!!

    – Corre!

    Metchano começou a correr e Icarus o seguia, conseguiram despistar os peco pecos, e chegaram a um lago:

    – Água! – Metchano começou a beber, quase caía dentro do lago de tanta sede

    Icarus enchia as garrafas com água e misturava algumas ervas juntas, antes amassando-as com um pilão:

    – Tá fazendo poção?

    – Estou.

    – Como?!

    – Já conheci alguns alquimistas que me ajudaram a fazer essas poções, eu consigo fazer elas, não são TÃO eficientes como as de alquimistas, mas quebram o galho.

    – Não tenho mais sede... mas estou com fome...

    – Vamos caçar alguns porings e fazer geléia deles, estamos em um lugar lotado deles!

    – Prefiro peco pecos assados...

    – Se quiser apanhar de novo vá em frente...

    – Vou com você.

    Chegaram perto de um poring:

    – Ótimo! Agora eu vou... – Metchano levantou a espada

    – PARE!

    – Que foi agora?

    – Olhe como está atacando! Está levantando a espada acima da cabeça, prefira usar cortes baixos que são fáceis de defender em caso de contra-ataque.

    – Mas... é um poring...

    – Eu sei, mas mais tarde enfrentaremos inimigos mais fortes, é melhor aprender com inimigos mais fracos do que apanhar feio para os mais fortes.

    – Certo. – Metchano deu um golpe baixo que estourou o Poring. – Eu não vou comer isso.

    – Então vamos procurar algo melhor... mas nesse lugar só tem Porings e derivados.

    Um peco peco parecia perdido em meio aos porings:

    – Bem parece que temos sorte hoje – Disse Icarus – Um peco peco está perdido aqui.

    Metchano correu ao encontro do peco peco quando Icarus o parou:

    – PARE!!

    – O que foi... AGORA?

    – Não corra desse jeito em direção ao inimigo, vá sempre em guarda.

    – Tá bom... – Icarus foi devagar e em guarda e matou o peco peco

    Fizeram uma fogueira e assaram o peco peco. O local que eles estavam é geralmente conhecido como Poringlândia, por ser um paraíso de porings e derivados. Nesse lugar, para quem nunca foi, há diversas ilhas ligadas por pontes. Enquanto comia a gal... o peco peco, Metchano viu algo na ilha menor:

    – Ei Morrisane! Olhe. – Metchano apontou para a ilha menor onde entre um círculo de árvores era possível ver um vulto

    – Tem alguém ali. Normal, geralmente aventureiros vêm aqui treinar.

    – Deve ser meia noite! Quem vem treinar meia noite? Tem que ser muito idiota pra fazer isso!

    – Nós.

    – Hã... mas nós estamos... digo não... Ah você entendeu!

    – Certo, vamos em nome da guarda de Prontera ver o que está acontecendo.

    Foram, atravessaram umas pontes até chegarem no círculo de árvores. Pôde se ouvir murmúrios em linguagem estranha, e quem falava isso era um homem de capa negra, segurando correntes com caveiras e com cabelos azuis que desciam para o lado, parecendo que o vento levava, ele estava de costas para Metchano e Icarus, ele falava coisas estranhas. Os dois estavam escondidos num arbusto:

    – Mas que diabos é isso? – Sussurrou Metchano

    – É coisa ruim! Algum ritual, não é nada legal, devemos parar ele!

    Icarus e Metchano saíram do arbusto, Icarus estendeu um emblema da guarda de Prontera e disse:

    – Você está preso por rituais ilícitos! Deixe ser preso ou morrerá!

    Ele parou de falar as palavras estranhas:

    – Eu me rendo, podem vir me prender.

    Ele estava com as mãos estendidas para os lados. Metchano começou a se aproximar para prendê-lo:

    – PARE!

    – Ah certo, esqueci – Metchano entrou em guarda

    – Não, não é isso! Pare agora!!

    Metchano parou assustado, Icarus se pôs ao lado de Metchano e mostrou um fio quase invisível que estava quase encostando a ponta do nariz de Metchano:

    – É um truque!

    – Muahahahaha! – O sujeito riu maléficamente – Muito esperto de sua parte. Não é mesmo Icarus?

    – Como sabe meu nome?

    – Mas que falta de educação! Esqueci de me apresentar.

    O sujeito continuava de costas até quando pulou para frente e enquanto pulava virou de frente para Icarus e estendeu a capa para o lado direito:

    – Pode me chamar de Vladmir.

    – Vladmir?

    – Aprendeu, agora prepare-se para morrer.

    – Acho que lembro de você, faz tempo que não nos vemos.

    – Que legal... – Vladmir corta a linha a distância com uma faca, fazendo cair facas envenenadas que estavam presas nas árvores pela armadilha – Agora adeus!

    Icarus empurrou Metchano para longe do alcance das facas, pôs os escudo sobre a cabeça, defendeu as facas e disse:

    – Precisa inventar novas armadilhas.

    – Obrigado pela sugestão, recebi o recado

    Vladmir estalou os dedos e no mesmo momento o chão em que Icarus estava sobre desabou, fazendo ele cair em um buraco e ficar preso:

    – Arrgh! Isso é trapaça! – Reclamou Icarus

    Vladmir ignorou o comentário e se aproximou de Metchano:

    – Vamos brincar? – Vladmir ria

    – Há! – Metchano sacou a espada de duas mãos e entrou em guarda – Pode vir, mocinha.

    Icarus gritava de dentro do buraco:

    – Metchano! Corra! Ele é muito forte para você!

    Metchano fingiu que não escutou e arriscou uma espadada, porém Vladmir era mais rápido e esquivou conjurando uma magia:

    – Petrificar!

    Metchano estava como pedra:

    – Fácil, fácil... Lanças de Fogo...

    Vladmir começou a conjurar, porém, por suas costas uma espada foi lançada para o ar, com um brilho dourado, saindo do buraco em que Icarus estava. Rapidamente Icarus conseguiu subir a parede do buraco, e deu um salto agarrando a espada no ar e descendo com força contra Vladmir. Icarus gritou antes de descer para cortar Vladmir:

    – Lâmina de Morrisane!!

    O impacto do corte foi grande fazendo Vladmir cair no chão, não havia sido um corte tão profundo para ser considerado fatal, mas fez um belo corte nas costas de Vladmir.
    Vladmir estava caído no chão, Icarus quebrou uma poção verde em Metchano e o tirou de forma petrificada. Os dois estavam de pé na frente de Vladmir caído no chão:

    – Perdeu de novo. – Disse Icarus – Agora vamos acabar com isso de uma vez por todas.

    Icarus levantou a espada, com a lâmina direcionada para Vladmir, ameaçando matá-lo:

    – Espere. – Disse Vladmir – Eu tenho o que procuram.

    – Como? – Disse Icarus ainda com a espada levantada

    – Perdoe mestre – Disse Vladmir consigo mesmo – Morrisane, tenho o manto de Odin.

    – Você também está envolvido nisso?!

    – Sim estou. Eu te dou e vou embora.

    – Que bom, mais um motivo para matá-lo.

    – Mas eu tenho informações valiosas também.

    – Não ligo, quais são suas últimas palavras?

    – Ouça e me deixe ir embora, caso contrário, o Ragnarök começará em uma semana.

    – COMO?!

    – Eu sei o que estou dizendo, posso contar mais, se me deixar ir depois disso.

    – Chantagem... mas vai, conta e te deixo ir.

    – Meu mestre está prestes a invocar um poderoso monstro que vai escravizar todo o mundo. O monstro é tão poderoso que ele quer escravizar os deuses também. O monstro se chama Damon.

    – Onde podemos encontrar seu mestre?

    – Em algum lugar no deserto de Veins.

    – Como podemos derrotar o "Damon", caso não consigamos parar o ritual?

    – Já estou falando de mais.

    – O trato é você me dar informação e o manto e eu te deixo ir. Então quero informação.

    – O segredo de derrotar Damon é usar o seu poder interior.

    – Como?

    – Descubra sozinho – Vladmir se levantou, se virou e começou a se distanciar

    Vladmir gritou já um pouco longe:

    – E é bom se apressarem, o mestre já começou o ritual... deve demorar mais alguns dias. Além disso, se preparem para enfrentar algumas coisinhas no caminho, o mestre já sabe que estão indo pra lá.

    Vladmir desapareceu e deixou cair o manto, Icarus correu rápido e o apanhou.

    – Icarus – Disse Metchano – Para quê será que o tal "Mestre" roubou essas coisas?

    – Não sei, mas não importa, ainda tem uma coisa a resgatar.

    – E o que seria?

    – A Cruz. Esta deve estar com o mestre, vamos para Veins. E tente da próxima vez não tentar enfrentar o inimigo antes de completar seu treinamento. E agora vamos continuar o treinamento: leve minha bagagem.

    Icarus jogou as tralhas para Metchano:

    – Mas isso pesa muito!

    – Não se preocupe, logo se acostuma. Vamos nos apressar, porque a jornada apenas acabou de começar!
    __________________________________________________________________
    Quem será o mestre?
    Nossos heróis serão capazes de parar o ritual?
    E se não pararem? Serão capazes de derrotar Damon?


    Continua nos próximos episódios!!
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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  Icarus Morrisane em Qua Nov 24, 2010 11:24 am

    Talvez esse capítulo tenha ficado meio confuso, mas esperem o resto, acho que sai semana que vem.
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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  Icarus Morrisane em Sab Nov 27, 2010 6:56 pm

    Revivendo... alguém lê por favor... preciso de público...
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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  -Rockstar- em Dom Nov 28, 2010 10:52 am

    Mais um capítulo postado! Deixe me ver.. ta certo fico um pouquinho confuso em algumas cenas, e também ta faltando mais detalhes nas ações mas acho que esse é seu jeito natural de escrever as fanfics. A História está ganhando uma proporção maior, de fato me surpriendeu as atitudes de Icarus, ele mudou sua personalidade comparado a alguns capítulos atrás.

    Continue escrevendo!
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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  Icarus Morrisane em Ter Fev 01, 2011 1:37 pm

    Capítulo 5 - O Mestre me enviou

    – Então são eles... Não me parecem muito poderosos.

    – Mas são, mestre! Conseguiram derrotar Vladmir.

    – Vladmir é um impostor! Não acredito como ele teve coragem de revelar todo o segredo.

    – Vai acabar com ele? Posso fazer esse serviço para você mestre?

    – Não não. Esperto do jeito que esse Vladmir é, vai acabar fugindo, vamos deixar esses dois em foco. Os amiguinhos deles também.

    – Posso fazer esse serviço, mestre?

    – Deve.

    ______________________________________________________

    – Uff, Puff, Tá pesado!!

    – Acalme-se Metchano, esqueça que está levando peso, apenas concentre-se em sua meta.

    – Você fez psicologia? Porque se tiver feito, matou quantas aulas?

    – Quieto e andando!

    Icarus e Metchano estavam nos campos de Prontera, entre Prontera e Izlude:

    – Vamos pegar o aeroplano, Morrisane?

    – Como está em treinamento seria melhor irmos à pé, mas não temos muito tempo, então vamos com o aeroplano mesmo.

    Estavam passando entre algumas árvores, já preparando para virar à direita para chegar em Izlude:

    – *Snif, Snif* Morrisane, sente esse cheiro?

    – Parece cheiro de...

    – Queimado.

    Olharam em volta, viram uma pequena fagulha no topo de uma árvore, que aumentava de tamanho com extrema rapidez, tornando-se um conjunto supremo de árvores flamejantes que ameaçavam cair em Icarus e Metchano:

    – Metchano! Sebo nas canelas!

    Correram rápido para desviar das árvores flamejantes que caiam por trás deles. Por pouco conseguiram escapar, logo após sair da zona que queimava em fogo ardente já era possível ver magos e evoluções tentando conter a queimada. Icarus respirou aliviado, passando por uma ponte, entrando na cidade portuária de Izlude:

    – Metchano, o que pode ter causado o incêndio? – Dizia caminhando junto de Metchano em direção ao aeroplano

    – Não faço a mínima ideia. Talvez um descuidado possa ter deixado cair o cigarro.

    – Um cigarro no topo da árvore? A fagulha estava bem no topo da árvore!

    – Incineração espontânea... Estamos no verão... pode ter se queimado sozinha.

    – Hum... Pode ser, acho que minha hipótese de que alguém foi contratado para nos fatiar em pedacinhos, torrar, e depois jogar aos Matyres, e queimá-los, depois jogá-los depois de um penhasco e depois...

    – Jamais aconteceria... eu acho. Bem, vamos parar de falar nisso, já ouviu falar que se dissermos muitas coisas ruins elas se tornam realidade? – Interrompeu Metchano

    – Já, meu avô disse isso. – Disse Icarus olhando para o céu

    – O meu também! Então vamos parar de falar e ir logo ao aeroplano.

    Icarus confirmou com a cabeça. Continuaram andando, como as costas de Metchano doíam muito, decidiram deixar a bagagem no armazém, com alguma funcionária Kafra. Após a utilização do serviço, entraram no aeroplano. Metchano sentou em um degrau perto do local de desembarque do aeroplano, parecia pensativo, Icarus se aproximou dizendo:

    – O que que há?

    – Estou pensando em sua hipótese.

    – Ué, você não disse que era impossível de se acontecer?

    – Acho que no fundo até que pode acontecer.

    Ambos ficaram em silêncio, o aeroplano já estava levantando voo, apenas podia-se ouvir o barulho das hélices.
    __________________________________________________________________
    Enquanto isso... na cabine de pilotagem...

    O alce pilotava o aeroplano sem problemas, quando seu assistente (Um homem jovem de cabelos castanhos e curtos, olhos castanhos também) abre a porta e entra:

    – Senhor! Tudo em ordem, senhor!

    – Tem que vir a cada santa hora me fazer esse relatório estúpido?

    – Desculpe senhor, são minhas ordens, senhor!

    – Quem foi o imbecil que inventou essa coisa de relatório?

    – O senhor, senhor!

    – Argh, tudo bem, faça o seguinte: apenas venha me fazer o relatório quando houver algo errado, OK?

    – Sim senhor, senhor!

    O jovem bateu continência, virou-se e foi, sem fechar a porta ao sair. O alce gritou:

    – EI! VOLTE AQUI!

    O assistente voltou imediatamente:

    – Sim senhor, senhor!

    – Feche a porta quando sair, combinado?

    – S-sim senhor-senhor!

    O assistente saiu e fechou a porta.
    _________________________________________________________________

    Metchano estava sentado na beira do aeroplano, com as pernas ao ar, balançando-as, observando as nuvens. Icarus chamou sua atenção:

    – Metchano! Pode ser perigoso, levante-se e fique como gente normal, de pé e longe das beiras do aeroplano, sem riscos de cair.

    – Ah, você é muito chato, eu jamais cairia daqui.

    Icarus ignorou o comentário e deixou ele se virar como quisesse, não queria ter uma mala sem alça por toda a viagem, então era melhor ficar calado e deixar Metchano agir à vontade.

    Passaram-se alguns minutos e o aeroplano estremeceu fortemente e ao olhar para cima, Icarus pôde ver que uma das hélices acabara de explodir e os pedaços caíam parte em terra, parte dentro do transporte. Os restos da hélice pegavam fogo.
    _________________________________________________________________

    O assistente entrou rapidamente na cabine de controle, batendo a porta na parede ao abrir, fazendo barulho:

    – Senhor!

    – O que eu disse sobre os relatórios estúpidos?

    – Estou obedecendo às suas ordens senhor!

    – Aconteceu algo errado? Pensei que havia sido uma tremida básica.

    – Uma hélice explodiu.

    – O QUÊ?! COMO?!

    – Não sei, explodiu! E agora está pegando fogo!

    – Certo, agora volte e fale para todos os passageiros manterem a calma, vou fazer um pouso forçado.

    – Sim senhor!

    O assistente saiu sem fechar a porta, mas o alce nem ligou, afinal, era uma emergência.
    __________________________________________________________________
    O assistente chegou correndo à parte externa do aeroplano, onde ficam as pessoas que fazem viagens mais curtas, podendo embarcar e desembarcar rapidamente, não sendo necessário ficar na parte interna do aeroplano. Lá havia muitas pessoas em pânico e desesperadas, Icarus e Metchano não sabiam o que fazer também.

    O assistente gritou em voz alta:

    – Acalmem-se todos! Não precisam ter medo, o capitão vai fazer um pouso forçado e todos vamos ficar bem!

    Aos poucos a multidão foi se acalmando, até ficarem em silêncio, esperando o tal pouso. O assistente gritou novamente:

    – Segurem-se em alguma coisa, pois pode haver choques! Só não pode segurar em outra pessoa ou objetos móveis!

    Assim fez a multidão, alguns seguraram no corrimão, outros em brechas na madeira, e Icarus e Metchano se seguraram no cano que restou da hélice, já que só a parte mais alta se despedaçara. Ao ver tudo em ordem, o assistente voltou para a cabine.
    __________________________________________________________________
    Passando pela porta da cabine de controle já aberta, o assistente disse:

    – Senhor, todos já estão segurando em algo, senhor!

    – Não estão segurando em outras pessoas ou em objetos móveis, estão?

    – Não senhor!

    – Então segure você também, vou pousar agora.

    O assistente olhou pelo vidro, e pôde ver que abaixo só havia água:

    – Mas senhor, só há água!

    – Se meus cálculos estiverem certos, vou conseguir pousar em terra firme.

    O assistente não duvidou, agarrou a cadeira do capitão sem hesitar.

    – Todos prontos? – O capitão perguntou pelo megafone do aeroplano – Já vamos fazer o pouso, continuem como estão até o aeroplano parar de se mover.

    Após falar isso, o capitão começou o procedimento para pousar o aeroplano.
    __________________________________________________________________
    Passados alguns minutos, o aeroplano começou a descer com rapidez, as pessoas começaram a gritar, parecia que o transporte ia cair na água, mas por pouco, o aeroplano pousa em terra, e sai arrastando o casco, deixando pedaços de madeira por onde arrastava e uma enorme cortina de fumaça.
    __________________________________________________________________
    Baixando a fumaça, e com o aeroplano completamente parado, Icarus limpa a armadura dando uns pequenos e rápidos tapinhas, e olha ao redor:

    – Essa não.

    Metchano, que estava ao lado, porém sem olhar ao redor do aeroplano, pergunta:

    – O que aconteceu, Morrisane?

    Icarus responde com tristeza:

    – O casco está muito quebrado, parece que o balão tem um pequeno furo, que vai esvaziá-lo logo. Desse jeito, temos que desistir de chegar lá de aeroplano.

    O alce e seu assistente saíram de entre a multidão tornando-os visíveis para todos, o assistente tinha cortes no rosto e o alce tinha sua finíssima roupa toda surrada. O capitão alce disse em voz alta:

    – Não é sempre que isso acontece, são raras as vezes. Ficaremos aqui e consertaremos o aeroplano. Não sei quanto deve demorar, mas deve demorar cerca de 10 a 7 dias...

    – Dezessete dias!? – Todos exclamaram

    – Não, não de 7 a 10 dias. Podem ficar aqui e esperar, temos comida para todos, caso não queiram se perder.

    O terreno em volta era árido, era possível ver algumas pequenas árvores mortas, um clima quente e seco. Icarus dirigiu-se a Metchano:

    – Não podemos ficar aqui todo esse tempo.

    – Mas se sairmos podemos morrer perdidos! Ainda mais, deixamos nossos suprimentos com a funcionária Kafra.

    Icarus pôs a mão sobre o ombro de Metchano:

    – Vamos ficar bem, acredite em mim.

    Metchano confirmou rapidamente com a cabeça e deu um sorriso. Pediram licença entre a multidão e saíram do aeroplano.
    __________________________________________________________________
    Algo perturbava a mente de Metchano. Demorou um pouco, mas desabafou:

    – Morrisane.

    – Hm?

    – Primeiro uma árvore queima de cima para baixo, depois uma hélice explode e começa a pegar fogo...

    Icarus tremeu:

    – Não acha que...?

    – Acho sim. Tem alguém querendo nos matar, e vai tentar fazer isso mesmo que precise matar mais gente junto, por exemplo, tentando derrubar o aeroplano.

    Icarus ficou quieto, sabia que era verdade, deviam esperar o pior. E logo o pior chegou sem demora. Icarus e Metchano ouviram uma risada:

    – Muahahahahaha!

    Olharam para os lados com espadas em mão, mas não viram de onde saíra a risada. Icarus e Metchano andavam cuidadosamente em guarda, até Metchano pisar em um líquido no chão:

    – Urg! O que é isso? – O liquido era gosmento e parte grudou na bota de Metchano

    – Hm... – Icarus pegou um pouco do líquido na mão e cheirou – É combustível!

    Icarus olhou em volta, havia um círculo do combustível os cercando. Ele empurrou Metchano para trás, para que ficasse longe do combustível.

    Alguns segundos depois de Icarus ter empurrado Metchano para dentro do círculo, uma pequena labareda caiu do céu em cima de parte do combustível, fazendo a roda se tornar um círculo flamejante, deixando Icarus e Metchano presos lá dentro. A risada continuava ecoando, Icarus e Metchano ficavam em guarda dentro do círculo. Um dragão vermelho de forma humanoide desceu voando até encostar os pés na frente de Metchano e Icarus. Icarus perguntou:

    – Quem é você? Criatura infernal!

    – Hahahaha! – Riu o dragão diante da atitude de Icarus – Sou Derona.

    – Então, Derona, o que quer?

    – Vocês já devem saber.

    – Saber o que?

    – O mestre me enviou.

    – Não sabemos do que você está falando. – Tentou disfarçar Icarus

    – Ah sabe sim... e muito bem, sou o assistente do mestre, estivemos observando-os.

    – Nos observando?!

    – Não só vocês, mas como seus amiguinhos também, Morty Magnum e Thunder Joe.

    Icarus pôs o escudo à frente do corpo e a espada encostada no chão:

    – Você veio para pegar as relíquias não veio?

    – Na verdade não, vim queimá-los de uma vez, a peça principal para o ritual já é de posse do mestre, as outras não prestam para ele.

    Metchano tomou a frente:

    – Faça-o se conseguir.

    – Com todo o prazer

    Metchano estendeu a mão pelas costas sem Derona ver e entregou um conversor elemental de água para Icarus e sussurrou baixo:

    – Use na Lâmina de Morrisane.

    Derona voou alto e começou a jogar bolas de fogo do alto, com a esperança de que alguma acertasse um dos dois, mas sem sucesso, elas caíam com pouca força, eles esquivavam facilmente.

    Derona abaixou um pouco e ficou na frente dos dois, mas ainda voando, abriu a boca e acertou poderosas rajadas de fogo em Icarus, porém ele defendeu com o escudo.

    O escudo ficou tão quente que Icarus teve de largar, arremessou-o contra Derona deixando-o um pouco tonto.

    Metchano abaixou servindo de suporte, Icarus correu, usou o conversor na arma, deu um grande pulo apoiando-se em Metchano, alcançando uma altura um pouco maior de Derona, a espada Morrisane começou a brilhar, Icarus a pôs sob o pé, e caiu por cima de Derona, fincando a espada no ombro e forçando com o pé, dando um pulo, os dois caíram no chão.

    Ao cair no chão, Derona se levantou, tirou a espada do ombo e lançou ao fogo do círculo, ao ver Icarus gritou:

    – Não!!

    – I-isso é para aprender a não brincar com o fogo, se-senão acabará se quei-queimando. A-Agora eu v-vou...

    – Grrr...Não vai a lugar algum! – Icarus apertou a mão e tirou uma flamberge das costas, do compartimento e arremessou contra Derona, cortando grande parte de uma asa fora.

    – Ahh! M-minha asa! Me-mestre, socorro!

    Após falar isso, uma luz envolveu Derona e o fez sumir. Metchano ficou surpreso:

    – Nossa! O que foi isso?!

    Logo após Derona sumir o fogo do círculo se dissipou, e Icarus foi correndo ver sua espada. Metchano ia logo atrás, andando, pronto para consolar o amigo.

    Achando a espada Icarus ficou surpreso, ela estava vermelha como fogo, brilhante e com um formato melhor e mais poderoso. Metchano, que ainda não a tinha visto começou a consolá-lo:

    – Cara eu entendo que você gostava da sua velha espada e tudo mais só que...

    Metchano viu a espada nas mãos de Icarus:

    – Mas que...?! Como?

    – Não sei! Ela simplesmente ficou assim, parece ter sido forjada novamente! Aprimorada!

    – Eu quero uma dessas, será que se eu jogar a minha no fogo ela fica assim?

    – Hahaha! Vai sonhando... isso aqui é obra prima, só tem uma no mundo.

    – Eu quero...

    – Tira o olho dela e vamos nos apressar, ainda tem muito a andar.

    – Você sabe onde estamos?

    – Sem dúvida! Você acha que eu sou maluco de sair do aeroplano e me perder por aí?

    – Acho, você é maluco.

    – Ok, mas eu tenho um mapa, e marquei nosso destino, nada pode nos impedir agora!

    – Nada?

    – Absolutamente nada!

    – Que tal aquilo?

    Metchano aponta para alguém com uma máscara feliz vindo correndo em direção a eles, afinal, quem poderia ser?

    – Essa não, Morty Magnum... – Disse Icarus – Certamente vai atrapalhar o nosso treinamento.

    – Não só o treinamento como nossa direção, nossa viagem e NOSSAS VIDAS!!!

    – Calma, ele não é tão ruim assim!

    – É que você não conhece ele... – Metchano disse baixo

    Morty Magnum chegou na frente deles, ofegante:

    – Olá pessoal! *Uff uff*, como é que vai?

    – Muito bem sem você – Disse Metchano na cara dele

    Icarus esbarrou em Metchano para ser mais educado, mas ele continuou?

    – Por que diabos você apareceu e como nos achou?!

    – Eu estava... *uff uff* andando por aí, então encontrei vocês.

    – Você nos seguiu, não foi?

    – Quase isso...

    Icarus começou a falar antes que Metchano chegasse ao ponto de expulsar Morty Magnum:

    – Muito bem Morty, por que não vem com a gente? Vamos salvar o mundo!

    – Ir com vocês! Sério?

    – Sério? – Metchano perguntou também

    – Sério.

    – Oba!

    – Droga...
    __________________________________________________________________

    Então estava feito, Morty Magnum também ajudaria a acabar com o tal mestre, apesar de Metchano não gostar disso. Mais alguém não gostava disso:

    – Como pôde falhar seu inútil!

    – Eu tentei! Ma-mas eles sã-ão muito fortes!

    – Ora seu...

    Um homem vestindo uma cartola, uma capa preta e outras roupas de mágico apareceu atrás do mestre e Derona:

    – Eu posso ajudar.

    Os dois se viraram, o mestre respondeu:

    – Eu faria isso eu mesmo, mas não posso, tenho que preparar o ritual e como Derona falhou, acho que você toma conta do caso.

    – Tomo sim, hahahaha, sem dúvida!

    – Vai.

    O mágico estourou uma pequena bombinha no chão e sumiu.

    – Com ele ajudando, os outros jamais nos alcançarão. Aprenda com ele Derona.

    – Sim mestre.
    __________________________________________________________________

    Parece que Icarus Morrisane, Metchano e Morty Magnum correm risco novamente! O que será que vai acontecer?

    Quem será o mágico?
    Quem será o mestre?
    Morty realmente atrapalhará a vida de Icarus e Metchano?


    Descubra no próximo episódio!
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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  -Rockstar- em Sex Fev 04, 2011 6:44 pm

    Mais um capítulo postado, nosso templário voltou a ativa!

    Gostei do capítulo, o humor ainda é presente em seu trabalho, e o personagem Icarus vem mudando aos poucos sua personalidade.

    Apenas uma dica, basta você escolher segui-la:

    Esta faltando descrições. Dos cenários, personagens e ações dos mesmos enquanto conversam. Você tem se privado somente ao diálogo.

    Agora, para descontrair:

    Na parte da queda do aeroplano e seu pouso de emergência não pude deixar de imaginar isso:




    Continue com a Fanfic!

    Abraços, Rockstar.


    _________________

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    Fanfics:

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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  Icarus Morrisane em Sab Fev 05, 2011 1:37 pm

    Nossa cara, obrigado pelas dicas e pela foto.
    Eu amo essas fotos que o pessoal faz sobre minhas fics ou o vídeo que o Ryu colocou na Travel of Magnum.
    Nunca fui bom com detalhes, às vezes faltam palavras para descrever o que penso, algumas coisas não sei descrever.
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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  Icarus Morrisane em Qua Fev 16, 2011 11:24 am

    Capítulo 6 - O Último Pesadelo!!

    Nossos heróis já tinham passado por Veins e pegaram os suprimentos com um funcionário da corporação de eventos incríveis. Agora estavam um pouco acima da cidade, procurando pelo covil dos vilões.

    – Então Morty Magnum – Icarus falava enquanto andavam – Também aprecia os manjares de Charles Orleans?

    – Nunca provei... mas eu sei fazer gelatina de Poring!

    – Hã... e é bom? – Icarus fez uma cara de nojo

    – Uma delícia!

    – Ouvi falar que você tem um Poporing, cadê ele?

    – Deixei com meus pais em Al de Baran, ele corre muito risco em minhas viagens, como essa!

    – Que beleza, seus pais moram em Al de Baran e você em Juno. Basta um teleporte para visitá-los.

    Metchano andava de cabeça baixa, como se estivesse inconformado com a conversa dos dois. Icarus tocou em um assunto delicado:

    – Então Morty Magnum... por que você usa essa máscara feliz ridícula? Perdeu numa aposta? – Icarus falava dando gargalhadas.

    – Não gosto de falar sobre isso... – Disse Morty em voz chorosa

    – Mas anda sempre com ela, ou tira às vezes? Tira só pra dormir né?

    – Durmo com ela.

    Icarus se espantou e preferiu ficar quieto, realmente Morty Magnum era estranho. Até eu que sou narrador acho ele estranho. Metchano levantou a cabeça e disse:

    – Já chegamos? – Disse Metchano como se tivesse de ser pontual em algum compromisso

    – Não – Disse Icarus calmamente

    – Estamos perto?

    Icarus abriu o mapa, observou um pouco e marcou pontos, porém percebeu um "X" que ele não havia marcado:

    – Estranho... tem um X aqui no mapa que eu não marquei.

    – Deixa eu ver. – Disse Metchano estendendo a mão

    Ele pegou o mapa e deu uma olhada:

    – Talvez devamos ir nesse X. – Disse Metchano

    – Mas esse lugar é fora do mapa! Não há trilha para ir lá.

    – Bem...– Metchano queria insistir para irem – podemos ir lá já procurando por ele no caminho, e se for lá o lugar ou não, já procuramos pelo caminho até lá. A bolinha azul somos nós?

    – Não, somos a bolinha vermelha, a azul é o local aproximado de onde nós caímos, acho que algumas pessoas envolvidas no acidente também já se localizaram e foram passar alguns dias em Veins, até poderem voltar, vi alguns rostos conhecidos lá.

    – Também percebi, agora vamos guardar o mapa e continuar andando.

    – Certo.

    Icarus pegou o mapa de Metchano e guardou. Continuavam andando para o "X", mas olhando em volta para verem se encontravam algo suspeito. O guardião continuava perturbado:

    – Quem você acha que marcou o X? – Disse Icarus de cabeça baixa

    – Não sei. – Disse Metchano olhando para Icarus – Mas tenho certeza que devemos ir lá.

    – Eu acho que foram os alienígenas! – Disse Morty Magnum olhando para o céu – Eles tudo veem, mesmo sem percebermos.

    Metchano olhou para Morty Magnum como se ele fosse uma espécie bizarra de criatura:

    – Você só pode estar brincando – Disse ele – Isso jamais vai ser verdade.

    Icarus se lembrou de um ditado e falou, ainda de cabeça baixa:

    – Uma mentira repetida diversas vezes se torna verdade.

    Ao ouvir isso, Morty Magnum começou:

    – Foram os alienígenas foram os alienígenas foram os alienígenas!

    E continuou, até Metchano perder a paciência e gritar com ele:

    – Cala boca seu idiota! Fica querendo aparecer!

    Morty Magnum apontou para o céu:

    – Ei! Olha! Um alienígena!

    Metchano olhou para o céu, e Morty Magnum deu um tapa atrás de sua cabeça:

    – Pedala! – Disse Morty rindo

    O cavaleiro parou de andar e apertou a mão em um sinal de fúria, Icarus e Morty pararam logo a frente, percebendo que o amigo tinha parado:

    – O que houve? – Perguntou Icarus que estava por fora da conversa

    Metchano abaixou o rosto:

    – Morty, essa foi a última palhaçada que você fez enquanto vivo!

    – Huh. – Morty engoliu em seco

    O cavaleiro tirou a espada de treinamento:

    – VOCÊ ME PAGA!

    Metchano começou a correr atrás do monge feliz, e Icarus tentou acompanhá-los, mas não conseguiu e gritou:

    – Voltem aqui! Vamos acabar nos separando!

    Os dois não ouviram e deixaram Icarus sozinho para traz, perdendo-o de vista. Icarus pensou consigo mesmo:

    – Essa não. Os dois são piores que cão e gato. – Disse coçando o nariz

    O guardião olhou em volta: era um deserto puro, apenas com areia, sem bichos, sem plantas secas, muito menos cactos. O céu estava limpo, mas Icarus não podia olhar para ele por muito tempo, pois o calor do sol ardia-lhe os olhos:

    – Ferrou – Disse ele

    E sem opções, continuou andando, com a esperança de encontrar os dois.
    __________________________________________________________________

    Metchano e Morty Magnum se cansaram de correr e caíram em areia exaustos, até se esqueceram da briga:

    – Uff... – Morty Magnum estava ofegante – Eu ga-ganhei.

    – Ga-ganhou o qu-que? – Disse Metchano exausto

    – A co-corrida.

    – Por que a ge-gente esta-tava correndo mesmo? – Metchano enfiou o rosto na areia

    – O-olha! Um alienígena!

    – DE-DENOVO NÃO!

    Morty Magnum estava deitado de barriga para baixo com a cabeça levantada apontando para uma pessoa vestida de mágico chegando. Ao Metchano ver que era uma pessoa, se levantou e sentou-se, olhando para o mágico:

    – Ei, não é um alienígena... É-é uma pe-pessoa. – Metchano coçava a cabeça

    O monge feliz se levantou e ficou de pé, enquanto o aliení... a pessoa se aproximava lentamente, e de longe disse:

    – Bem, então parece que foram pegos antes de mim, huh? – Dizia o mágico sorrindo

    Morty Magnum bate na roupa para tirar o excesso de areia:

    – Quem é você? – Perguntou Morty apontando para o sujeito

    – Eu sou o alieníge.... Argh! – O mágico pôs a mão na cabeça – Que problema você, seu monge feliz, tem, huh? Está pensando em alienígenas!?

    – AAAAH!!! – Morty gritou se afastando – Você é um! Você consegue ler mentes!!

    – Isso mesmo – Ele tira a mão da cabeça – Consigo, porém não sou um alienígena. O mestre me...

    – ...Enviou... – Cortou Metchano

    – Parece que você já está acostumado com isso, huh? Mas enfim, meu nome é Barus, o grande mago.

    – Nossa! – Exclamou Morty Magnum

    – O que foi, feliz? – Disse Barus em voz de decepção

    – Você é o primeiro vilão que eu vejo que não tem o nome que começa com "D"! – Disse Morty

    – Engraçadinho, huh? Mas enfim, terminando as apresentações, fui contratado para acabar com vocês.

    – Vai nos fazer em picadinho? – Perguntou Morty Magnum

    – Na verdade não – Disse Barus mexendo na cartola – Tenho um jeito bem particular de acabar com meus inimigos.

    – Vai nos torrar como o outro? Se for, não vai conseguir – Disse Metchano

    Darus... Barus tirou um relógio-pêndulo do bolso e ficou balançando, Metchano e Morty olharam para o relógio, caindo em sono profundo. Barus riu e disse com uma varinha preta estendida para os dois:

    – Pesadelo!!
    __________________________________________________________________
    Icarus Morrisane caminhava em linha reta, durante horas, seguindo o mapa, porém ainda não havia encontrado nem sinal de seus amigos. Ele perde as esperanças e chega a falar consigo mesmo, de cabeça baixa.

    – A esse ponto já devem estar mortos...

    Mas Icarus levanta a cabeça e se anima:

    – Não! Metchano é meu aprendiz, ele defenderá Morty e os dois jamais morrerão!

    E abaixa novamente a cabeça:

    – O pior é se Metchano tiver matado Morty Magnum de tanta raiva. Hm... Não, não, ele não faria isso. Sem dúvida eles ainda estão vivos – Levanta a cabeça sorridente

    Após ter levantado sorridentemente a cabeça, ele vê um pequeno ponto preto se aproximando no horizonte árido, porém ele não se importa e continua andando. Ao chegar perto, ambos se encararam, era Barus, o mágico, que disse parando Icarus:

    – Então, falta você, huh?

    – Do que você está falando? – Disse Icarus com cara de dúvida

    – Sabe, você, Morty Magnum, Metchano, falta mais alguém?

    O guardião se espanta e dá um salto para trás sacando a nova e maravilhosa Morrisane e escudo:

    – Do que você está falando?!

    – Posso sentir seu medo, vejo que você é de um patamar maior que de seus amigos.

    – Onde eles estão?!

    – Estão vivos – Barus arruma a cartola – Se é o que quer saber, mas não devem durar muito tempo.

    – Me leve para onde eles estão! Vou salvá-los! – Icarus apoiou a nova Morrisane no chão

    – Com prazer, mas antes me fale uma coisa, huh? Tem mais algum amigo.

    – Por que quer saber?

    – Ou me fala, ou não vê teus amigos...

    – Tem o Thunder Joe, um mercenário morto-vivo.

    – Bom saber.

    Barus tirou o pêndulo de dentro da capa e balançou-o, fazendo Icarus dormir, e com o guardião em sono profundo, disse:

    – Quer ver seus amigos, huh? Certo, vamos lá, mas não vai adiantar muita coisa.

    Mirou a varinha em Icarus e a outra mão apontada para a direção de onde ele havia deixado Metchano e Morty, e disse:

    – Pesadelo, Vínculo mental.
    __________________________________________________________________
    Icarus se encontrava deitado, em chão de ouro, próximo a um lago de cristal. Ele abriu os olhos e se levantou. Olhou para os lados e viu uma cidade completamente de ouro e jóias preciosas, o céu era de um azul inimaginávelmente lindo. Havia uma escadaria, que no topo dela havia um palácio com enormes torres feitas do mais puro ouro, seu telhado era de diamante lapidado, fazendo um reflexo de cair o queixo. Icarus disse consigo mesmo:

    – Eu morri?

    Um homem vestido de roupas finíssimas com uma barba e cabelos pretos se aproximou e disse:

    – Não, você não morreu, ainda.

    – Hm? – Icarus estava surpreso – De onde você surgiu?

    – Eu moro aqui, pode me chamar de Masjehad, sou amigo próximo de Lorde Metchano e de seu hóspede, Mestre Magnum. O senhor deve ser Van Morrisane?

    – Metchano? Morty Magnum? Sim, sou Morrisane, mas, o que está acontecendo aqui, Masjehad? – Icarus tinha uma expressão de como tivesse visto um fantasma

    – Não se assuste meu amigo, está na maravilhosa Mechania. Pense em mim como seu guia, vou mostrar-lhe o lugar e te levar ao Lorde supremo. – Disse Masjehad chamando-o com as mãos

    – O Lorde supremo é o Metchano?

    – Sim, se assim você prefere chamar, e você é o Guardião supremo. Agora pode me seguir, explicarei mais no caminho.

    – Certo – Icarus começou a seguir Masjehad –

    – Os supremos são os que dominam este mundo, incluindo Mechania. – Disse Masjehad enquanto se dirigia para a escadaria

    – Eu domino isso tudo aqui? – Disse Icarus com um sorriso

    – Isso tudo e bem mais que isso. – Começaram a subir a escadaria

    – Mas quem criou essa cidade? – Disse Icarus olhando em volta

    – O Lorde supremo.

    – Sério? Mas como?

    – Eu disse – Falou Masjehad mexendo na barba – Os supremos dominam este mundo, podem fazer o que quiser.

    – Eu posso fazer o que quiser aqui?

    – Bem... você pode, mas não sei se o Lorde supremo ficará feliz se você mexer na cidade dele.

    – E como faz?

    – Fazer o que? – Disse Masjehad olhando para Icarus enquanto ambos subiam a escadaria

    – Criar coisas aqui.

    – Hahaha! Está na sua mente, faça o que quiser!

    – Estou onde?! – Disse Icarus surpreso

    – Na sua mente, na verdade na de vocês três.

    – Como?

    – Isso se deve ao chamado vínculo mental, que une as mentes de pessoas em sono profundo, com uma coisa chamada "Pesadelo".

    – Pesadelo?

    – Sim, quando sua mente possui um "Pesadelo", você é enviado até a mesma para acabar com ele. É esse o motivo de estar aqui.

    – Meio complicado – Disse Icarus coçando a cabeça – E como é esse tal "Pesadelo", em?

    – Depende de o que você pensa.

    – Mas...

    – Entendo sua confusão – Cortou Masjehad – Mas logo vai entender.

    – Certo...– Ia dizendo Icarus subindo a longa escadaria – Mas se eu morrer aqui dentro da minha "cabeça", o que acontece na vida real?

    – Aí vem o problema. – Disse Masjehad em tom de tristeza – Se você morrer aqui, vai ficar aprisionado para sempre dentro de sua mente, e jamais acordará, logo, vai morrer de fome e sede.

    Icarus ficou em silêncio e focou o palácio. Masjehad tentou tranquilizá-lo:

    – Não se preocupe, as chances disso acontecer são mínimas, apenas tenha cuidado.

    – Terei.

    Após bastante tempo subindo a enorme escadaria de ouro, chegaram ao palácio, Metchano e Morty os esperavam na porta. Icarus correu e abraçou Metchano:

    – Por algum tempo pensei que estivesse morto – Disse Icarus

    Metchano desfez o abraço:

    – Sou seu aprendiz, jamais morrerei. – Disse com um sorriso

    – Eu sei disso! Hehe. – Icarus fez um cafuné no cabelo de Metchano

    Morty chamou a atenção:

    – Ei, Icarus! Olha o que eu sei fazer!

    Morty Magnum apontou para o céu, pequenas naves espaciais passavam:

    – São alienígenas! – Disse Icarus

    – Eu sei! Eu os criei.

    – Ei Morty! – Metchano interrompeu a festa – Pare de ficar estragando minha cidade com seus ETs!

    – Eu posso estragar mais que sua cidade!

    – Ah seu!!

    Masjehad, que até então estava observando o encontro dos amigos, interrompeu:

    – Parem de brigar, vocês sabem que não têm muito tempo.

    – Hã?! – Todos exclamaram

    – Isso mesmo, o tempo vai passar, e quanto mais o tempo passa, duas coisas acontecem: Na vida real vocês vão ficando com fome, e aqui no mundo dos sonhos o pesadelo vai se expandindo. – Disse Masjehad em tom sério

    Icarus e Metchano tiraram a espada, Morty Magnum olhando que os dois estavam em guarda, imitou-os, unindo os punhos:

    – Onde está o pesadelo? – Perguntou Icarus

    – Não tem como sabermos, precisamos procurá-lo em algum lugar.

    Metchano pensou um pouco e disse:

    – Espere, estamos em nossa mente, certo?

    – Sim. – Respondeu Masjehad

    – Podemos trazê-lo para cá!

    – Não, o pesadelo não faz parte da mente de vocês, mas sim da mente de quem criou o pesadelo. – Explicou Masjehad

    Os amigos se olharam, precisavam deter o tal pesadelo, por isso começariam uma rápida jornada dentro de suas próprias mentes. Icarus fez uma pergunta para Masjehad:

    – Bem, se estamos em nossas mentes, podemos ver algumas de nossas memórias no caminho? Assim como alguns de nossos desejos?

    – Exato, em tudo que pensarem, verão.

    – Certo... – Icarus pensou um pouco e disse novamente – Mais uma coisa, com que se parece um pesadelo?

    Masjehad virou-se de costas e olhou para o céu, com as mãos unidas pelas costas:

    – O próprio nome já diz. É quando algo vai errado, algo que não era para estar na mente de vocês, algo indesejável. Se suas mentes forem iluminadas, o pesadelo será em trevas, se suas mentes forem de trevas, o pesadelo será iluminado.

    – Entendi – Disse Icarus – Vai ser fácil achar então.

    – Creio que sim – Masjehad virou-se de volta – Apenas sejam rápidos.

    Icarus confirmou com a cabeça e fez um sinal para os amigos seguirem, mas ao olharem para a enorme escadaria a descer, hesitaram. Masjehad lembrou-os:

    – Estão em suas mentes, sintam-se livres para acharem uma solução aos problemas. Quando precisarem de minha ajuda, basta me imaginarem, é assim que funciona.

    Metchano deu um assovio e fez um sinal com a mão, um pequeno aeroplano descia do céu, e ao chegar, os amigos subiram. Morty disse:

    – Bem pensado, mas eu preferia uma nave alienígena!

    Icarus caiu na gargalhada, e Metchano ignorou o comentário. Os heróis adentraram a cabine, e se depararam com uma bela moça de cabelos azuis como pilota. Metchano exclamou para o grupo:

    – Mas o que é isso?! Eu imaginei em um veterano de guerra como nosso piloto!

    Morty Magnum balançava a cabeça de olhos fechados:

    – Tsc, tsc, onde está sua masculinidade em Metchano?

    Icarus riu bastante de Metchano, até ele expulsar a moça da cadeira do piloto e sentar:

    – Eu sou o piloto agora! – Disse Metchano

    – Mas você sabe pilotar? – Questionou Icarus

    – E estamos na vida real? – Metchano puxou uma alavanca e fez o aeroplano se mover bem rápido

    Morty se aproximou da moça e perguntou em voz baixa:

    – Qual o seu nome?
    __________________________________________________________________

    O aeroplano voava em alta velocidade, devido a um par de turbinas na traseira. Olhando-se pelas janelas era possível ver por onde o aeroplano sobrevoava, um campo completamente vazio, apenas a grama salvava o lugar de uma simplicidade extrema, o local era sem detalhes. Dentro do aeroplano, cão e gato brigavam:

    – Caramba Metchano – Reclamava Morty – Por que você apagou a Esmeralda?

    – Para você parar de ficar me zoando, seu imbecil – Retrucou Metchano com os olhos atentos ao para-brisa.

    – Eu estava te zoando porque você é zoado! – Esclareceu

    – Eu acho bom você parar de ficar me zoando, senão eu vou aí atrás.

    – Vou fazer uma Esmeralda nova!

    – Se você fizer isso eu acabo com sua raça!

    – Raça?! Hehehe, eu sou branco, como você.

    – Estou falando da sua raça felizinha-ridícula, seu idiota! – Metralhou Metchano

    – Ah você vai...

    – OLHA PRA FRENTE!! – Gritou Icarus

    Metchano parou imediatamente o aeroplano, mesmo sem ver o que tinha na frente, e ao olhar, não acreditou, saiu do aeroplano e foi ver. Era uma cortina imensa de bolhas! Mas o mais interessante é que não era possível ver o fim e parecia haver conteúdo dentro das bolhas:

    – Mas que... – Exclamou Metchano – Que droga é essa?!

    Ele se aproximou, Morty e Icarus o seguiram:

    – Deve ser perigoso passar por aí com o aeroplano – Disse Icarus

    – Então como você acha que devemos passar? – Disse Metchano olhando de um lado ao outro.

    – Andando.

    – Andando aí dentro? Sem chance! Nem sei o que é isso.

    Icarus avançou a frente e foi calmamente se aproximando da cortina, olhou para uma bolha, dentro dela, um salão do castelo de Prontera. Ele pensou:

    "Castelo de Prontera? Talvez seja um teletransporte!"

    Ele encostou na bolha, e a imagem se ampliou, tomando toda sua visão. Era possível ver uma cena, um garotinho loiro com roupas finas e seu avô com uma grande armadura, dizendo, com uma espada em mãos:

    – Escute, meu netinho, essa espada aqui é a espada do seu avô, e quero dar esse livro também junto, quando aprender a ler, leia. Hoje eu vou me aposentar.

    – Obrigado vovô Morrisane.

    O garotinho pegou a espada e o livro. A imagem diminuiu da vista de Icarus, e voltou para a bolha. Ele disse bem baixo:

    – Vovô...

    De longe Metchano gritou:

    – E aí, Morrisane? O que é isso?

    Morrisane se virou e disse:

    – Podem vir, é uma fenda de memórias, dentro dessas bolhas nós podemos ver algumas lembranças.

    Morty Magnum e Metchano se aproximaram e entraram na fenda, juntamente com Metchano, lá dentro havia uma infinidade de bolhas:

    – Ei! – Disse Morty – Olha essa! É uma maçã!

    O monge-feliz encostou na bolha e sentiu um gosto de maçã:

    – Hmm... maçã! Tem gosto de Poring.

    Metchano encostou em uma bolha com uma nota musical dentro, e ouviu a música comum de Prontera:

    – Além de lembranças, podemos escutar nossa memória sonora e sentir a memória gustativa também!

    Icarus encontrou uma bolinha preta no chão. Era um preto tão fosco que parecia ser bidimensional:

    – Ei olha! – Disse Icarus apontando para a bola em sua mão – Acha que isso é o pesadelo?

    – Acho que não. – Disse Metchano – Olhe em volta, há mais algumas dessas no chão.

    O guardião arremessou a bola contra uma bolha, fazendo-a entrar dentro dela. A bolha começou a escurecer, até ficar completamente negra e estourar:

    – Estourou! – Exclamou Icarus apontando para as gotas pretas que caíram no chão

    – Acho que isso é um jeito de esquecermos de nossas memórias que não queremos. – Disse Metchano pensativo

    – Então vamos começar a limpeza!!! – Disse Morty com um monte de bolinhas nas mãos.

    – NÃO! Pode acabar apagando algo que não queremos! – Disse Metchano pondo a mão na frente de Morty impedindo-o de lançar

    – Ah! Escolher é chato. – Disse é Morty – "Os tolos escolhem porque não possuem confiança".

    – Morty, esse ditado não existe – Disse Icarus com cara de desprezo – E ainda mais, não temos tempo para escolher agora, vamos simplesmente ignorar essas bolinhas e continuar o caminho.

    – Ok. – Disse Morty com as bolinhas nas mãos ainda

    Icarus observou o monge um pouco, até que disse:

    – Largue elas.

    – Seu chato. – Disse Morty soltando elas no chão.

    – Agora vamos.

    Continuaram andando por um tempo pela fenda, até que acharam uma saída. Saindo de lá, Metchano assoviou, e uma pequena aeronave prateada com turbinas e três bancos desceu:

    – Esse não era nosso humilde aeroplano! – Disse Icarus

    – Mas é bom dar uma renovada. – Riu Metchano

    A cobertura de vidro se abriu e nossos heróis entraram dentro da aeronave. O cenário em volta era o mesmo de antes, uma fina camada de grama no solo. Passados dez minutos em alta velocidade, Icarus questionou:

    – Há algo errado. – Disse ele

    – Como assim? – Perguntou Metchano pilotando

    – Estamos há alguns minutos sobrevoando isso aqui, e a única coisa que vejo é um deserto com grama!

    – Tem razão! – Diz Metchano dando um soco de raiva no painel

    – Espere. – Icarus presta atenção nas nuvens – Pare a aeronave, vou descer.

    O guardião Morrisane desce da aeronave e olha para trás, e para a surpresa de todos, ele apenas vê a fenda das bolhas e cai ajoelhado no chão, com cabeça baixa:

    – Nós, nós – Ele ia dizendo

    – Não andamos, absolutamente nada! – Completou Metchano

    Morty Magnum se adianta e toma frente dos dois:

    – Eu acho que usar uma aeronave simplesmente, não é o melhor jeito de chegarmos a algum lugar.

    – VOCÊ ACHA?! – Gritou Icarus se levantando – EU TENHO CERTEZA!!

    – Calma Morrisane – Disse Metchano

    – Que isso?! Invertemos papéis agora?! – Exclamou Icarus

    – É sério, me lembro de alguma coisa caso precisássemos de ajuda...

    – Chamarmos Masjehad. – Completou Morrisane

    Masjehad apareceu atrás dele, sem perceberem, e disse chamando a atenção de todos:

    – Parece que precisam de minha ajuda – Disse ele sorrindo – O que aconteceu? Andaram mas não andaram?

    – Isso mesmo. – Disse Icarus se virando

    – Parece que as coisas estão piores do que pensei... – Disse Masjehad abaixando a cabeça

    – Como assim?! – Exclamaram em coro

    – Conforme o tempo passa, o pesadelo vai "comendo" parte do nosso mundo, e pode ser que isso aconteça algumas vezes. Poucos pesadelos fazem isso, a maioria fica instalado em um lugar só.

    – Precisamos encontrar esse pesadelo! – Disse Metchano – Mas não sabemos por onde procurar.

    – Do jeito que as coisas andam – Disse Masjehad em voz sombria – Logo será o pesadelo que acabará achando vocês. E se isso acontecer, é porque ele já está bem poderoso.

    – Mas venceremos ele de qualquer jeito! Podemos esperá-lo aqui!

    – Não aconselharia isso, se o fizerem, o pesadelo pode acabar destruindo a fenda das memórias, e não querem que isso aconteça, querem?

    – Temos um problemão! – Disse Morty sentando no chão.

    – Não desistam, imaginem alguma coisa para procurar o pesadelo!

    – Mas você disse que... – Começou Metchano

    – Que não poderiam trazê-lo aqui. Vamos, pensem! É feito do mesmo material das bolinhas da fenda!– Terminou Masjehad

    Icarus tirou do bolso uma pequena tela verde, nela um círculo crescia até passar da tela e sumir, e crescia novamente, revelando um ponto verde. Era um radar. E o resultado não era nada bom:

    – Droga. – Disse Icarus olhando para o radar

    – O que foi? – Disseram Morty e Metchano tentando ver o radar

    – Ele está vindo para a fenda!

    – Rápido! O que fazemos?! – Perguntou Metchano a Masjehad

    – Simplesmente, usem a imaginação! É uma guerra entre suas mentes contra a mente de Barus. Se precisarem de mim, chamem.

    Icarus fez um sinal para se unirem em uma rodinha. Ele disse:

    – Bem, essa é uma das maiores guerras que já enfrentamos em nossas vidas, vamos dividir as posições. Metchano, você fica com o cargo de defender a fenda.

    – Certo! – Disse Metchano

    – Eu fico no ataque – Disse Icarus

    – E eu?! – Questionou Morty

    – Você me dá suporte. Tudo certo? – Conferiu Icarus

    – Certo – Disseram os dois

    Os três avançavam rapidamente, queriam encontrar o pesadelo o mais longe possível da fenda, e de acordo com o radar o pesadelo se aproximava lentamente:

    – Eu acho que posso ver alguma coisa – Disse Icarus – Um ponto preto no horizonte.

    – É, eu acho que também estou vendo, mas ele está aumentando ou se aproximando? – Perguntou Metchano

    – Eu acho que os dois. Vá para a fenda e se prepare.

    – Certo.

    Metchano correu para defender a fenda:

    – E você, Morty, atrás de mim – Disse Icarus

    Morty se posicionou:

    – Pronto!

    Logo o ponto preto transformava a matéria em volta dele em bolinhas pretas e as unia em si, tornando-se cada vez maior, e criando um abismo enorme conforme ia avançando:

    – Isso é perigoso – Afirmou Icarus com a Nova Morrisane em mãos – Vamos ter cada vez menos espaço para lutar.

    Amigos e inimigos ficaram a uma distância boa de se começar a luta. Icarus cortou o ar com a Morrisane, fazendo uma rajada de ar atravessar a grande massa negra e fazer muitos pontos pretos voarem ao ar, porém logo se reuniram novamente. Vendo que era inútil tentar cortar, Icarus pensou em outra estratégia. Estendeu a mão para o Pesadelo e arremessou uma enorme bola de fogo, seguida de meteoros gigantes, queimando muitos pontos pretos, mas a velocidade em que eles se agrupavam novamente era maior. Ele põe a mão na cabeça e diz:

    – Ai, minha cabeça – Gemeu ele – parece que usar esses golpes poderosos aqui dentro requerem muito esforço!

    Morty Magnum estendeu a mão sobre Icarus e disse:

    – Está melhor agora? – Aparentemente não havia feito coisa alguma

    – Bem melhor! – Disse ele

    – Mas agora a minha que está doendo... ai... – Gemeu Morty Magnum

    – Vamos continuar!

    Icarus respirou fundo e pensou em outra estratégia:

    – Já sei – Disse ele

    Estendeu a mão sobre a terra, e com sua mente arrancou-a, criando um abismo por baixo do pesadelo, porém ele não caía:

    – O que?! – Exclamou ele – Isso flutua!?

    – P-parece que sim – Gaguejou Morty Magnum, com dores de cabeça

    O Pesadelo se aproximava cada vez mais, Icarus tentou recuar, mas percebeu que seus pés estavam presos na terra por um aglomerado de pontos pretos. Percebendo que Morty Magnum podia andar, disse:

    – Morty! Recue, tente atacar de mais para trás!!

    – Mas e você!?

    – Eu vou ficar bem. – Disse Icarus seriamente, com uma expressão facial que lembrava: "Sou o mestre de vocês, se vocês não morrem, eu não morro"

    Morty Magnum parou um pouco para olhar ele, e viu aquela frase em seus olhos, hesitou, mas voltou, ficou ao lado de Metchano, perto da fenda:

    Aos poucos Icarus sentiu estar sendo sugado, primeiro foi seu escudo, após isso, lutava para que a espada ficasse com ele, o que não foi possível, logo ele foi para dentro do Pesadelo também.
    __________________________________________________________________
    Fazia frio, havia pouca luz, Icarus, se levantou, pegou a espada e escudo no chão e olhou em volta, aterrorizado.

    Era possível ver fantasmas terríveis, o terrível Satan Morroc com suas sombras, corpos estilhaçados no chão, e de todo tipo de mortos vivos, além de uma melodia maldita. Mas havia um cristal vermelho no meio, com um olho, que não transmitia medo.

    Icarus tremeu, não conseguia se mover, fechou os olhos e tentou recuar, tudo o que ele tinha mais medo em sua vida estava em sua frente no momento. Morty Magnum chegou ao seu lado:

    – Ei Icarus! Fica tranquilo, sou eu, Morty.

    Icarus abriu os olhos e viu o monge com a máscara feliz:

    – Ah que bom! – Icarus percebeu alguma coisa estranha, ele também tinha medo de fantasmas – Não está com medo?

    – Estou, mas quero te mostrar uma coisa.

    Morty Magnum tirou a máscara e mostrou uma caveira sangrenta por trás dela. Icarus gritou de terror, mas uma sombra desceu de cima, cortando "Morty" ao meio, tornando-o em pontos pretos que subiram como fumaça. Era Thunder Joe. Icarus sentiu esperança:

    – Thunder Joe! Não é mais alguém para me enganar e assustar, é?

    – Negativo, humano, sou eu mesmo. – Disse guardando as katares – Por que tremes tanto?

    – Cara – Disse ele fechando os olhos novamente – ISSO AQUI É UM PESADELO EM PESSOA!!!

    E começou a chorar. Thunder Joe ignorou o drama e disse:

    – O cristal no centro, é a saída, se conseguirmos quebrá-lo, podemos dar adeus ao pesadelo.

    – Então quebre!

    – Isso não será possível – Disse Thunder Joe

    – E por que?

    – O cristal possui uma energia sombria forte, apenas golpes sagrados podem destruir, e eu não possuo algum.

    – Mas eu não vou... – Disse ele ainda de olhos fechados

    – Posso escoltá-lo até lá, com ainda de olhos fechados, apenas ouve o que digo e segue. Chegando no cristal, apenas bate nele. – Disse Thunder Joe olhando para o cristal

    – Faça isso, é sua missão a partir de agora, Ok? – Disse Icarus de olhos fechados e com as mãos estendidas para saber por onde andava

    – Positivo senhor, ignore gritos e não abre os olhos. – Disse Thunder Joe pronto para começar a andar

    O morto vivo guiava Icarus pelo local, perfeitamente, derrotando os monstros no caminho.
    __________________________________________________________________
    Do lado de fora...

    Morty e Metchano conjuravam barreiras de fogo gigantes, para atrasar o avanço da grande esfera negra:

    – Não dá! – Disse Metchano conjurando paredes – Ele se move mais rápido que nós o atrasamos e... minha cabeça está começando a doer!

    – A minha está doendo há algum tempo, mas eu suporto – Disse Morty

    – Tomara que Icarus esteja bem... – Sussurrou Metchano
    __________________________________________________________________
    Do lado de dentro...

    – Continua em frente... completo! Podes parar. – Ia guiando Thunder Joe – Abre teus olhos.

    Icarus abriu os olhos e viu o cristal atrás de Thunder Joe, porém não havia só o cristal atrás dele:

    – Thunder Joe! Atrás de você! – Icarus tirou a nova Morrisane e o escudo

    Thunder Joe se virou e viu uma sombra, uma sombra exatamente igual a de Barus, recuou e disse:

    – Fecha teus olhos, Morrisane, ainda não acabou! – Disse Thunder Joe

    – Não, agora eu vou lutar. – Disse Icarus com uma expressão de superação

    Thunder Joe olhou para ele como se estivesse fazendo a coisa certa, e começou a luta.
    __________________________________________________________________

    Metchano caiu de joelhos no chão com a mão na cabeça:

    – M-minha cabeça dói muito! – Gemeu – Se eu continuar... ela explode!

    Permaneceu apenas Morty tentando conter a esfera negra que crescia:

    – Não sei quanto tempo vou aguentar – Disse o monge

    – Tomara que Icarus esteja bem.

    – Ele está bem, pode crer.
    __________________________________________________________________

    – É impossível! – Disse Icarus após tentar muitos golpes na sombra – Nem golpes elementais conseguem acertar!

    Thunder Joe, fez um sinal para Icarus tentar quebrar o cristal, que estava atrás da sombra de Barus.

    – Certo – Disse ele respondendo ao sinal

    Icarus correu, e pulou tentando acertar um golpe, porém a sombra apareceu em sua frente e o empurrou com uma barreira, fazendo ele cair no chão:

    – Ah! Ela não ataca, porém defende! – Disse ele se levantando

    O morto-vivo tirou a runa mágica do bolso e mirou contra a sombra, emitindo uma grande rajada de luz, que era usada para deixar cego o inimigo, mas serviu como um jeito de amenizar a sombra. Icarus correu, deu um grande salto, e fincou a espada no cristal dizendo:

    – "Lâmina de Morrisane!"
    __________________________________________________________________

    Morty Magnum caiu no chão, estava sem forças, e a esfera se aproximava, já era possível sentir ser puxado:

    – É o fim. – Disse Metchano

    – N-não pode ser. – Disse Morty, sua máscara já não parecia tão feliz como antes – Chegamos muito longe para morrermos agora! E ainda perder toda a memória!

    Eles eram puxados com cada vez mais força e tentavam segurar na grama, porém Metchano não conseguiu segurar muito forte, e começou a ser sugado, dizendo:

    – Foi bom ser seu amigo! – Gritou enquanto era levado para dentro da esfera

    Mas antes que pudesse ser sugado completamente, a esfera diminuiu, e ia se desintegrando, até sumir completamente, fazendo Metchano deixar de ser sugado e cair no chão.

    Meio tonto, Metchano pôde ver os pés de Icarus e Thunder Joe, que estavam de pé, olhando para ele. O cavaleiro gemeu, caído:

    – E-eu sabi-bia que você m-me salvaria. – E desmaiou

    O mundo em que estavam começou a ficar branco, cada vez mais branco, as imagens ao lado se apagavam, mas Icarus, Thunder Joe e Metchano puderam ver de relance Masjehad, que fazia um sinal de adeus com a mão, com uma expressão de gratidão e lágrimas no rosto, antes que a imagem se apagasse completamente.
    __________________________________________________________________

    O calor do deserto queimava o rosto de Metchano, que quando acordou viu os rostos de seus três amigos, que haviam se encontrado enquanto ele estava desmaiado. O cavaleiro se levantou e tirou o excesso de areia:

    – Foi... uma aventura e tanto. – Disse ele

    – Sem dúvida – Disse Icarus sorrindo – Até que foi legal, mas, não quero fazer isso novamente.

    – Nem eu, minha cabeça ainda dói um pouco. – Disse esfregando o cabelo

    – Foi legal jogar bola com os alienígenas também – Disse Morty

    – Hã... isso não aconteceu, Morty – Disse Icarus olhando com desprezo para ele

    – Ah não? – Disse Morty – Eu podia jurar que...

    – Paremos nós de conversa – Interrompeu Thunder Joe – Temos ainda de chegar no ponto marcado no mapa.

    Icarus alongou um pouco e disse:

    – Vamos acabar com esse "Mestre" de uma vez por todas!

    __________________________________________________________________
    Nossos heróis continuaram a aventura rumo ao esconderijo dos vilões, após essa grande e emocionante aventura que tiveram dentro de suas próprias mentes.

    No caminho, ao se lembrar Metchano do enigma da runa, diz:

    – Meu Deus! Eu já sei quem é o Mestre!
    __________________________________________________________________

    Quem é o mestre?
    Será que nossos heróis conseguirão chegar a tempo de pará-lo?
    E Morty? Vai ver alienígenas de verdade?


    Descubra no próximo episódio!
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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  Icarus Morrisane em Qua Fev 16, 2011 11:26 am

    Muito bem, tentei seguir conselhos de leitores e tentei adicionar mais detalhes o possível (e sem pegadas na lua também). Trabalhei duro nesse episódio, espero que aproveitem, e não deixem de comentar!
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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  -Rockstar- em Sab Fev 19, 2011 11:48 am

    Icarus, não tenho o que dizer a não ser os meus parabéns.

    Foi o melhor capítulo de toda a triologia! O cenário muito me surpriendeu, lembrou-me até do filme A Origem ( um dos melhores filmes feitos até hoje, minha opinião), mas tomou proporções muito maiores.

    Continue com essa qualidade e capricho nas suas obras que elas vão longe!

    Abraços, Rockstar.


    _________________

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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  Icarus Morrisane em Sex Abr 15, 2011 10:14 pm

    Capítulo 7 - Diga adeus!

    [Trilha sonora: http://www.youtube.com/watch?v=nujf7fv57-U]

    Nossos heróis caminhavam em direção ao bendito ponto marcado no mapa, na verdade não um ponto, mas um "X" para ser mais preciso. Todos estavam de cabeça erguida, exceto alguém:

    – Metchano! – Disse Icarus – Parece triste. O que houve?

    Metchano virou a cabeça para o lado oposto ao que Icarus o estava olhando e disse:

    – Eu treinei tão pouco – Disse ele meio triste – Não creio que sejamos capazes de realmente deter tal mestre. Ele deve ser mais forte que Derona e Barus juntos.

    – Estranho dizer isso – Disse Icarus olhando para os lados – Por que diz isso?

    – Eu sei, eu sei quem é. – Disse ele virando a cabeça para Icarus com os olhos arregalados

    – Não gosto de repetir palavras mas... você realmente está estranho. – Icarus se afasta um pouco

    – Esqueça. – Disse Metchano abaixando a cabeça novamente

    Prosseguiram andando, todos sabiam que logo era chegada a hora. Talvez o maior combate que já tiveram na vida. Dessa vez era vida ou morte, e para que alguém vivesse, outro teria de morrer.

    Havia algo de diferente em Morty. Ele usava uma máscara sem expressão. Metchano suava bastante. Icarus andava de olhos fechados, concentrando-se, e, por sua vez, Thunder Joe mostrava a mesma falta de expressão de sempre.

    Após um tempo andando, se depararam com um grande relevo de terra:

    – E agora? – Perguntou Metchano olhando para o topo do relevo – De acordo com o mapa, o esconderijo fica após isso.

    – Tive uma ideia. – Disse Icarus virado para Thunder Joe – Thunder Joe, me dê algumas facas de arremesso.

    – Creio que não saberá usá-las. – Disse ele com algumas em mãos – Mas se quiseres, posso dar-lhe algumas.

    – Afastem-se – Disse Icarus fazendo um sinal com a mão

    Icarus pegou as facas, olhou para cima e arremessou-as contra uma parte saliente do relevo, fazendo grandes fragmentos de rocha desabarem, criando uma espécie de escada feita de pedregulhos. O resto do grupo ficou boquiaberto:

    – Como?! – Perguntou Metchano olhando para Icarus – Você é um guerreiro! Não sabe arremessar coisas!

    – Bem... – Disse Icarus esfregando a nuca – Na verdade eu sou um híbrido. Sei um pouco de tudo. Mas sou especializado em escudos.

    Metchano ficou um pouco confuso, jamais havia ouvido falar em "Híbridos". Seria Icarus capaz de usar arcos também?

    Subiram a "escada" um pouco receosos de caírem, porém chegaram em cima com segurança. Uma forte tempestade de areia atrapalhava a visão:

    – Tem certeza que estamos no caminho certo? – Perguntou Metchano com a mão na frente dos olhos e andando lentamente para não ser arrastado

    – Sem dúvida! – Icarus apontou para uma enorme sombra negra no formato de uma torre – Acho que já posso ver algo.

    Metchano tentou enxergar, porém areia entrou em seus olhos:

    – Ah! – Disse ele lacrimejando – Entrou areia nos meus olhos!

    – Eu dou um jeito nisso – Morty Magnum estendeu a mão sobre os amigos – Escudo sagrado!

    Uma energia verde os envolveu, fazendo com que a areia não os atingisse:

    – É mesmo! Posso ver uma sombra negra! Parece uma torre. – Disse Metchano piscando os olhos rapidamente para tirar a areia deles – Vamos até lá.

    Andaram um pouco, com Morty fazendo escudos para que enxergassem. Chegando perto do local onde era para a torre estar, a mesma havia desaparecido:

    – Mas... – Disse Metchano olhando para os lados – Ela estava aqui!

    Thunder Joe abaixou a cabeça e disse:

    – Após tanto andar por este mundo, vi este tipo de cousa poucas vezes. – Levantou a cabeça – Isto é uma torre-miragem.

    – Então ela não existia?! – Disse Morty espantado – Era apenas uma miragem?!

    – Negativo. – Negou Thunder Joe de braços cruzados – Torres deste tipo desaparecem em determinadas ocasiões. Revelem-a.

    Morty Magnum esfrega as mãos até uma luz azul aparecer entre elas:

    – Revelação. – Disse ele

    Um prédio grande de forma cilíndrica apareceu na frente deles. A porta era negra com manchas vermelhas e possuía um enorme cadeado redonda com espinhos em volta:

    – Como abriremos? – Perguntou Metchano – Morrisane, pode fazer alguma coisa?

    Icarus olhou para a fechadura do cadeado. Por fora tinha um formato vertical reto, mas por dentro, havia dois relevos aos lados e um buraco profundo no centro. Ele sacou a sua nova Morrisane e comparou os formatos. Encaixou-a, girou-a e abriu, fazendo o enorme cadeado cair com uma força extrema, capaz de arrancar o pé de alguém:

    – Eita! – Exclamou Morty Magnum
    [fim de trilha sonora]
    Metchano tentou abrir a porta, porém estava trancada por dentro. Icarus deu uma investida que fez com que a porta fosse arrombada facilmente. Adentraram a torre.

    O prédio possuía apenas um andar, apesar de tamanha altura, esta era a altura da parede do único andar, que não possuía teto no final.
    [Trilha sonora: http://www.youtube.com/watch?v=DB9UlFIxsck]

    De costas estava um homem vestindo uma grande cobertura feita de penas negras no pescoço e cabeça, com estolas nos pulsos e uma varinha com a forma de duas gotas, uma azul e outra vermelha, representado água e fogo. Sem dúvida era o mestre.

    Icarus tomou a frente:

    – Alto! – Disse sacando a nova Morrisane – Está condenado por prática de invocação ilegal, roubo e ataque ao aeroplano!

    – Só isso? – Perguntou o homem de costas ainda num tom irônico – Esqueceu de assassinato, corrupção e...

    Metchano interrompeu:

    – Formação de uma organização que realizava experimentos ilegais! – Disse tomando a frente de Icarus

    O mestre deu uma risada maligna:

    – Muahahaha! Metchano... devia ter ficado petrificado, ia ser melhor que morrer aqui agora.

    Todos exceto Icarus já sabiam de quem se tratava:

    – Mas é claro! – Disse Thunder Joe – Como pude esquecer-me de ti? O engima estava mais fácil que pensei.

    – Thunder Joe, Thunder Joe... – Disse o mestre em tom suave ainda de costas – O único dos heróis que não começa com a letra "M"... que raridade, pensei que desistiria... – Disse em tom de deboche

    Morty deu um passo à frente:

    – Pensei ter acabado com sua raça! – Disse com raiva, com o punho fechado na frente do rosto

    – E eu pensei ter acabado com essa sua mania esquisita de usar máscaras felizes... – Retrucou

    Icarus não compreendia:

    – Alguém pode me dizer o que está acontecendo aqui? – Disse fora da posição de guarda

    O mestre se virou. Usava óculos escuros, com uma espécie de cobertura feita de plumas negras em volta do pescoço, estolas nos pulsos e uma varinha com duas gotas, uma para cima e outra para baixo, representando fogo e água. Era Drew:

    – Morrisane... não devia ter se intrometido nisso, agora vai sofrer junto com seus amiguinhos. Que pena.

    Icarus sacou a Nova Morrisane e o escudo:

    – Vamos ver quem vai sofrer. – Disse em guarda

    Drew tirou um pergaminho de sua roupa, que girou em torno da sua mão transformando-se em uma luz verde, indo em direção a Thunder Joe e atingindo-o, fazendo ele cair de joelhos no chão:

    – Quem que vai sofrer, hein? – Debochou Drew

    Icarus explodiu de raiva:

    – Isso é covardia! Curar um morto-vivo! – Disse e começou a correr em direção a Drew

    Drew apontou a varinha para o portão por onde entraram:

    – Tanto metal não pesa em você? – Disse com calma apesar de Icarus estar se aproximando – Campo Magnético!!

    Uma esfera roxa flutuante apareceu perto do portão, e puxou Icarus e Metchano para lá. Era como se fosse um ímã poderosíssimo. Tentavam correr e sair do ímã, o que era em vão:

    – Morty! Faça alguma coisa! – Gritou Metchano preso na esfera

    Como na velocidade da luz, Morty Magnum deu um passo etéreo, aparecendo atrás de Drew. O monge agarrou o pescoço de Drew, tentando esmagar, porém o mesmo deu uma joelhada nas partes baixas, fazendo Morty soltar o pescoço e lançou um feitiço de fogo, que o impacto fez Morty voar quase dez metros e cair arrastando no chão. Drew ria:

    – Pensaram que eu ia continuar sendo um sábio tolo o resto de minha vida? – Ele ajeitou os óculos – Afinal, toda essa luta foi em vão. Interromperam sim meu ritual de invocação, mas de um jeito ou de outro, Damon ainda há de vir, enfraquecido, mas virá. E não há nada que vocês possam fazer.

    – Idiota! – Gritou Icarus – Você sabe que não pode controlar uma criatura dessas! É muito poderosa para você.

    – É o que veremos. – Drew andou em direção ao guardião real – Eu poderia esperar Damon chegar para dar um fim coletivo a vocês junto com o mundo, mas acho que será mais divertido fazer isso eu mesmo agora.

    O feiticeiro levantou a varinha acima de sua própria cabeça e começou:

    – Decadência Celestial! – A varinha começou a brilhar

    – Que droga é essa?! – Questionou Metchano – Você tem magias que ninguém mais conhece!

    – Exato. Se eu só soubesse as básicas, seria mais um feiticeiro qualquer, mas eu sou melhor. – Abaixou a varinha e olhou para o céu – Está vendo aqueles pontinhos amarelos crescendo no céu? São estrelas cadentes, prontas para esmagá-los em pedaços. Muahahaha! Agora se me derem licença, vou lá para fora assistir de camarote.

    Drew já estava se dirigindo ao portão quando um sujeito de capa negra, com colares de caveira e um cabelo azul penteado para o lado apareceu das sombras, com a mão à frente do corpo, fazendo um sinal de que não podia passar:

    – Vladmir! – Gritou Drew – Seu impostor! Como ousa após ter me traído aparecer desse jeito?! Deixe-me passar e pouparei sua vida por um tempo.

    – Não irá passar. – Disse Vladmir abaixando a mão e pegando umas correntes – Agora que eu já comecei a besteira de o trair, vou terminá-la.

    Drew abaixou a cabeça:

    – Se não vai por livre e espontânea vontade, vai por livre e espontânea pressão. – Levantou a varinha e apontou-a em direção a Vladmir

    Através de telecinese e sem se mover, Vlad movimentou a Espada Morrisane que estava no campo magnético, atrás de Drew, e antes que o feiticeiro pudesse conjurar seu feitiço, com a força da mente, o necromante fez a espada atravessar o corpo de Drew pelas costas. O mesmo caiu de joelhos no chão e respirava com dificuldade. Disse suas últimas palavras:

    – Cof, cof... Im-imbecis, me me mata-ar não va-vai fazer com que o mu-mundo se-seja salvo. Da-mon ainda virá e as estre-las cairão sobre es-se templo. E não se livra-ram de mim, eu vol-ta--- – Drew expirou, caiu deitado no chão.

    [fim de trilha sonora]

    O campo magnético se foi, Thunder Joe já se recuperara e Morty estava consciente de novo. Todos se reuniram para ver se estavam bem e agradeciam a Vladmir pela ajuda. Porém ainda não estava acabado:

    – Devem ter ouvido. Damon ainda vai vir. – Disse em voz de lamentação

    – Bem... pelo menos – Icarus se aproximou do corpo de Drew e tirou sua espada que estava fincada – Ele morreu.

    – Por sorte, Damon virá enfraquecido – Disse Metchano – Acho que seremos capazes de derrotá-lo.

    – Não tenho certeza mas...
    [Trilha sonora: http://www.youtube.com/watch?v=La9kD1163Ww]
    Antes que Vladmir pudesse terminar de falar a porta do templo fechou-se sozinha, correram para abrí-la, porém estava trancada. As estrelas cada vez mais se aproximavam, caindo lentamente. Um enorme portal azul se abriu no altar, onde encontraram Drew pela primeira vez, e de dentro saiu um monstro com cerca de 5 metros de altura, formato de peixe, andava sobre patas de inseto, e os olhos possuíam membranas que através delas não era possível enxergar as pupilas, era laranja.

    Morty estalou os dedos e partiu correndo para cima do monstro, que revidando, deu uma forte caudada, fazendo Morty voar a ponto de bater na parede do outro lado do vasto salão e cair consciente, porém incapaz de lutar. Ao observar a situação, Icarus disse:

    – Isso é um demônio! – Disse com o escudo na frente do corpo – Não parecia ser tão veloz assim!

    Metchano sem medo, arremessou sua espada contra o monstro, que acertou exatamente no olho, porém, com o impacto, saíram faíscas mas a espada não se encravou, parecia de metal!

    – Não é só rápido. – Disse ele atrás de Icarus, já que estava sem arma – Além de veloz, é impenetrável!

    Damon parecia esperar os heróis avançarem para contra-atacar. Morty levantou-se novamente e já ia partir para cima de novo quando Vlad advertiu:

    – Não faça isso! – Disse conjurando uma magia que o impediu de correr – Está vendo aqueles bonitos enfeites roxos na cauda? São esporas venenosas, teve sorte de não ser atingido da primeira vez.

    Morty caiu de joelhos, e lamentou:

    – Estamos perdidos. – Disse em voz chorosa – Ele é forte, veloz e perigoso, além do mais... em poucos minutos seremos esmagados por estrelas!

    Icarus guardou o escudo e a Nova Morrisane, percebendo que o monstro não avançaria ainda, virou-se a Morty e disse:

    – Ainda não acabou. – Virou-se a todos – Façamos uma roda.

    Sem questionar, todos fizeram uma roda em pé. Não questionaram pois saberiam que não tinha outra ideia sequer, mesmo sem saber o que Icarus planejava:

    [Trilha sonora: www.youtube.com/watch?v=xxkmBMCxIlY]

    – Cada um, estenda sua fonte de poder ao centro da roda, um de cada vez. – Disse em voz séria, estendendo a Nova Morrisane
    __________________________________________________________________

    Ao estender a espada... no mesmo momento, Poe, que estava em uma reunião no castelo de Prontera, pediu para retirar-se, foi para o quarto e se ajoelhou, orando por seu amigo, por uma estranha vontade que dera.

    Juntamente com Poe, os Guardiões de Freya, em cada canto do mundo fizeram o mesmo.
    __________________________________________________________________

    Morty estendeu o punho fechado.
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    Em uma humilde casa na cidade de Al de Baran, um velho casal, abaixa a cabeça e ora pelo filho, onde quer que ele esteja.
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    Thunder Joe estendeu a Runa ao meio da roda:

    Do alto daquela enorme torre-sem-teto, apareceram alguns fantasmas, uma mulher idosa, um homem idoso e uma linda jovem, que se assentavam pelas bordas do enorme coliseu. Seria a família dele?

    Vladmir estendeu uma cópia de um livro preto, escrito na capa em língua desconhecida: "Novo mundo". O feiticeiro abaixou a cabeça e pensou:

    "Desculpe, velho."
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    Na cidade heremita de Kunlun, um velho assentado em um toco de tronco em uma das mais ilhas flutuantes da cidade, abriu um livro exatamente igual ao de Vlad, e começou a ler, recordando-se do velho amigo.

    Caminhando no deserto, Derona e Barus, por não terem fé, desejavam boa sorte ao companheiro.
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    Metchano não sabia o que estender, já que não tinha uma fonte de força como os amigos. Mas lembrou-se do que aprendera na guilda de espadachins: "Enquanto um guerreiro tiver mãos, ainda pode lutar".

    Estendeu a mão aberta. Os outros amigos olharam para ele, como se lhe desejassem sorte.
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    No subconsciente de Metchano... em Mechania... Masjehad sorria, lembrando-se do Lorde Supremo.
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    Após isso, do centro da roda, uma luz branca e forte se formava, aumentando cada vez mais. Todos olharam para ela e disseram em coro, mesmo não sabendo disso, algo os motivou a falar:

    – "Ultima": Prisão de Damon!

    A luz branca, subiu ao céu adiquirindo uma forma de dragão-serpente, pairando sobre o ar, como um raio, acertou Damon, empurrando o para trás, quebrando a parede, e deixando-o paralizado.

    Todos sabiam que ele não estava morto, e as estrelas ameaçavam cair dali a segundos. Icarus disse:

    – As estrelas não o matarão, e ele não ficará imóvel para sempre, apenas fincando algo em sua testa será possível matá-lo. Mas a testa só está vulnerável enquanto estiver parado – Disse como se soubesse de tudo sobre o monstro, mas não se oferencendo para matá-lo, visto que quem matasse ia ser junto morto pelas estrelas.

    Metchano deu um passo a frente:
    [Trilha sonora: http://www.youtube.com/watch?v=RPYMHWeY9L4 ]
    – Eu vou.

    Todos olharam espantados para ele:

    – Mas você... – Começou Icarus

    – Fui treinado para isso, agora é a hora de acabar com tudo isso de uma vez!

    – Mas vai morrer se fizer isso!

    – De que adianta eu fugir, mas todos depois serem mortos por esse demônio?

    Mesmo sem consentir, o guerreiro tirou a Nova Morrisane e deu para Metchano, dizendo:

    – Se for fazê-lo, faça com honra. – Disse com lágrimas

    – Mas ela é sua...

    – Vamos deixar o prédio, e acabe com isso de uma vez. – Abraçou o amigo

    Saíram do prédio, Icarus, Thunder Joe, Vladmir e Morty (mesmo esse último querendo ficar).
    __________________________________________________________________

    Metchano pôs a espada em frente e correu na direção do monstro.

    Durante a corrida, lembrou-se de tudo que passara em sua vida, seus inimigos pedindo para desistir, pessoas o importunando, dizendo que não valia nada. Mas uma coisa não saiu de sua memória: a viagem que fizera com seus amigos.

    Ao chegar próximo ao monstro, levantou a Nova Morrisane, deu um pulo e ficou a espada na cabeça de Damon:

    – Diga adeus, Damon!
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    Um festival de luzes iluminava aquela noite, no grande coliseu que se desfazia em pedaços, à medida que estrelas brilhantes caíam sobre ele. Uma enorme explosão magnífica, mais bela que um arco-íris, explodiu, deixando uma poeira estrelar pairando no ar. A torre estava em pedaços, o mal estava derrotado, Damon agora era poeira... mas Metchano também. Drew e seu sonho insano de conquista já eram história. Agora nossos heróis observavam o show-cadente de um lugar um pouco distante e seguro. Se pudesse, Thunder Joe estaria chorando junto com seus amigos, todos deram as costas para os destroços e estavam partindo, exceto Morty, que viu algo:
    [fim de trilha sonora, nova trilha sonora]
    – Icarus... sua espada. – Disse olhando pro céu

    Icarus parou:

    – É... foi por uma boa causa. – Disse triste em voz baixa

    – Icarus... sua espada... – Continuou

    – Pelo menos ele morreu com honra...

    – Icarus! SUA ESPADA!!! – Disse gritando

    – Tá bom! – Disse virando-se – Agora já está começando a me...

    Icarus olhou para o céu, um brilho dourado vinha girando em alta velocidade e caiu ficada no chão, justo na frente de Icarus:

    – É... a... – Disse Icarus tirando a espada do chão – Morrisane!

    A Morrisane estava difrente, agora parecia uma espada com uma lâmina bifurcada, e nessa bifurcação, outra lâmina que unia as outras duas. Parecia mais cortante e afiada que nunca. Icarus limpou a poeira dela e partiu, junto com os outros, mas antes, disse:

    – Vou chamá-la, Morrisane Noveau.

    [fim de trilha sonora]
    __________________________________________________________________

    Capítulo Final
    [Trilha sonora do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=AXOkmLKNCqo]

    Estavam no cemitério de Prontera, todos se esqueceram do real objetivo da aventura: as relíquias. Icarus conseguira um espaço para fazer uma homenagem a Metchano. Apesar de ele ter morrido por uma causa geral, apenas Icarus, Thunder Joe, Morty Magnum e Vladmir estavam lá. Ninguém conheceria Metchano, quem ele foi e o que fez pelo mundo, e muito menos acreditariam se contassem, mas um fator era importante, e Morty disse:

    – Ele sempre vai estar em nossas mentes, nunca nos esqueceremos do que ele fez. – Disse sentado no chão, usando uma máscara aflita.

    Todos ficaram em silêncio e se entreolharam, sabiam que era a hora da despedida. Deram um abraço em grupo e cada um seguiu seu próprio caminho.

    Icarus Morrisane

    Após se despedir, Icarus recebeu as chaves da biblioteca, e poderia usá-la como quisesse, já que o bibliotecário entraria de férias, e o guardião era um dos poucos que usavam a mesma.

    Mais tarde, numa oportunidade futura, deixou as chaves com Morty Magnum, dizendo algo sobre limpeza mental... e nova vida, logo depois, desapareceu.

    Morty Magnum

    Após a despedida, foi visitar seus pais em Al de Baran, coisa que não fazia há tempos. Recebeu as chaves da biblioteca e a utiliza até hoje.

    Comprou novas máscaras, possui a coleção inteira, usa uma para cada ocasião.

    Thunder Joe

    Sumiu pelas sombras após a despedida, encontrou seus antepassados, que observaram a luta contra Damon e ajudaram os heróis... fantasmas, claro.

    Mais tarde, foi visto junto de um garoto vestindo roupas azuis e um andróide, não se sabe o motivo de estar junto deles.

    Vladmir

    Voltou e fez as pazes com seu velho amigo, Melchior, em Kunlun. Jurou nunca mais fazer rituais proibidos, roubar as obras de seu amigo e matar pessoas inocentes.

    Atualmente vive em Louyang.

    Derona

    Vive nos arredores de Hugel com outros dragonoides.

    Barus

    Desaparecido.

    Bibliotecário

    Tirou férias e não quer mais saber da biblioteca, não voltará tão cedo, está em Jawaii e se casou.

    Poe

    Retornou a Arunafeltz, visto que não foi escolhido rei.

    Ibanoff

    Guia aventureiros até a ilha móvel, visto que Koschei parece ter deixado o lugar.

    Masjehad

    Há relatos de Morty Magnum ter visto alguém idêntico a Masjehad em Rachel, não há provas concretas, apenas a alegação do monge, que disse ele ter sumido por dentre a multidão quando o seguia.

    Narrador

    Bem... eu devo tirar umas férias, visto que acompanhei de perto todas essas aventuras exaustantes para escrevê-las a vocês. Prefiro manter-me em anônimo.

    Lembrem-se: Este mundo é cheio de mistérios, cabe a nós desvendá-los!

    É com felicidade que termino este capítulo por aqui, espero que tenham aproveitado a história da grande aventura de meus companheiros.

    E claro, não podia me esquecer:

    Obrigado por lerem Wandering of Magnum.
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    Re: Wandering of Magnum

    Mensagem  -Rockstar- em Sab Abr 16, 2011 1:27 pm

    Legal Morty... Pobre Mechano


    Parabéns pela Fanfic!

    Abraços, Rockstar. Seu leitor nº 1#


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    Re: Wandering of Magnum

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