Folhas e Doces - O Conto de um Gato

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    Power Ranger Azul Piscina
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    Folhas e Doces - O Conto de um Gato

    Mensagem  Power Ranger Azul Piscina em Qui Dez 01, 2011 7:44 pm

    Folhas e Doces

    Prólogo:

    Correndo por entre as poucas árvores do local e contra o vento o gato de pêlos alaranjados e olhos bícolores,Taiga, trajando apenas uma capa vermelha e um par de botas para perto de uma árvore, ofegante e com sinais de que havia lutado ele se vira para contra a árvore olha atentamente o local e então solta um suspiro de alívio.

    - Essas coisas são tão lentas, mas acho que vai ser melhor eu observar melhor o local. - Taiga retira suas botas deixando-as perto da árvore, pula nela e se segura com suas garras então rapidamente a escala, ao chegar ao topo ele se senta e observa o local, em seu peito podia se notar um broche com o formato de uma pata brilhando à pouca luz que fazia o fim da tarde. - Parece que eles vão demorar para me alcançar, acho melhor eu me esconder enquanto isso...

    Taiga pula da árvore e no chão calça suas botas, em seguida caminha calmamente para uma grande árvore que estava perto do local. Se aproximando do local algumas gotas de chuva caem ao seu ombro, ou pelo menos ele achava que era uma.

    - Chuva... Estranho. - Taiga vira sua cabeça para cima e nota que logo acima havia uma bola de água, ele então dá um salto para trás e a bola cai no lugar onde estava, era uma Esfera D'Água e o seu cojurador deveria estar perto de algum lago, ou local com água. - Droga, pensei que eles não iriam me achar.

    - Oras Taiga, pensei que por você comandar uma equipe de rastreamento e reconhecimento seria mais... Como eu posso dizer, seria mais furtivo. - A voz fina de uma mulher ecoava no local, parecia estar usando alguma magia ou objeto para falar, o que podia se deduzir de que ela estaria um pouco distante.

    - Carmen! Me seguiu, como se eu não notei? Pelo visto eles realmente contrataram bons mercenários. Se é atrás daquilo que você esta então está perdendo tempo, eu já o escondi. - Taiga olhava ao redor tentando descobrir onde ela estava, rapidamente dá um salto para o lado e em seguida mais uma Esfera D'Água acerta o chão, ele rapidamente se vira. - Te achei.

    Correndo rapidamente ele se aproxima de uma árvore grande, dando a volta nela ele nota o pequeno lago e uma mulher em cima dele, cabelos longos e loiros trajava uma roupa comum para Arquimagas, seus olhos estavam fechados como se estivesse concentrada em algo, Taiga corre em direção dela e tenta a acertar usando suas garras, só que sem sucesso já que a mulher se esquivou do golpe se movendo levemente para a esquerda.

    - Vejo agora quem é o grande Taiga, dono do título Yuki. Sinto muito mais fui paga para te matar. - Ela então retira um cajado dourado que estava preso em sua costa e então o segurando com a mão esquerda e apontando para Taiga com sua direita começa a resmungar algumas palavras. - Trovão de Júpiter.

    - Droga. - Taiga corre da magia que a bruxa havia disparado contra ele, corre em direção de uma árvore e então a sobe mais uma vez usando suas garras, só que desta vez se dá impulso com elas e vai para trás dando uma cambalhota, o trovão então acerta a árvore e se dispersa contra a madeira. - Cadê? Jacob normalmente trabalha com você, ele deve estar escondido, esse canalha...

    - Na verdade não estou não. - Jacob sai de sua furtividade deixando a mostra sua roupa de sicário e seus cabelos negros, estava usando uma bandana azul e seus olhos estavam entreabertos podia-se notar que eram da cor mel-escuro, ele estava ao lado da árvore, corre e segura Taiga com as duas mãos e então olha para Carmen que se aproximava. - Vamos acabar logo com isso Carmen...

    - Nossa, que coisa forte... Mas será que esse vai ser realmente o meu fim? - Taiga dá uma gargalha enquanto tentava se soltar das mãos de Jacob. - O que você acha Carmen?

    - Esse gato é estúpido ou o quê? Não acertou nenhum golpe e ainda vai morrer. - Carmen mais uma vez levanta seu cajado e aponta para Taiga que estava preso por entre as mãos de Jacob se rebatendo para tentar sair.

    - Calma, por favor, deixa só eu dizer minhas últimas palavras então... - Neku fecha seus olhos e mais uma vez tenta usar suas patas para se livrar do aprisionamento de Jacob.

    - Carmen... Era para nós acabarmos com ele assim que possível e usando qualquer meio necessário... - Jacob olha para Carmen que parou o conjuramento da magia que iria lançar.

    - Cale a boca Jacob, ele já está preso, vai morrer de qualquer forma e outra coisa, estou de bom humor. Então pode dizer o que quer Taiga. - Carmen abaixa seu cajado e olha para Taiga que estava sorrindo.

    - Muito obrigado. O que eu quero dizer é... BOOM! - Taiga então arranha o braço de Jacob que o solta, em seguida pula para trás e uma pequena bomba tóxica que estava presa no manto de Carmen explode deixando os dois incapacitados de o perseguir. - Háááá! O que acha disso Carmen?! Eu não errei aquele golpe pelo visto.

    - Oras seu! - Carmen solta seu cajado que cai ao chão então leva a mão direita a boca e a esquerda aos olhos, tosse um pouco e então cai de joelhos.

    - Isso é veneno de Algoz, onde que ele conseguiu? - Jacob retira uma máscara de seu bolso e então coloca em seu rosto, fecha seus olhos e então sai da área tóxica, não pareceu ter sido afetado muito pelas toxinas. - Só que dá próxima vez tenha certeza de que não vai usar isto contra um sicário... Vamos brincar um pouco Taiga.

    Taiga estava vidrado em Jacob que também lhe olhava, limpa sua boca com sua pata direita e então se prepara para atacar, quando deu o primeiro passo para atacar Taiga leva uma pancada na cabeça e cai desmaiado ao úmido chão.

    - Taiga... Sempre tão bobo, pensei que a agência tinha lhe ensinado algo. - A voz era calma e meiga, aquelas palavras ecoaram nos ouvidos de Taiga mesmo desmaiado.

    Uma pequena chuva cai no local acabando com as toxinas da bomba que Taiga havia colocado.

    - Argh, esse gato maldito! Eu mesma quero ter o prazer de matar ele. - Carmen ainda tossia um pouco, mas nota que havia mais alguém no local. - Você...

    - Carmen e Jacob, vocês dois foram chamados, se apressem. - Disse a pessoa que estava ao lado de Taiga no chão.

    - A gente foi contratado para acabar com esse gato, e é isso o que a gente vai fazer. - Jacob se aproxima de Taiga que estava ao chão.

    - Engraçado que a mesma pessoa que os contratou também esta lhes chamando. Eu não gostaria de ver ele zangado, se apressem!

    - Certo, mas acabe com esse gato estúpido. - Carmen vira-se de costa e então começa a andar.

    - Me espere Carmen. - Jacob ainda estava vidrado em Taiga. - Espero que você realmente acabe com ele. - Jacob então vira-se e segue Carmen.

    - Taiga...


    Última edição por Bear em Seg Jul 23, 2012 2:30 pm, editado 1 vez(es)
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    Re: Folhas e Doces - O Conto de um Gato

    Mensagem  Emily em Qui Dez 01, 2011 7:59 pm

    Gostei muito , estou anciosa para ver oque acontece.
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    Re: Folhas e Doces - O Conto de um Gato

    Mensagem  Bento em Sex Dez 02, 2011 9:31 am

    Realmente bem legal Bear. A história desse personagem será de fato muito legal =D

    Abraços.
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    Capítulo 1 - Amatsu, quem sou eu?

    Mensagem  Power Ranger Azul Piscina em Sab Dez 03, 2011 7:50 pm

    Folhas e Doces

    Capítulo 1 - Amatsu, quem sou eu?
    A pouca luz do dia já incomodava os olhos do gato que estava jogado perto de uma árvore na floresta ao norte de Amatsu. Sua cabeça doia de uma forma que parecia que havia pisoteado por um bando de Pecos. Se levantando aos poucos o gato retoma sua consciência e repara detalhes do local. Um arbusto um pouco distante, três ou quatro árvores de aspectos diferentes, não pode notar ao certo qual era a quantidade pois ainda estava um pouco atordoado. Pula para cima de uma pedra que estava logo atrás dele e consegue notar um pequeno lago distante, pula de volta para o chão e começa a caminhar em direção do lago, ao dar cerca de seis passos para de repente e fica imóvel, o barulho de passos quebrando galhos ao chão podia ser ouvido, aquilo não lhe assustava, porém lhe deixava curioso sobre o que podia ser.

    - Jurava que era por aqui... - Um jovem usando roupas de ninjas, um boné azul e uma pequena mochila surge por entre as árvores, andando de costa ele tropeça em uma pedra e cai por cima do gato que com a batida mia. - Wow.

    Quem diabos é esse... E desde quando eu sou amortecedor de quedas?! - O gato se rebate um pouco tentando sair de baixo do garoto que rapidamente se levanta ao notar o gato.

    - Nossa! Um gato. E olha como ele é grandinho. - O ninja se ajoelha e olha atentamente para o gato que se senta e olha de volta.

    - Não, um elefante. É claro que eu sou um gato Senhor Óbvio! - Soltando um leve miado o gato se levanta para voltar a andar em direção do lago só que é brutamente parado pelo garoto.

    - Qual seu nome gatinho? - O ninja retira o gato do chão e o levanta até ficar a altura de seu rosto. - Acho que não tem dono... Então vou te chamar de Neku!

    Ótimo, agora eu tenho um nome... Mas espera ai, pensando nisso eu não me lembro de nada, nem do meu próprio nome... - Neku não havia parado para pensar de como veio parar naquela floresta, e nem se quer sabia quem era ele mesmo.

    - Meu nome é Yang Tisug, eu tava aqui na floresta procurando pelo meu pai que havia vindo procurar lenha... Ei! Você tá com fome? - Yang demonstrava estar feliz, mas Neku não sabia se aquela felicidade era por ter lhe encontrado.

    Esse garoto é um idiota... Falando com gatos, nem eu mesmo falaria com gatos, mesmo eu sendo um. - Pensou enquanto se rebatia um pouco mostrando que queria ir ao chão, Yang rapidamente o solta.

    - Bom, vejamos... - Yang retira a mochila da costa e a coloca em seu colo, então começa a mexer nela, não muito tempo passa até que ele tira um embrulho. - Olha, bolinhos de arroz, minha mãe sempre faz, toma um... Acho que sou louco, tô até falando com um gato.

    Se acharia muito mais louco se eu respondesse... Mas até que esses bolos parecem estar gostosos. - Pensa Neku enquanto retirava um bolinho de cima do embrulho que Yang havia colocado no chão e então começa a comer.

    - Nossa, você é inteligente. - Yang abre um grande sorriso e então pega o resto do embrulho e coloca dentro de sua pequena mochila. - Tenho que levar esses bolinhos pro meu pai... Não sai daqui tá bem? Te prometo que trago mais amanhã. - Yang se levanta do chão e limpa sua roupa e então vira-se para continuar a andar.

    Agora ofendeu... É claro que eu sou inteligente. - Neku termina de comer seu bolo de arroz e então nota Yang voltando como se estivesse esquecido algo.

    - Ôh, tinha me esquecido, vou deixar algumas kunais para caso aconteça algo... Não sei por que, mas acho que você consegue usá-las. - Yang desprende um lado da alça de sua mochila e a leva para frente, abrindo-a rapidamente retira um pacote com algumas kunais dentro e as coloca no chão. - Tenho que ir agora, tchau.

    Neku observava o garoto desaparecendo por entre as árvores, logo após isso olha para o pacote com as kunais que estava ao chão. Pensava em como que sua vida havia mudado em menos de uma hora, acordou-se sem lembranças em uma floresta desconhecida e logo após acordar se deparou com um adolescente que lhe deu comida e um meio de se proteger, mas também pensava se aquilo era real... Sua mente parecia um turbilhão, várias perguntas surgiam por entre poucas respostas e aquilo lhe pertubava, pegou o pequeno pacote de kunais com uma de suas patas e o arrastou para perto da pedra na qual havia subido anteriormente, se deitou perto do pacote e então caiu no sono. O sol batia por entre as árvores do local fazendo um mosaico sem sentido ao chão, já era cerca de três horas da tarde quando um barulho acorda Neku que assustado rapidamente abre o pacote de kunais e pega uma por entre os dentes.

    Seja lá o que foi isso espero que tenha sido bem longe daqui... - Pensa Neku enquanto olhava ao redor, logo repara alguns Kaphas se aproximando. - Por que será que eu acho que eles não estão vindo aqui pra tomar chá e comer biscoitos? Por que em primeiro lugar eu não tenho isso...

    Se aproximando do local onde Neku estava podia-se reparar que eram três Kaphas, um deles ao notar Neku corre ferozmente em direção dele e então levanta sua vara de pesca para atacá-lo, Neku por ser muito mais ágil esquiva do golpe dando um salto para trás da pedra que estava perto. Nota então que os outros dois Kaphas se aproximavam, Neku não sabia o que fazer pois não queria lutar, ele queria poder sair dali e se deitar ao vento, sentindo apenas o que queria sentir, não gostava desta certa 'emoção' de lutar, gostava de ficar de bobeira, mas já que teria que lutar para sobreviver teve que se aguentar e prosseguir, como se fosse aquilo que ele realmente queria, fingindo que gostava daquilo, fingindo que sabia fazer aquilo... Rapidamente consegue notar o Kapha que havia lhe atacado anteriormente preparando outro golpe, desta vez Neku espera o exato momento do golpe para saltar por entre o Kapha, foi o que aconteceu saltou por cima do Kapha e lançou a kunai que rebateu no casco do Kapha e caiu ao chão.

    Certo, por essa eu não esperava. - Neku não havia notado o casco do Kapha pelo fato dele ainda não ter ficado de costas. - Pelo visto minha única opção é atacar de frente, espero que eu não morra. - Neku rapidamente desliza por entre as pernas do Kapha que ainda estava perto da pedra e pega a kunai que estava ao chão, ele então pula por cima da pedra e nota que os outros dois kaphas que estavam se aproximando já estavam logo ao seu lado. Ao se preparar para lançar mais uma kunai um cavaleiro passa rapidamente e o barulho das patas do Peco quebrando galhos espantam os Kaphas que correm em direção do lago que Neku havia avistado logo cedo.

    Agora que tava ficando legal e eu tava pegando o jeito... Mas pelo menos assim eu não morro. - Neku pula para o chão e então solta a kunai em cima do pacote, nota que por entre as kunais havia uma pequena adaga com alguns detalhes azul escuro, era bonita e brilhava ao sol. Neku pára um pouco para tomar fôlego e pensar no que aconteceu, jamais imaginava que seria atacado, mesmo sabendo que aquilo era muito provável.

    Neku se deita ao chão e olha para o céu, a noite já estava chegando, alguns sons noturnos faziam uma calma e bela sinfônia, Neku estava gostando daquilo, estava gostando de olhar para o céu sem o têmor de que ele caia sobre si mesmo, gostava de ficar deitado pensando, sem o medo de que um Kapha apareça de repente e o ataque novamente, ele sabia, ou melhor, tinha certeza que os Kaphas não voltariam lá naquela noite. Estava quase dormindo novamente quando alguns sons estranhos o acordam, como de galhos se partindo e de passos, Neku então se levanta e coloca sua pata em cima da adaga que havia visto logo cedo, isso o deixava mais seguro, já que ele sabia que ela estava lá e sabia que poderia usá-la para se proteger. De repente uma pessoa surge por entre as árvores, esta estava totalmente coberta por um capuz escuro.

    Oh, que legal, um fantasma agora... Espera... Um, fantasma? - Neku ao analizar a situação segura com a pata o pacote de kunais e então tenta puxá-la, o homem ao notar que Neku estava tentando fugir diz uma coisa.

    - A quem você está tentando enganar? - Diz o homem se aproximando lentamente. - Acha que pode fugir do seu passado?

    Aah não! Era só o que me faltava, os sacerdotes hoje em dia tentam dar sermões em qualquer lugar... - Neku então se apressa para tentar sair do local.

    - Pare logo com isso! - Grita o homem já sem paciência. - Fale alguma coisa, o gato comeu sua língua?! - O homem dá uma pequena gargalhada.

    - Fugir... Do que? - Neku não entendia a situação, mas parecia que o homem lhe conhecia.

    - Finalmente abriu a boca, pensei que teria que atacá-lo. - Ao terminar de falar o homem joga o capuz para trás, deixando a mostra sua armadura dourada e uma espada, cabelos castanhos e olhos fundos e negros, parecia ter mais de trinta anos, seu rosto porém, não era conhecido. - Taiga Yuki, você realmente não se lembra de mim?

    - Taiga, é um nome bonito, mas não é o meu. Meu nome é Neku, mesmo que eu tenha ganhado esse nome no começo do dia, mas ainda assim é Neku. - Responde rapidamente Neku, olhando fixamente para a espada que o homem carregava, para ter uma idéia de quando deveria abandonar tudo e correr o mais rápido possível.

    - Humph, não acredito que você não se lembre de nada... - O homem então nota que Neku realmente não mentia, afinal de contas não havia motivos para isto. - Não creio... Certo, meu nome é Senshi, e eu sou seu parceiro... Se lembra agora?

    - Ôh que legal, quer que eu te chame para comer bolo ou tomar um suco, 'parceiro'? Cortando essa de parceiro, você disse algo sobre meu passado... O que é? - Indaga Neku agora olhando para sua pata que estava em cima de sua adaga, não queria encarar o homem, não queria olhar nos olhos dele caso ouvisse alguma coisa que não gostasse.

    - Ainda curioso, não? Pois bem, seu nome é Taiga Yuri, é dono do título Yuki e eu sou seu parceiro, já que você perdeu sua memória não vejo motivo para lhe matar, bom proveito das informações. - O homem então vira-se para ir embora.

    - Como assim?! É só isso que você tem para me falar?! - Neku estava frustado, não gostava daquele homem, não gostava mesmo.

    - Caso eu lhe conte mais, eu realmente vou ter que matá-lo, e como eu já havia dito, você acha que pode fugir do seu passado? Ainda iremos nos encontrar, até lá então... - O homem então vai embora por entre as árvores de onde havia saido.

    - Aaaaaaargh! Quem ele pensa que é?! Aparecer sem ser convidado, fazer eu falar e sair sem dar tchau? - Resmunga Neku enquanto olhava para a direção na qual o homem seguiu, estava frustado e ao mesmo tempo calmo com a situação, não sabia por que ou como. - Hum... Agora eu realmente tenho que descobrir quem eu sou, ou melhor, o que eu sou.

    Neku se deita mais uma vez ao chão, desta vez fica olhando o céu por horas, sem conseguir dormir vira de um lado para o outro, e isso se repete pelo resto do dia e por boa parte da noite. Já pela manhã Neku decidiu que precisava sair daquela floresta, em um dia aquele lugar já lhe havia lhe dado muitos problemas, e não era muito bom ser cuidado por um adolescente. Yang como havia prometido aparece procurando por Neku, suas roupas eram as mesmas.

    - Neku! Gatinho! - Grita Yang ao notar que Neku já não estava mais lá, e que o pacote com as kunais e adaga também haviam desaparecido, Yang para procurar por Neku coloca sua mochila com os bolinhos de arroz no chão e corre pela floresta gritando o nome do gato.

    Vai ser como roubar doce de criança, ou melhor, adolescente... Literalmente. - Neku sai furtivamente de trás de uma árvore na qual estava escondido e se aproxima da mochila que estava ao chão, Yang ao voltar da busca nota o gato mexendo na mochila.

    - Neku! O que você pensa que tá fazendo? - Yang se aproxima de Neku que lhe olhava atentamente.

    Eu não queria fazer isto, mas já que não tenho escolha... - Pensa Neku enquanto se aproximava de Yang que andava em sua direção.

    - Hum? O que houve? Você está agindo estranho... - Yang se abaixa para ficar um pouco mais a altura de Neku.

    - Certo, você não é louco, eu realmente falo. E eu preciso dessa sua mochila com os bolinhos, e se puder um pouco de dinheiro também, e quem sabe uma passagem pra fora desse lugar... Mas é só isso! -Neku ao terminar de falar nota que Yang estava pasmo.

    - Uau! Você fala! - Yang surpreso cai ao chão. - Incrível!

    Por isso que eu não falo com coisas... - Pensa Neku ao ver a reação de Yang. - Sim, pode me dar ou não?

    - Pra quê tudo isso? - Pergunta Yang já calmo.

    - Preciso muito ir embora, e é uma história muito complicada... Vai dar ou não?

    - Ir embora para onde? - O sarcasmo podia ser notado na pergunta de Yang que pareceu um pouco triste ao ouvir aquilo de Neku.

    - Não sei para onde... Mas preciso, você tem que me ajudar, de tantas coisas, você é único que eu confio, e na verdade, é o único que eu conheço. - Neku em nenhum momento olhou nos olhos de Yang, estava tentando evitar uma cena dramática.

    - Certo, eu posso até te dar a mochila, a comida, a passagem, mas não o dinheiro já que não tenho nenhum, mas com uma condição. - Yang abriu um pequeno sorriso enquanto olhava para Neku.

    Sem dinheiro? Tipíco. E essa condição, agora que eu levo a facada... - Pensa Neku ao terminar de ouvir. - E qual seria a tal condição?

    - Você vai ter que voltar aqui pra Amatsu, que tal? - Yang aumenta o sorriso ao terminar de falar.

    - Se é só isso então tá, eu volto. - Neku então levanta sua pata direita, como se fosse para selar o acordo feito entre eles, o acordo feito entre amigos.

    Yang coloca dentro de sua mochila as kunais que havia deixado para Neku e mais algumas extras, ajuda ele a colocar a mochila e então os dois vão para o cais de Amatsu.

    - Bom, esse barco vai te levar pra Alberta, onde já é um bom começo... Espero que volte logo Neku. - Yang então passa a mão por entre os fios de cabelos e observa Neku que balançava a cabeça concordando com o que havia sido dito, não queria falar para não o tratarem de forma diferente, já sendo tratado assim por usar uma mochila.

    Neku então leva sua pata direita até a cabeça e faz uma saudação de despedida para Yang, logo após isso o barco sai do cais. As águas refletiam o sol e faziam com que parecesse uma bela pintura, o dia estava bonito e longe podia se notar gaivotas planando por sobre as águas, uma bela visão.

    Um lugar um tanto quanto curioso... - Pensa Neku desembarcando do barco por entre as pernas dos passageiros, por ser um gato um tanto quanto grande chamou a atenção de alguns dos passageiros que quase cairam ao notar o gato. - Tenho que achar um lugar pra ficar...

    Alberta, a cidade portuária de Midgard, lar de muitos mercadores que trabalham com itens importados de outras cidades, o fluxo de pessoas na cidade é grande já que era o único lugar pelo qual se podia ir à cidades como Amatsu. O sol solitário do meio-dia fazia pessoas se sentirem incomodadas pelo calor, algumas procuravam descanso de baixo de algumas árvores que ilustravam o cenário da cidade, outras já prefiriam ir para os bares e encherem a cara de hidromel, para Neku aquilo não passava de um vicío que levava muitas coisas ao fundo do poço. Andando pela cidade, e não admitindo que esta perdido, Neku pode notar várias 'falhas' de segurança nas casas da cidade, nota a porta de uma cassa semiaberta e tenta entrar para arranjar algum dinheiro.

    Não vejo motivos pra não fazer isso... Afinal de contas é sobrevivência! - Neku estava discutindo com sua consciência, seu instinto de sobrevivência dizia que devia entrar e tentar roubar a maior quantidade de coisas que pudesse e então sair sem que ninguém notasse, já sua consciência estava dizendo que ele conseguiria as mesmas coisas só que de outro modo, pela primeira vez desde que acordou no dia anterior estava em um impasse entre justiça e sobrevivência. Neku soltou um pesado suspiro e então olhou para a porta e notou uma criança saindo da casa. - Uma criança... Não tô nem ai, se eu não fizer por mim sei que ninguém vai fazer.

    Neku se aproximando de fininho da porta olha para a rua para ver se ninguém se aproxima, seguro de si e que ninguém iria lhe pegar ele coloca a primeira pata para dentro da casa e então em um piscar de olhos já se vê dentro da casa. Algumas mobílias de madeira envelhecida ilustravam o interior da casa, quadros de pessoas sorridentes e felizes estavam na parede e chamava a atenção, na sala de estar em cima de uma mesinha dava para se notar um candelabro dourado com algumas pedras brilhantes. Neku deduziu que podia valer algo e então passando por entre duas poltronas que estavam na sala ele se aproxima da mesa e do candelabro. Rapidamente salta para cima da mesa e nota o candelabro, era pequeno e podia ser facilmente escondido, rapidamente o coloca dentro de sua mochila o apertando para que não fizesse volume, logo após terminar olha ao redor e nota se podia achar algo que também valesse, ao ouvir o barulho de passos entrando na casa ele salta da mesa e se esconde atrás de uma das poltronas da sala. Duas pesosas então chegam a sala onde Neku estava, eram duas mulheres trajadas de roupas finas, uma delas carregava um pequeno pacote e a outra falava algo sobre uma entrega.

    - Lembre-se que ele não gosta que se atrasem para a entrega, por isso vá logo. - Esta que terminava de falar parecia ser a patroa, a outra rapidamente sai da sala e deixa cair de seu bolso perto da poltrona onde Neku estava escondido uma máscara preta que podia ser usada para cobrir os olhos.

    Neku ao notar que podia sair sem que a outra mulher lhe notasse pega a máscara do chão e a leva com ele, já fora da casa ouve um berro.

    - Aaaaaaaaaaaaah! Ladrão! - O berro era da mulher que havia entrado na casa e Neku deduziu que ela havia notado que o candelabro havia sumido. Logo alguns guardas que estavam proximos se aproximam da casa e logo a mulher aparece na porta. - Roubaram, um candelabro!

    Que sorte a minha, por pouco ela não me vê lá dentro... - Pensa Neku soltando um suspiro de alívio por ter saído a tempo, mas uma cosia lhe intrigava, por que uma mulher fina estaria carregando uma máscara daquele tipo, Neku estava segurando a máscara com sua pata sem entender, mas rapidamente a aguarda ao perceber que podiam desconfiar caso o vissem segurando a máscara. Respirando fundo ele acha que seria bom se distanciar do local.

    Neku já ofegante e cansado por correr por quase uma hora sem achar nenhum bom lugar para descansar ele pára perto de uma palmeira que fica ao lado esquerdo de uma casa que parecia estar vazia, retirando sua mochila e colocando ao seu lado ele começa a olhar o movimento de pessoas.

    Foi realmente uma péssima idéia comer toda a comida ainda no barco... Espero que o candelabro tenha algum valor mais tarde... - Pensa Neku enquanto passava a pata em sua barriga.

    Sentado e um pouco pensativo Neku nota dois jovens arqueiros passando pela rua, esta estava comendo um Mochi e possivelmente carregava outro em seu bolso pelo volume que fazia. Neku pensou mais um pouco e então soltou um pesado suspiro.

    Já que eu não tenho comida... Não tenho casa, não tenho dinheiro e pelo visto eu tô em uma cidade cheia dessas coisas, é melhor eu me acostumar a pegar emprestado deles. - Neku então esconde sua mochila atrás da árvore da qual estava perto e então volta a olhar os dois jovens que se distanciavam. - Bom, devo ser educado e me apresentar para aqueles dois jovens...

    Neku antes de correr atrás dos dois pensa um pouco em como poderia roubar rapidamente, sem ter nenhuma idéia pensa em improvisar, respirando fundo ele corre atrás dos dois que já estavam distantes, alguns passos após começar a correr um atrapalhado gatuno tropeça em Neku fazendo com que os dois caiam ao chão.

    - Aiai... - O gatuno de cabelos azuis e olhos cor mel-escuro, não aparentava ter mais de dezessete anos de idade, resmugando algumas palavras ele ao notar Neku no chão aponta para ele e berra. - Aaaaaaaaaaah! Você!

    Ótimo, mais um conhecido. Espero que pelo menos esse não me ameaçe de morte. - Pensa Neku se levantando do chão e se sacudindo um pouco para se limpar da poeira.




    Mudei totalmente o prólogo de uma forma que fique coerente e de acordo com a história que eu quero que Neku siga, entom pra isso eu tive que reeditar alguns capítulos. \õ\
    Coments coments *Cla ching* *-*


    Última edição por Bear em Ter Jul 24, 2012 1:08 pm, editado 2 vez(es) (Razão : Reedição)
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    Capítulo 2 - Lembranças indesejáveis

    Mensagem  Power Ranger Azul Piscina em Ter Dez 20, 2011 8:51 am

    Demorei mas tá aqui :B
    Falta ajeitar algumas coisinhas nos capítulos anteriores, coisa fácil e rápida, quando e tiver tempo eu dou uma ajeitada Õ7
    Agora vamos para o capítulo




    Folhas e Doces

    Capítulo 2 - Lembranças indesejáveis

    Quantos 'amigos' ilustres que tentaram me matar será que eu ainda vou encontrar? Espero que pelo menos esse não tente... Bah, já tô acostumado ele que venha. - Neku começa a andar na direção em que ia após cair ao chão como se nada tivesse acontecido.

    - Epa, pra onde você pensa que vai?! - O gatuno pareceu se espantar ao ver que Neku não deu muita importância ao encontro.

    - Miau? - Neku têm várias habilidades, mas se passar por um gato comum nunca foi uma delas, uma prova disto é o miado fajuto que ele deu para tentar enganar o gatuno.

    - Deixa disso Taiga... - Ao terminar de falar o gatuno cruza os braços esperando por uma resposta de Neku que estava paralizado.

    O nome parece atingir Neku como uma tijolada, diferente do modo do qual o guerreiro na noite passada disse, o gatuno disse de um jeito que parecia que os dois eram amigos, de um jeito que parecia que Neku gostava de pessoas, e que este gatuno era a prova disto. Neku não sabia o que fazer diante desta situação, sem sua memória ele realmente não tinha nada o que falar pro gatuno.

    - Responde por favor... - O gatuno então se ajoelha para tentar ficar na mesma altura de Neku que estava de costa para ele.

    - Em primeiro lugar eu sou um simples e comum gato falante, não sei quem diabos é esse Taiga, e não sei por quê devo me incomodar com você. - A rápida resposta de Neku pareceu alegrar o gatuno que abriu um sorriso.

    - Hááá! - Berra o gatuno se levantado rapidamente e apontando para Neku em um ataque de felicidade, ele então continua a observar Neku esperando por alguma resposta.

    - Eu já disse que não sou esse tal de Taiga, por que diabos todo mundo quer que eu seja ele?! - Neku já parecia estar sem paciência, seu desejo era sair correndo dali e deixar o gatuno para trás, mas por algum motivo não conseguia.

    - Então me mostre sua pata direita. - O gatuno não espera pela resposta de Taiga e logo se abaixa e pega bruscamente a pata direita de Taiga.

    - Calminha ai, essa pata é minha vai tentar arranjar a sua. Ai ai... - Neku pareceu sentir um pouco de dor quando o gatuno levantou sua pata, não sabe como não havia sentido antes.

    - Tá vendo? - O gatuno estava apontando para uma cicatriz. - Você se cortou em uma luta em Morroc quando tentava ajudar eu e alguns outros gatunos e arruaceiros.

    - Eu... Ajudei? - Raramente Neku demonstrava medo, mas naquela ocasião não conseguiu se segurar e demonstrou um pouco, puxando rapidamente a sua pata da mão do gatuno ele pensa no que lhe foi dito, ele tinha medo de descobrir algum ruim sobre seu passado, como o gatuno de repente apontar para ele e dizer "você matou meus pais" isso iria fazer com que Neku pegasse suas coisas e corresse o mais rápido possível para um lugar distante.

    - Sei que você já é estranho, mas está agindo ainda mais hoje... Cadê aquela garra que você nos mostrou quando enfrentava aqueles cinco mercenários em Morroc?! - O gatuno demonstrava uma certa coragem batendo com sua mão direita no peito.

    - Espera um minuto, afinal de contas quem diabos é você?! É muito estranho pra eu ouvir sobre o meu passado que nem eu mesmo sei de uma pessoa que eu não me lembro! - A pergunta repentina de Neku tinha o intuito de mudar de assunto.

    - Ooh, sério que você não lembra?! Tenta fazer um esforço... Sou eu! - O garoto pareceu um pouco idiota fazendo alguns gestos com as mãos como se eles fossem ajudar Neku a lembrar.

    - Nunca vi mais gordo. - No rosto de Neku não podia se notar nenhuma expressão, ele realmente demonstrava que não entendia nada do que o gatuno falava.

    - Argh! Não creio que vou ter que me apresentar por uma segunda vez pra uma mesma pessoa! - Responde o gatuno desapontado. - Certo então, meu nome é Jake Grohen, pode me chamar só de Jack!

    - E meu nome é Neku, pode me chamar de... Neku, e a propósito, o que diabos você está fazendo em Alberta? Não esta muito longe de Morroc não? - Outra pergunta sem sentido e sem importância para Neku, ele só queria se distanciar do assunto anterior..

    - Sabe o que é, é que... - Jack não termina de falar e fica vidrado em algo que viu por cima de Neku, então uma expressão de medo aparece.

    - É que...? - Neku pula tentando chamar a atenção de Jack que não se mexia

    - Ô ô... Problema, vem comigo! - Jack rapidamente pega Neku do chão e o coloca em cima de sua cabeça, por ser um pouco maior do que gatos comuns fez com que Jack se desequilibrasse e por pouco não cai, mas rapidamente volta a correr o mais rápido possível na direção contrária da qual Neku queria ir. - Se segura que agora eu vou ter que correr.

    - Ali esta ele, peguem-no! - Grita um mercenário avisando aos seus companheiros que logo vão correndo atrás dos dois.

    - Uôôô! Desde quando eu comprei uma passagem no expresso fedelho? - Neku se segurava com suas patas nos cabelos de Jack.

    - Quer saber o que eu to fazendo em Alberta? - Jack responde a Neku com uma outra pergunta.

    - Claro! - Neku não entendia o motivo da pergunta repentina, um pouco sem palavras, não conseguia complementar sua resposta, apenas queria saber o que Jack estava fazendo ali e o que isso tinha haver com ele.

    - Eu to fugindo, é isso o que eu to fazendo em Alberta! - A resposta de Jack foi mais rápida do que corria, sem parar de correr ele passava pela frente de várias casas e chamava a atenção de mercadores do local que o olhavam com ar de desconfiança.

    - Mas o que diabos eu tenho haver com isso?! - Indaga Neku sem entender por que Jack o havia pego do chão.

    - Eer... Lembra quando eu falei que você tinha lutado contra 5 mercenários em Morroc? - Pergunta Jack parando um pouco de correr e olhando para trás para ver se tinha alguém o seguindo. - Parece que os despistamos...

    - Acho que devo ter ouvido alguma coisa assim... - Neku pula da cabeça de Neku direto ao chão, parando um pouco para pensar e logo em seguida voltando a olhar para Jack.

    - Pois é, suponhamos que você foi muito além de lutar com eles e... Matou três dos cincos, sendo um deles irmão do líder de uma organização... E vamos dizer que o líder que não gostou nada e mandou algumas pessoas 'gentis' ter uma 'conversinha' com a gente.

    Neku não sabia o que falar, estava pasmo com a situação, uma coisa era lutar contra monstro como os Kaphas do dia anterior, mas lutar e matar humanos era uma coisa totalmente diferente...

    - Oie, Terra para Taiga! - Jack estava sentado logo a frente de Neku passando a mão pela frente do rosto do mesmo para ver se ele se espantava e voltava a si.

    - E suponhamos que essa 'conversinha' deva ser entre a katar deles, minhas garras e sua adaga, não? - Podia se notar sarcasmo na voz de Neku, mas ele ainda não acreditava no que tinha ouvido.

    - Éééé, você entende rápido! - Exclama Jack abrindo um sorriso um tanto quanto sem sentido já que ele sábia que aquilo significava que teria de lutar.

    - E como você acha que um gato, um moleque de Morroc. - Neku é rapidamente interrompido por Jack furioso.

    - Epa! Moleque não! Já tenho 16 e daqui a alguns dias faço 17. - Jack estava furioso, não gostava de ser chamado de moleque, criança ou garoto. Era independente o bastante para ser considerado adulto.

    - Certo, como diabos você acha que um gato, um adolescente vai derrotar uns 5 ou mais mercenários. - Neku falava com certa irônia já que não sabia até onde suas habilidades com a adaga e as kunais iria e também não sabia por quanto tempo poderia lutar até colocar o rabo entre as patas e fugir do local deixando o pobre gatuno para trás.

    - Bah, a gente da conta, e outra coisa, confio em você. - Jack abre um enorme sorriso, não um sorriso qualquer, mas um sorriso onde podia se notar a confiança, aquilo estava abalando Neku que sabia que deveria ajudar o gatuno, não sabia como, mas deveria.

    - Tanto faz... Mas você vai ter que me ajudar a procurar minhas coisas, você saiu correndo tão rápido que nem notei onde coloquei... - Neku pára de olhar para Jack e olha ao redor tentando se lembrar em qual árvore havia escondido sua mochila com seus equipamentos.

    - E onde você escondeu? - Jack passava a mão no queixo como se estivesse fazendo esforço para pensar.

    - Bom, eu lembro que foi perto de uma árvore com uma casa... - Neku abaixa sua cabeça, sabia que demoraria para acharem e a fome estava lhe matando.

    - Certo, então vamos começar a procurar, qualquer coisa a gente se encontra no porto, sabe onde fica? - Pergunta Jack ao se levantar do chão, rapidamente passa a mão por sua pequena jaqueta marrom, comum entre os gatunos.

    - Sim sim, sei onde fica. Vamos logo começar a procurar... - Neku estava com pressa para achar sua mochila, estava com fome e aquela ansiedade de sair logo de Alberta estava lhe matando.

    Muito tempo se passa, os dois procuram as coisas de Neku incansavelmente, a noite vem chegando e as estrelas brilhavam, a lua fazia seu reflexo encantador no mar, os mercadores recolhiam suas coisas que estavam vendendo, as lojas fechavam, as crianças voltavam para casa. Alberta estava vazia, não tão vazia pois ainda havia os bêbados e ladrões que se encontravam fora, ou até mesmo pessoas comuns que gostavam de sair para andar de noite. No porto Neku estava deitado no chão, já havia terminado de procurar há um bom tempo, estava esperando por Jack que logo aparece segurando a sua mochila.

    - É essa? - Jack joga a mochila perto de Neku que estava deitado ao chão olhando para o seu, coisa que já fazia com frequência.

    - Sim, onde achou? - Neku abria a mochila para ver se não faltava nada. Uma sensação de alívio toma conta de Neku, não faltava nada, não sabia o que iria fazer caso perdesse as coisas que foram dadas até então pelo seu único amigo.

    - Achei na mão de alguns gatunos, eles me devolveram após uma conversa amigável. - Diz Jack com um riso sarcástico enquanto esfregava as mãos.

    - Shesh, espero que eles não estejam mortos agora... - Pensa alto Neku enquanto colocava sua mochila.

    - Disse o gato que matou três mercenários. - A resposta rápida de Jack foi digna de um debate entre sábios.

    Mais uma vez Neku se vê diante do assunto, sem reação e sem saber como reagir ele abaixa sua cabeça pensando, tentando entender o fato que podia ser verdade.

    - Juk, eu não me dou muito bem com esse assunto, tenta evitar ele, tá certo? - Pede Neku levantando sua cabeça para olhar para Jack.

    - Meu nome é Jack, e esta bem, se é assim que você... Aah, melhor acharmos um lugar para passar a noite. - Jack rapidamente pega Neku do chão e o coloca em cima de sua cabeça, como havia feito ao fugir dos mercenários logo cedo.

    - E onde vamos passar a noite? - Neku não queria que Jack o levasse para passar a noite de baixo de alguma ponte, ou deitado perto de uma árvore, já teve o bastante de dormir ao ar livre por dois dias.

    - Tenho alguns trocados ainda, vamos passar a noite na pousada. - Jack então começa a andar em direção contrária do porto, deixando para trás toda a paisagem e sensação de alívio que aquele lugar dava para Neku.

    - Conseguiu os zenys com os gatunos amigos, não? - Neku então passa a pata no rosto enquanto se segurava com a outra para não cair.

    - Suponhamos que sim. - Jack dá uma leve risada e continua andando em direção do centro de Alberta que já estava vazio.

    Esse garoto é cheio de suposições. - Pensa Neku enquanto observava o local, Alberta era realmente muita cidade bonita, um tanto quanto movimentada, mas ainda assim bonita. Neku não gostava de muita movimentação, muitas pessoas lhe davam a sensação de descontrole.

    Não demora muito para que Jack chegue ao hotel, logo na porta paga a atendente o dinheiro do quarto e entã sobe ao quarto para tentarem dormir. Um quarto pequeno porém bem arrumado, logo acima da cama tinha uma janela e por ela podia se notar uma árvore, logo perto da porta de entrada do quarto estava uma cadeira e do outro lado um pequeno guarda-roupas, o pano branco da cama parecia estar limpo e dois travisseiro também pareciam ter sido limpos recentemente, o local estava agradável para uma boa noite de sono. Jack se joga na cama enquanto Neku prefere dormir em uma pequena poltrona que ficava logo à frente da mesma, logo os dois caem no sono.

    ----------

    Onde eu tô? - Pergunta Neku a si mesmo, não entedia o que estava acontecendo e logo deduziu que possivelmente era um sonho.

    Estava em uma sala com uma grande mesa no centro e várias cadeiras a rodeando, nas paredes alguns quadros ilustrando o local e dando um ar de simpatia. Não demora muito três homens entram na sala, um Lorde, outro um Paladino e o último um Algoz de aparência um pouco familiar.

    Esse algoz... - Neku olhava atentamente a cena, os três se sentam e começavam a conversar, o Algoz parecia estar conturbado sobre algo pois não parava de movimentar os braços.

    - Não podemos deixar os dois impunes... - Diz o Algoz que estava na cadeira da parte de cima da mesa, ele coloca seus braços sobre a mesa e então cruza os dedos levando os para perto de seu rosto que estava de olhos fechados, seus cabelos estavam coberto por um capuz.

    - Como que ele pode ter sido morto por um gato! - Exclama o lorde furioso que estava ao lado direito do Algoz.

    - Taiga não é um gato qualquer... - O Paladino então se levanta da mesa e começa a andar de um lado para o outro.

    Uma sensação de medo mais uma vez toma conta de Neku, estava incomodado com aquele trio. Sabia que não eram homens qualquer, queria acordar, queria sair daquele lugar e voltar ao mundo real.

    - Sendo ou não sendo gato qualquer ele deve ser punido, matou meu irmão... - O Algoz então lentamente abaixa sua cabeça.

    - Suponhamos que mandemos alguns mercenários qualquer atrás dele, só para testar suas habilidades, e então com base nisso podemos fazer um ataque melhor... O que acha? - O Paladino para de andar entre o Lorde e o Algoz e então apoia suas mãos na mesa esperando por uma resposta.

    - E o gatuno? - Pergunta o Lorde enquanto olhava seriamente para o Paladino.

    - Este eu tenho planos 'especiais' para ele... - O Algoz se levanta da mesa e então sai da sala, logo em seguida os outros dois o seguem para fora.

    ----------

    - Neku acorda! Estão aqui atrás da gente, temos que fugir! - Berra Jack tentando acordar Neku que estava na cadeira.

    - Vocês realmente não acham que podem fugir tão fácil, acham? - Um mercenário entrara no quarto enquanto Jack tentava acordar Neku, pingava sangue no chão de sua katar.

    Neku estava em um sono profundo, não conseguia acordar. Jack o sacudia com todas suas forças.

    - Vamos começar. - O mercenário então corre em direção de Jack que segurava Neku.




    Capítulo 2 reeditado tumém, poucas modificações x.x


    Última edição por Bear em Ter Jul 24, 2012 2:20 pm, editado 3 vez(es) (Razão : Reedição)
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    Capítulo 3 – Encontro Inusitado, Alberta e Payon.

    Mensagem  Power Ranger Azul Piscina em Qua Maio 09, 2012 6:40 pm

    Bom gente passei um bom tempo sem internet e por isso atrasou o capítulo três, mas aqui está ele pra quem ainda lê isso que eu ouso chamar de fanfic e_e
    Bom espero que gostem, e principalmente, espero que comentem com critícas/sugestões pra eu melhorar a fic @_@
    Ao Infinito e Alé-
    Digo... Ao Capítulo agora e.e




    Folhas e Doces

    Capítulo 3 - Encontro Inusitado, Alberta e Payon.

    Jack joga Neku para cima da cadeira, retira rapidamente sua adaga de sua bainha e com ela em punho esquiva do golpe da katar do mercenário e então acerta a barriga do inimigo, empurrando-o com a mão livre o joga para cima da escrivaninha que ficava perto da porta. Um pouco ofegante dá alguns passos para trás e passa a mão na boca.

    - Rápido, por aqui – Disse um arruaceiro na janela do quarto fazendo um gesto com a mão direita enquanto se segurava para não cair da árvore na qual havia escalado até chegar ao quarto.

    - Oh, Joe! – Exclama alegre Jack virando-se rapidamente para olhar o amigo.

    - Vai vir ou quer convite?! – Joe chama mais uma vez Jack, desta vez ele entra pela janela. – Vai indo, eu vou atrasar esse idiota.

    - Joe... Obrigado. – Jack pega Neku de cima da cadeira e o segura fortemente, puxa a mochila de Neku que estava no chão ao lado da cadeira e então vai em direção da janela pela qual Joe entrara no quarto.

    O mercenário balança sua cabeça para voltar aos seus sentidos e então ao notar que Jack estava saindo pela janela do quarto corre em direção dele, Joe retira rapidamente sua adaga que estava em seu cinto e bate na katar do mercenário que vai para trás, sem cair, Joe dá um passo para trás, olha seriamente para o mercenário e com um pesado suspiro diz;

    - Divida paga... Agora você... O que eu faço com você. – Resmunga Joe enquanto cruzava os braços e olhava para baixo.

    A madrugada de Alberta chega a ser mais assustadora que as suas noites mais escuras, Jack descera pela arvore pela qual Joe subiu ao quarto, de longe se ouvia o barulho gerado pela confusão causada pelos donos de bares expulsando os bêbados, e do outro lado dos barcos parando no porto, com toda certeza trazendo os produtos para serem vendidos, ou simplesmente trazendo passageiros. O vento batia nas palmeiras e fazia um som calmo, mais parecido com uma flauta, Jack pegou Neku e colocou com cuidado dentro de sua camisa para não cair, olhou um pouco ao redor e então correu, correu e correu até a saída do norte de Alberta, por entre as árvores correu mais e mais, até se perder, a manhã estava chegando, o sol nascia por entre as árvores abrindo caminho. Jack estava sentado no chão, colocou Neku ao seu lado, estava cansado, se deitou e colocou a mochila de Neku como travesseiro e dormiu;

    - Argh... Que dor de cabeça... Por Odin, acho que fui seqüestrado! – Resmuga Neku se levantando, ao olhar atentamente ao redor nota Jack deitado e dormindo, mais calmo então se aproxima dele. – Jack, o que aconteceu? Jack!

    Neku estava em cima de Jack, pulava para ele acordar. Jack então acorda, com o susto joga Neku para trás que se virá e cai de pé.

    - Aaaaah! – Berra Jack ao se acordar.

    - Calma, não vou te matar... Só se pedir. – Brinca Neku, seus olhos brilhavam, parecia estar falando sério, só parecia.

    - Ah, finalmente acordou... Você tem idéia do que aconteceu na noite passada?! Seu gato pulguento, na hora que eu mais preciso de você, você acha de dormir igual uma pedra! – Exclama Jack enfurecido se levantando rapidamente e indo em direção de Neku que estava no chão. – Nunca imaginei que uma criaturinha tão pequena poderia ter um sono tããão pesado!

    - Seja lá do que você ta falando, quero deixar claro uma coisa... – Neku então abaixa a cabeça, faz um gesto negativo, e a levanta rapidamente. – Não fui eu.

    - O quêêêêê?! Pois é, não foi você mesmo que teve que lutar com um mercenário sanguinário! – Protesta Jack pegando Neku do chão e balançando. – Eu vi a minha vida passar por diante dos meus olhos.

    - Em primeiro lugar, não sei do que você ta falando, em segundo lugar, você disse que queria lutar, e em terceiro lugar, como eu vim parar aqui?! – Neku então empurra Jack com as patas e cai ao chão, se despreguiça e então se senta e olha para Jack. – Vai me contar o que aconteceu ou eu vou ter que fazer carinha de gato com fome?

    - Simples, enquanto você dormia calmamente um mercenário entrou no nosso quart- Espera ai, você disse cara de gatinho com fome? – Diz Jack alevantando uma sobrancelha. – Eu quero ver!

    - Cala a boca continua. – Neku bate com a pata no rosto.

    - Certo, como eu dizia, enquanto você dormia um mercenário entrou no quarto da pousada e tentou nos matar... E se não fosse pelo Joe você estaria estirado em uma cadeira de uma pousada. – Jack então olha para baixo e vira de costas para Neku. – Que grande amigo que você é...

    - Epa, espera ae... Eu nunca abri minha boca e disse que somos amigos, a gente estava apenas se ajudando, certo? E outra coisa, quem diabos é Joe?

    - Ele é um arruaceiro amigo meu, o conheci em Morroc enquanto fazia parte de um clã chamado Areias do Deserto, o nome dele é Joe Morrow. Não sei o que ele estava fazendo em Alberta, e não sei como ele fez pra nos ajudar, mas ele nos ajudou. Ele apareceu no quarto na hora que o mercenário estava indo me atacar, ele despistou o mercenário enquanto eu fugia com você pela janela... – Jack se vira e olha para Neku que estava de cabeça baixa.

    - Você me salvou? – Indaga Neku engolindo em seco, estava sentindo uma sensação estranha, não sabia o que era.

    - Mais ou menos, na verdade foi o Joe que nos salvou eu só fiz correr com você igual um louco por metade da floresta. Só isso. – Jack então dá um pequeno sorriso.

    - Obrigado... Certo, mas agora que estamos aqui a gente precisa se organizar. – Neku olha para Jack e então começa a andar de um lado para outro.

    - Como assim se organizar? – Diz Jack enquanto se sentava e observava Neku.

    - Bom, a gente sabe que eles só vão parar de nos perseguir quando nos pegarem, a gente precisa de um plano. – Neku para de andar e se senta, olha para Jack como se esperasse alguma idéia. – Bom, a gente tem alguns problemas...

    - Alguns? Hahaha. Alguns problemas eu tive quando tentei roubar de um cavaleiro e levei uma pisa, a gente tem muiiitos problemas, é bastante diferente. – Jack então solta uma gargalhada, olha para Neku que estava de olhos fechados e balançando a cabeça.

    - Isso não ajudou em muita coisa... Sério. Os problemas a que eu me refiro é que, um, a gente vai ter esses chatos na nossa cola o tempo inteiro, não sei quantos dias podemos passar em uma cidade sem eles nos acharem, dois, eu realmente não me lembro de muita coisa, só do acontecido nos últimos dias, não sei se posso tirar a gente dessa situação. – Neku então dá um suspiro pesado, abaixa a cabeça e olha novamente para Jack. – E três, eu to com muita fome.

    - Hum... Um gato falante pela cidade chama muita atenção, maaaaas. – Jack então abre um grande sorriso e fecha os olhos.

    - As vezes você me assusta, diz logo o que tem na cabeça. – Neku passa a pata no rosto, sabia que possivelmente a idéia seria algo no mínimo estranho.

    - Bom, eu tenho um amigo que faz parte de uma trupe de circo, e se a gente souber fazer alguma coisa legal podemos entrar pra trupe dele...

    - Eeeer... Sério isso? Um circo? – Neku olha seriamente para Jack que se levantava do chão.

    - Claro que sim! Tem alguma idéia melhor? Se a gente entrar pra trupe dele a gente pode arranjar nomes falsos, ficaremos no máximo cinco dias em cada cidade e então partiremos para outra. É perfeito! – Exclama Jack batendo com a mão no peito. – Eu até que sou bom com arremesso de facas e malabares.

    - Fazer o que... Não temos nenhuma idéia melhor mesmo. Posso tentar malabares, e por ser um gato sou bom com saltos... Mas por favor, me promete que não vou ter que usar um nariz de palhaço. – Pede Neku olhando para Jack que passava a mão na cabeça e abria um sorriso.

    - Narizes de palhaços são legais! Mas se a gente vai se juntar mesmo com a trupe temos que ir pra Izlude, acho que ele ainda deve estar lá. Ah, e no meio da confusão com o mercenário consegui pegar sua mochila, ela ta bem ali. – Jack aponta para a mochila que estava no chão.

    - Certo, pega ela e vamos pra Izlude... – Neku então começa a andar para o sul de onde estavam, na verdade não sabia para onde estava indo, ele então para de andar se vira e olha para Jack. – Espera... Pra onde fica Izlude?

    - Acho que uns um dia de viagem a pé. Teremos de passar por Payon, que é há algumas horas daqui, mas deixa comigo eu sei o caminho para Payon. – Jack pega a mochila do chão e então vai para perto de Neku.

    - Caminho para Payon? E o de Izlude? – Indaga Neku um pouco receoso em deixá-lo guiar.

    - Eu disse que eu sei o caminho pra Payon, não sou um guia turístico, assim que a gente chegar lá podemos pegar algumas informações. – Os olhos de Jack estavam para dentro da floresta, não sabia exatamente o caminho para Payon, na verdade já o havia usado uma vez quando fugiu de Alberta, mas não se lembrava muito bem.

    - Argh, um dia andando por uma floresta com um pivete e sem comida. Que maravilha! Já que não temos muita escolhas... Mas, você sabe mesmo o caminho para Payon? – Neku olhava para Jack que ainda estava em pé ao seu lado olhando para a floresta.

    - Claro que sei, sou idiota, mas não tanto! – Jack então começa a andar, Neku solta um suspiro e o segue.

    Os dois rodam pela floresta de Alberta por cerca de três horas, o dia parecia passar devagar, a brisa batia por entre as árvores e fazia com que folhas caíssem ao chão, para algumas pessoas seria uma coisa linda de se ver, para Neku era apenas mais uma bobagem, estava cansado de andar, Jack estava convencido de que acharia o caminho para Izlude, após andarem muito os dois resolvem parar para descansar perto de uma árvore, alguns arbustos distantes eram a única coisa que enxergavam, e passarinhos cantando era a única coisa que ouviam, fora isso não se notava muito sinal de vida por perto, era ótimo pra eles saberem disso, podiam descansar despreocupados;

    - Jack, você é uma pessoa incrível, não conhece nem o caminho pelas terras de onde rouba, sério que incrível. Se eu fosse depender de você para fugir dos mercenários eu acharia melhor me entregar. – Resmunga Neku soltando um pesado suspiro, estava sentado de baixo da árvore, ao seu lado estava Jack, ofegante.

    - Se você é melhor, por que não mostra o caminho? – Diz Jack olhando de canto de olho para Neku que o ignorava.

    - É que... Eu quero evitar que nos percamos mais ainda. Só isso, mas é melhor a gente voltar a andar, se ainda queremos sair dessa maldita floresta hoje. – Neku então se levanta e olha para Jack que se levantava também, os dois então começam a andar por entre as árvores novamente.

    - A gente já não passou por aquele arbusto que tem a cara de um Orc? – Pergunta Jack passando a mão no queixo, seu rosto estava fixado no arbusto, em sua costa estava a pequena mochila de Neku.

    - Sei lá, pra mim todos os arbustos tem cara de Orc’s, por que eles são... Verdes?

    - Pode ser... Baah, vamos continuar por... – Jack então cobre os olhos com uma mão e roda a outra pelo ar, como se estivesse tentando escolher.

    - Eu me pergunto por que fui deixar você guiar... – Neku olhava com uma sobrancelha arqueada para Jack.

    - Por ali! – Exclama Jack apontando para uma parte da floresta, que estava escura, as grandes folhas das árvores impediam que o sol batesse completamente por ali. – Vamos por lá!

    Jack ao levantar seu pé para andar um estrondo é ouvido, ele então cai ao chão assustado, logo um cavaleiro aparece montado em um Peco Peco, Neku um pouco sem ação olha para Jack e olha para o cavaleiro que havia parado, estava olhando para Jack que estava no chão.

    - Por favor, faça o que quiser com o gato, só não bata em mim! – Jack cobre o rosto com os braços, parecia estar realmente assustado.

    Caramba, a pisa que ele levou do cavaleiro deve ter deixado ele traumatizado... - Pensa Neku olhando para Jack que estava jogado ao chão. - Miau? – Neku tenta disfarçar dando uma miada fajuta.

    - Ele ta mentindo! Ele sabe falar! – Jack então empurra Neku com seu pé direito, enquanto cobria parte de seu rosto com as duas mãos.

    - Calma garoto, não vou ferir você... Você está bem? – Pergunta o cavaleiro descendo de seu Peco, o Peco era grande e tinha penas tão douradas quanto uma barra de ouro cintilante, seus olhos eram vermelhos como dois rubis e em sua cabeça dava para notar uma pena azul, diferente de todas as outras, por algum motivo dava para sentir que aquele peco era especial, o cavaleiro retira seu elmo metálico deixando a mostra seus cabelos escuros, seus olhos de um azul claro fariam qualquer odalisca se apaixonar por ele, em sua cintura estava uma Lâmina, em sua costa um escudo redondo, parecia ser um Broquel.

    - Eer... Não vai mesmo? – Diz Jack olhando para Neku e depois para o cavaleiro, Jack então pega Neku do chão e aponta para o cavaleiro. – Olha eu tenho um gato e não tenho medo de usá-lo.

    - Eu acho que você bateu a cabeça... Ainda agora falou que o gato fala, e agora ta tentando usar ele como arma? – O cavaleiro então se ajoelha para ficar da mesma altura de Jack que estava no chão segurando Neku com as duas mãos a frente de seu rosto.

    - Ele não bateu a cabeça não, acho que ele é assim desde que nasceu. – Neku então se balança e cai ao chão. – Acho que já vi você... Passou por acaso pela floresta de Amatsu?

    - Uau! Um gato que fala! – O cavaleiro cai ao chão sentado, estava pasmo com a situação.

    - Baah, é normal ele falar, chato é fazer ele parar. – Jack então se senta direito, cruza os braços e olha seriamente para o cavaleiro. – Sério, não vai fazer nada com a gente? Tipo atacar.

    - Jack seu cabeça oca, se ele quisesse machucar a gente teria simplesmente passado com o Peco por cima da gente, principalmente por cima de você enquanto estava jogado no chão assustado igual uma menininha. – Resmunga Neku olhando para o Peco que estava parado, apenas balançando a cabeça, parecia estar tentando entender a situação.

    - Isso é verdade. Espera, me chamou de meninha?! Oras seu, não se por que não te mato! – Berra Jack ao notar o que Neku havia dito.

    - Calma vocês dois. Eu já disse que não vou machucar vocês, e outra coisa... Passei sim pela floresta de Amatsu, como você sabe? – Indaga o cavaleiro se levantando do chão, ele então passa a mão pela armadura para limpá-la.

    - Vamos dizer que você me ajudou ao assustar alguns Kaphas, o que você fazia lá e o que está fazendo aqui? – Pergunta Neku olhando seriamente para o cavaleiro, sabia que estava fazendo com que a situação se parecesse com um interrogatório.

    - Prefiro não dizer... O que vocês fazem aqui na floresta? – O cavaleiro pareceu se incomodar com a pergunta de Neku, ao terminar de perguntar ele cruza os braços e olha para os dois, queria uma resposta.

    - Ele prefere não dizer. – Diz Jack olhando para Neku.

    - Haha, brincadeira dele. A gente ta indo pra Payon pra depois ir pra Izlude, só que o louco aqui. – Neku então faz um gesto com sua cabeça que aponta para Jack. – Fez a gente andar em círculos por mais de duas horas.

    - Eu estou indo para Payon, caso queiram vir. – O cavaleiro descruza os braços e anda em direção do peco, sobe nele, e olha para os dois que se encaravam.

    - Como que eu vou ter certeza de que você não vai nos trair e nos vender para alguém? – Pergunta Jack se levantando e passando a mão pela sua roupa para limpá-la, ele então se abaixa e pega a mochila de Neku que havia caído ao ter caído ao chão.

    - Tipo como você fez comigo quando ele apareceu? – Neku então joga seus dois olhos para cima de Jack que olhava para o lado, como se estivesse evitando a pergunta.

    - Mais ou menos isso... – A voz de Jack saiu mais como um sussurro, sua mão direita passava por sua cabeça freneticamente. – Não que eu esteja falando que você vá nos vender é claro, estou apenas supondo.

    Lá vem ele com as suposições, tava demorando... – Pensa Neku enquanto revirava os olhos.

    - Vocês podem confiar em mim e irmos juntos para Payon, ou eu posso passar com meu Peco por cima de vocês. – Diz o cavaleiro enquanto acariciava o peco que retribuía o favor fazendo um som.

    - Sério? – Jack dava um passo para trás e engolia em seco. – Eu sou muito novo para virar pó, ainda mais pó de baixo da unha de um Peco.

    - Não, to brincando. Agora é sério, vocês vão comigo para Izlude ou podem ficar rodando pela floresta.

    - Prefiro ir com ele e virar escravo do que ter que andar por mais duas horas por essa floresta com esse louco. – Neku se aproximou do Peco e então apontou para Jack que lhe olhava de canto de olho.

    - Tá certo então... Espero que não nos venda hein! Ah, a propósito, eu sou Jack e esse. – Jack então aponta para Neku que estava perto do Peco, pulando para que alguém o subisse no mesmo. – É o Neku, qual seu nome?

    - De onde vocês vieram? – Pergunta o cavaleiro com um tom meio sério.

    - A gente veio de Alberta... Por que a pergunta? – Indaga Neku olhando para Jack que se espreguiçava e andava em direção do peco.

    - Então podem me chamar de Alberta. Vamos logo, suba no Peco. – Alberta então bate com a mão na cabeça do Peco que se abaixa para que Neku suba.

    - Você é uma pessoa muito diferente... Eu gosto disso! – Jack bate com a mão no peito e segue para perto do Peco, e então monta no mesmo, ficando logo à frente de Neku que se segurava para não cair. – Antes que eu me esqueça, qual o nome do Peco?

    - Já que a gente ta indo pra Payon, pode chamar ele de Payon. – Alberta bate com seus pés no Peco e então segura as rédeas com as mãos, o peco começa a se mover floresta adentro.

    - Eu só não entendo uma coisa. – Resmunga Neku enquanto se segurava com suas patas nas penas de Payon.

    - Uma coisa? Bom pra você, eu não to entendo nada do que ta acontecendo. – Brinca Jack dando uma gargalhada.

    - O que é? – Pergunta Alberta sem olhar para trás, seus olhos estavam fixados no caminho que o Peco estava seguindo, suas duas mãos não largavam as rédeas.

    - Por que um cavaleiro iria parar de sua jornada para ajudar um moleque que mais parece um delinqüente juvenil e um gato? – Neku então bate com uma de suas patas em Jack que sem entender concorda.

    - Ééé. – O rosto de Jack demonstrava que não entendia o sentido da pergunta de Neku, porém assim mesmo estava concordando com um tom sério.

    - E outra coisa, não sei se posso chamar de coincidência você estar em dois lugares onde eu preciso de ajuda... – Neku então fecha os olhos por um momento e respira fundo. – E também não sei se posso confiar plenamente em você, não me entenda mal.

    - Vamos dizer que eu tenho meus motivos para ajudar vocês. – Responde rapidamente Alberta, desta vez virando só um pouco sua cabeça.

    - Espero que não seja para nos transformar em escravos e nos mandar lavar Pecos sujos... – Jack parecia falar sério sobre o assunto, as vezes parecia que pra ele qualquer coisa virava assunto sério, ou brincadeira.

    - Calado Jack, pode deixar que eu falo. – Neku então bate com uma pata em Jack que põem a mão na boca. – Você não respondeu à minha segunda pergunta.

    - Eu disse que era difícil fazer ele parar de falar. – Resmunga Jack com a mão na boca.

    - E sobre eu aparecer em dois lugares onde você precisa de ajuda, não sei o que eu ganharia com isto, a não ser que eu seja de alguma associação de proteção de gatos em perigo, você pode chamar de coincidência, ou simplesmente de sorte. – Alberta balança sua cabeça negativamente, e então olha novamente para frente.

    - É... Eu acho que você ta certo. – Confirma Neku, que bate com a pata em Jack, mais uma vez.

    - Que foi agora? – Sussurra Jack virando sua cabeça para trás para olhar para Neku.

    - O estrondo, pergunta sobre aquele barulho que a gente ouviu. – Neku havia diminuído sua voz com o intuito de fazer com que Alberta não ouvisse, não queria que ele pensasse que Neku era o curioso da dupla e que ele fazia todas as perguntas.

    - Vocês ouviram? – Indaga Alberta dando uma pequena risada.

    - Caramba, ele ouviu. – Diz Jack um pouco impressionado. – Nem eu ouvi, e olha que ele tava falando comigo.

    - Sheesh... Sim, a gente ouviu, você sabe algo sobre isso? – Neku então levanta sua cabeça, e nota alguns pássaros voando, passando rapidamente por perto de uma árvore nota um ninho, parecia ser do mesmo pássaro que havia visto, aquilo havia chamado sua atenção, jamais antes havia se preocupado ou simplesmente parado para olhar coisas assim, sempre havia se preocupado apenas consigo mesmo e com sua sobrevivência, pelo menos era assim que se sentia a respeito de seu passado.

    - Eer... Sim, eu sei o que é, mas prefiro não comentar, assim que a gente chegar em Payon a gente conversa sobre isso, certo? – Alberta balançando as rédeas e batendo duas vezes com os pés em Payon, seu Peco, faz com que ele corra mais depressa.

    - Certo então, não temos muitas escolhas mesmo. – Concorda Neku um pouco desapontado por Alberta não ter respondido a sua pergunta logo, sabia que era por que ele queria evitar a conversa, sentia que era por causa disto.

    Olhando para Jack que estava se segurando nas penas de Payon olhando para frente, Neku vira sua cabeça para cima e sente a leve brisa vinda da velocidade que Payon estava correndo, fecha seus olhos e começa a pensar, queria tentar entender a situação, ou pelo menos por que até aquele momento a vida estava sendo generosa em todos os sentidos, porém sabia que tudo aquilo ia mudar. Pois a felicidade tem seus limites, e tudo que tem seus limites há de acabar, e Neku não queria atingir o limite, queria simplesmente viver o momento, ou então descobrir mais sobre ele.
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    Capítulo 4 – Conexões ao Passado.

    Mensagem  Power Ranger Azul Piscina em Qua Maio 09, 2012 6:45 pm

    Certo, já que tá sendo dificíl pra mim vir ao cyber, vou deixar logo dois capítulos, quem ler espero que comente pra me dar um forcinha pra ajeitar caso tenha algo errado.

    Ao capítulo \õ/




    Folhas e Doces

    Capítulo 4 - Conexões ao Passado.

    O dia se passava, o sol entristecia junto com a tarde que se aproximava, alaranjado batendo nas árvores o sol fazia com que Neku se sentisse estranho, não sabia se era por estar viajando com alguém que mal conhecia, neste caso Alberta, ou simplesmente era uma sensação sem motivo aparente, a única coisa que lhe interessava era que podia conhecer mais sobre o seu passado caso ficasse em alguma cidade, e com a ajuda de Jack esperava poder descobrir tudo a respeito de si mesmo. Estava feliz por isso, pelo menos assim que queria se sentir. Neku estava junto de Jack, montados em Payon, o peco do cavaleiro ainda misterioso que pediu para ser chamado de Alberta, estavam à caminho de Payon, o caminho até então havia sido sem muitas novidades, e nenhuma surpresa, se é que havia alguma.

    - Estamos muito longe de Payon? – Pergunta Neku um pouco inconformado com a demora para chegar à Payon, estavam andando pela floresta já há um bom tempo, não tanto quanto havia perdido andando em círculos com Jack.

    - Não muito, mais alguns minutos, eu acho. – Alberta, o cavaleiro estava calado desde que havia terminado a conversa anterior a respeito do estrondo.

    - Esta fazendo o que aqui na floresta, Alberta? – Jack pareceu estar com sono, pois deu um bocejo logo após a pergunta.

    - Pois é ainda há muitas coisas que você não nos explicou... – Neku estava meio que perdido, olhava ao redor pensando em como seria viver em uma floresta, e melhor, pensava se já viveu em algum lugar parecido antes de perder a memória.

    - Já disse, conversamos assim que chegarmos à Payon. – Segurando as rédeas Alberta às balanças, e então fazendo um som com a boca fez com que o Peco aumentasse muito mais a velocidade, Neku por pouco não cai, se segurou com suas patas nas penas douradas de Payon.

    - Uou, calma ae rapaz, a gente não ta com tanta pressa assim. Nunca tinha visto um Peco tão rápido, ele é realmente muito diferente de qualquer um que eu tenha visto antes. – Diz Jack enquanto se segurava para não cair, seus olhos estavam focados para a costa de Alberta.

    - Ele é muito especial, pra falar a verdade ele é um dos motivos de eu ter ido para Amatsu... Mas deixemos essa conversa para quando chegarmos a Payon. – A voz de Alberta estava estranha, parecia tentar esquivar-se do assunto, como se fosse algo ruim para ele.

    Ele chega a ser tão estranho quanto o Jack... – Pensa Neku olhando para os dois que estavam de costas para ele.

    As árvores passando rapidamente pelos lados encantaram a vista de Neku desde a hora que parou para olhar atentamente, não sabia por que, mas aquilo parecia ser algo muito... Bom. Assim que pensava pelo menos, ou assim que sentia que devia pensar. Diferente das grandes construções que as coisas faziam, aquilo era algo tão bom de ver, tudo bem que as vezes para ele tudo aquilo não passava de bobagem, mas aquela bobagem lhe agradava, diferente da maioria das coisas. Estava inconformado com o fato de um cavaleiro ter parado para lhes ajudar, já tinha aceitado, mas estava inconformado com aquilo. Sabia que algo ele iria querer em troca e Neku rezava para não ser sua vida ou a de Jack. O tempo parecia demorar a passar, sabia que aquilo era normal já que estava ansioso com a chegada à Payon. Neku estava atento a tudo que passava, tinha vezes que fingia como se não estivesse na floresta, e sim de volta à Amatsu junto de seu amigo ninja Sukyo, não sabia se ele estava bem e isto era outra coisa que lhe incomodava.

    - Ótimo vamos chegar à Payon sem nenhum problem- - Alberta é interrompido por um estrondo parecido com que havia sido ouvido logo atrás, mais adentro da floresta. Logo a frente já podia se notar o arco que levava para dentro da cidade. – Droga! Se segurem, vamos ter de nos separar assim que chegarmos a Payon, certo?

    - Por quê? O que foi? – Indaga Jack estranhando o que estava acontecendo.

    - Não interessa, me encontrem amanhã logo pela manhã na saída oeste de Payon. Cuidado com as capas brancas. – Alberta faz com que Payon se balançasse de um jeito espantoso, fazendo com que Jack e Neku caíssem ao chão, logo em seguida corre em direção da cidade.

    - Consegue me explicar o que aconteceu? – Pergunta Neku se levantando, não estava entendendo nada, e melhor, queria não entender, sabia que era algo perigoso.

    - Não consigo nem explicar como sobrevivemos dois dias consecutivos, como vou poder explicar isso? – Jack começa a rir e então se levanta. – Não sei por que, mas acho que o Al precisa mais da nossa ajuda do que a gente da dele.

    - Al? Garoto você coloca apelido em qualquer pessoa hein. Mas também acho o mesmo. – Neku então se vira e olha para o caminho que seguiram junto de Alberta. – Não vejo ninguém nos seguindo, é melhor a gente ir logo pra Payon.

    - Eu coloco apelido em quem eu quiser. E vamos logo mesmo, to com fome. – Jack pega Neku do chão e então começa a andar em direção da cidade.

    - Eu sei andar, tá certo? Me coloca no chão, acho muito estranho esse papo de me carregar. – Protesta Neku se jogando ao chão.

    - Não foi isso o que você disse nas outras vezes que eu te carreguei... Mas cortando o assunto, vamos logo. – Jack começa a andar em direção da entrada de Payon, perto dela estavam alguns arqueiros e espadachins conversando, dava para se notar pessoas entrando e saindo. – Poxa que pena, o pêlo dele é tão macio... – Pensa alto Jack olhando para o lado oposto ao de Neku.

    - Eu ouvi... – Neku o segue logo atrás.

    A tarde estava cada vez mais escura, dava para se notar no céu sinais de que iria chover, nuvens escuras se amontoavam em cima da cidade de Payon, aquele realmente não era um dia muito bom para se visitá-la, atravessando pelo arco que levava ao centro da cidade os dois, Neku e Jack, notam ferreiros e alqumistas com capas brancas, algo estranho já que na maioria das vezes quem usava capas era cavaleiros e templários, aquilo havia chamado a atenção de Neku, pois Alberta havia citado algo sobre capas brancas. Após dar os primeiros passos para dentro da cidade Neku começa a cambalear, dando mais alguns passos cai ao chão inconsciente.

    - Neku! Neku! – Berra Jack no ouvido de Neku que estava no chão jogado. – Droga, esse gato é mais problemático do que eu imaginava...

    ----------

    O cenário de Payon não parecia mudar durante os quatro meses que Neku havia passado na cidade, ter fugido da Agência Pata de Gato por causa de um roubo não pareceu ter sido uma boa idéia. Estava em Payon atrás de informações, queria saber mais sobre a associação para qual trabalhava, e o roubo que deveria lhe ajudar acabou mais a lhe atrapalhar, deixou cair o diário de um dos encarregados que havia roubado durante sua fuga. Sabia que cedo ou tarde eles iriam aparecer, e normalmente eles não eram muito simpáticos quando tratam sobre assuntos do gênero. Já havia se encontrado com alguns cavaleiros e mercenários enviados por eles, havia dado conta deles os subornando, persuadindo que era simplesmente um a gente da Agência Pata de Gato em busca de informações sobre produtos na cidade de Payon, ou então apenas os silenciando usando suas garras.
    Era cerca de sete horas da manhã de um sábado, a chuva fraca fez com que alguns mercadores do centro de Payon tomassem abrigo dentro de lojas ou de pousadas, Neku estava caminhando pelo centro da cidade, estava indo se encontrar com uma amiga que tinha informações sobre as ações da agência, eles se conheciam há muito tempo e ela o havia ajudado a fugir do acampamento da agência perto de Esplêndor, esperava que as informações dela pudessem tirá-lo do constante perigo que corria.

    Realmente espero que a Kury tenha informações boas pra mim... – Pensa Neku enquanto andava a passos curtos, estava em frente do castelo de Payon, havia combinado de se encontrar com sua amiga Kury logo atrás do castelo, sabia que por causa da chuva não devia ter muitos guardas por perto.

    Contornando o castelo já podia ver a cauda amarelada de sua amiga, ela estava em pé, pose que Neku não gostava muito de ficar, encostada na parede do castelo o rosto de Kury dizia algo que “você está em perigo, vá embora e se esqueça de mim”. Sabia que ela devia ter notícias ruins e estava com medo das mesmas.

    - Taiga... Que bom que você está vivo. – A voz de Kury era suave e fazia com que o coração de Neku palpitasse, gostava de estar perto dela, pois se sentia muito mais normal.

    - Falando assim você me assusta... Por que eu não estaria? – Neku, ou Taiga que é seu nome verdadeiro, se aproximou de Kury e se sentou logo a sua frente.

    - Eles irão mandar uma equipe da agência atrás de você, você sabe que eles não admitem essas coisas entre nós mesmos... – Kury se abaixa para ficar na altura de Neku que se recusava a ficar em pé. – Você deve ir embora de Payon. Vá para Izlude, o tumulto por causa da guilda dos espadachins deve lhe esconder por algum tempo.

    - Eles podem mandar uma equipe, ou todas que tiverem, não vou desistir. Quero saber mais sobre essa agencia, quero saber mais quem somos, não apenas o que os meus pais em contaram, e eu quero saber mais sobre o roubo que aconteceu em nossa casa... – Neku olhava para o lado, se recusava a olhar nos olhos azuis claros de Kury, sabia que ela iria tentar lhe impedir.

    - Pensei que você já tinha se esquecido disso... Você está obsessivo com essa vingança, você não tem culpa por seus pais terem sido seqüestrados no roubo. Me ouça. – Kury então leva a pata até o rosto de Neku e o vira para ela. – Seus pais não iriam querer você morrer... Você roubou um dos responsáveis da agência, seu gato burro, ele vai querer arrancar sua cabeça para brincar como se fosse um brinquedinho.

    - Vou para Izlude, não tenho mais informações para pegar aqui em Payon... Mas não vou parar de tentar descobrir sobre eles... – Neku então abre um sorriso. – Você não devia estar em outro lugar?

    - Sim, fui mandado para Payon para pegar uma encomenda de um mercador, tenho de voltar logo se não podem desconfiar. Te encontro daqui a vinte dias, em Izlude. E não se esquece, não seja pego por nada nem ninguém. – Dando um beijo no rosto de Neku, Kury se distancia e logo sai da linha de visão de Neku.

    Ela realmente sabe como me deixar assim... Bom, ta na hora de juntar as tralhas e ir embora. Tenho que avisar pro Lou onde será a nossa próxima parada. – Pensa Neku enquanto dava de ombro e sai de trás do castelo, a passos leves e curtos pisava nas poças que não se enchiam mais, pois a chuva fraca já havia parado.

    ----------

    Neku estava em uma quarto de uma pousada, em cima de uma cama e logo ao seu lado estava sua mochila, logo ao lado da cama estava a janela do quarto, de madeira e alguns detalhes florais, estava fechada, de dentro do quarto dava para se ouvir a chuva pesada, batia no telhado e parecia que estava caindo pedras. Jack não estava no quarto, possivelmente comprando alguma coisa para comer, se virando um pouco na cama e resmungando algumas palavras, Neku estava dormindo.

    - Pata... De... Gato – Neku estava rolando de um lado para o outro na cama. No momento em que Neku resmungava Jack entrava no quarto segurando duas sacolas plásticas, uma em cada mão.

    - Neku? – Sussurra Jack para si mesmo, ele coloca as sacolas em cima de uma cadeira que ficava logo ao lado da porta do quarto e se aproxima do amigo.

    - Lou... Kury... Izlude.

    - Interessante. - Jack se aproximou mais ainda Neku, queria ter certeza do que ouvia, chegando cerca de um palmo de distância entre seu rosto e o de Neku.

    - Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! – Berra Neku ao se acordar, então empurra o rosto de Jack com suas patas e vai para trás, na cama, se segurando para não cair da mesma.

    - Nossa, eu sábia que eu era feio, mas não exagera. – Jack então sai de cima da cama e cruza os braços. – Quando eu acho que já de tudo de você, Neku, você sempre me surpreende.

    - Era preciso você ficar tão perto de mim?! Coisa estranha, moleque estranho! – Neku parecia estar zangado, se senta na cama e então olha para Jack. – O que diabos aconteceu? Como eu vim parar aqui?

    - Eu sábia que gatos tinham medo de água, mas desmaiar só por que ia chover, isso é um exagero. – Responde Jack, se aproximando da cadeira na qual deixou as sacolas plásticas as pegas e então joga uma em cima da cama. – Não sei muito bem do que você gosta de comer, por isso comprei alguns doces, frutas e alguns bolinhos de arroz.

    - Eu não tenho medo de água... Não sei por que, mas sonhei comigo aqui em Payon, parecia ser muito tempo atrás... Tinha uma gata chamada Kury, e eu falei de alguma coisa relacionada à Agência Pata de Gato, e a uma pessoa chamada Lou... – Neku se aproxima da sacola plástica que estava em cima da cama, usando uma pata a abre, e então retira um bolinho de arroz que estava enrolado em uma folha de palmeira. – Meus favoritos.

    - Eu ouvi você falar alguns nomes, mas acho que perdi a parte em que você fala sobre a Agência Pata de Gato, você falou dois nomes, Kury e Lou, e o nome da cidade de Izlude... – Jack abre a sacola plástica que estava em sua mão e então retira um Pão de Carne, vai para perto da cama e se senta.

    - Agência Pata de Gato... Droga, não importa quanto eu tente me lembrar, não me lembro de nada. – Neku então dá uma mordida no bolinho de arroz.

    - Nunca me encontrei com um deles, ouvi falar que são gatos que falam, poucas pessoas sabem alguma coisa a respeito deles. – Já sentado na cama, Jack dá uma mordida no seu pão de carne.

    - Eu me lembro dessa gata, Kury, me mandar ir para Izlude... Talvez eu possa encontrar mais informações lá. Quanto tempo eu estive dormindo? – Pergunta Neku com medo de Jack falar algo como ‘dois dias’ ou ‘uma semana’.

    - Três horinhas, é melhor a gente terminar de comer e dormir, a gente vai ter que se encontrar com o Al amanhã pela manhã. – Jack então dá mais uma mordida no seu bolo de arroz, então se levanta e vai para perto da porta do quarto. – Me esqueci de comprar alguma coisa pra gente beber.

    - Tinha que ser você... – Resmunga Neku um pouco confuso com seu sonho, estava no momento preocupado com a gata Kury, da qual mal se lembrava, curioso sobre o garoto Lou, e com medo da agência... Nunca havia sentido medo antes, mas assim que estava se sentindo pensando neles.

    - Eu ouvi. Pelo menos eu não desmaio quando entro nas cidades. – Jack então dá uma risada e sai do quarto, deixando apenas Neku, sentado na cama.

    Esse garoto... Me irrita as vezes. – Pensa Neku enquanto terminava de comer seu bolinho de arroz.

    Jack desceu rapidamente a escada de madeira envelhecida da pousada, passando rapidamente pelo local onde os hóspedes comiam ele consegue notar os mesmos ferreiros e alquimistas de capa branca, entretanto não consegue ouvir nada da conversa deles, se distanciando da escada e de Neku, Jack se aproximava da porta da pousada, perto dela estava alguns cavaleiros e gatunos que haviam entrado na pousada só não para se molharem na chuva, Jack então sai da pousada.
    A chuva pesada fazia com que gotas se espalhassem a distâncias grandes, pessoas mesmo de baixo de abrigo ainda se molhavam, a grande árvore no centro de Payon também servia de abrigo, mesmo que não protegesse nada da chuva, assim mesmo alguns mercadores iam para de baixo dela só para não parar de vender. Jack estava logo na saída da pousada, se recusando a dar mais passos, de baixo da árvore pôde notar o mercador com quem havia comprado as comidas, correndo ele se aproxima do mesmo.

    - Olá. – Diz Jack olhando a mercadoria que estava em cima de uma mesa de madeira, coberta por um plástico transparente para que a água não caísse na mesma.

    - Oh, Jack. Esqueceu de algo? – O mercador então se levanta do banco no qual estava sentado.

    - Sim, Calton, me esqueci de comprar as bebidas, tem do quê ai? – Jack então coloca a mão no bolso de trás de sua calça, retirando algumas moedas.

    - Vejamos. – Calton pega uma mochila que estava perto do banco no qual estava sentado e então a abre, dentro dela algumas bebidas embrulhadas em papel. – Agora eu só tenho suco de uva.

    - Oba, adoro suco de uva. Vou levar. Quanto é? – Jack abre um grande sorriso e então passa a mão na boca.

    - É trinta zenys, vai levar só um? – Pergunta Calton logo retirando um suco de uva, pensava que ele iria levar só um.

    - Não, não. Vou levar dois. – Jack entrega os sessenta zenys para Calton e pega o suco da mão de Calton.

    - Você ainda agora comprou comida pra quatro pessoas, e agora vai levar suco pra duas. Tá acompanhado de alguém? – Indaga Calton retirando outro suco de dentro da mochila, em seguida entrega para Jack.

    - Eer... Não, não to não, é que eu to com muita fome. – Mente Jack, não sabia se devia contar a respeito de Neku, podia chamar atenção, e sábia que eles não queriam isso. – Certo obrigado.

    - De nada, caso precise sempre tenho outros produtos! – Calton deixa a mostra o seu verdadeiro lado de mercador fazendo um convite para comprar outras mercadorias.

    - Pode deixar. – Jack então se distancia do mercador e vai em direção da pousada, a chuva já vinha enfraquecendo e logo iria parar.

    Neku havia parado para olhar melhor ao redor do quarto, o quarto era todo em madeira, havia apenas uma cama no quarto, uma pequena mesa perto da cama, a única cadeira que tinha no quarto era a que estava perto da porta, alguns detalhes feitos na madeira eram realmente bonitos, e faziam com que Neku pensasse em quais tipos de pessoas tinham por fora daquele lugar, para ele aquela era a primeira vez que estava em Payon, mesmo sabendo que já esteve antes de perder a memória. Neku estava deitado na cama contemplando o som da chuva já fraca, gostava do som, fazia como se fosse um tambor, batendo no telhado de palha da pousada, fazia um som gostoso. O som da porta se abrindo fez com que Neku se espantasse, se sentando ele olhava para a porta e então olhava para sua mochila que estava em cima da cama, queria pensar que se fosse um inimigo quanto tempo iria levar para ele ir até a mochila, abrisse-a e então retirasse uma kunai.

    - Voltei. – Disse Jack entrando no quarto, carregava duas pequenas garrafas de suco, uma em cada mão, havia aberto a porta do quarto com seu pé, ele então se aproxima de Neku que estava sentado em cima da cama e então dá uma garrafa para ele, que prontamente se senta e a bebe.

    - Pensei que podia ser algum inimigo. – Diz Neku dando um gole em seu suco, estava usando as duas patas, coisa que não fazia com costume.

    - Há, se fosse eu te mataria em poucos segundos. – Brinca Jack dando uma gargalhada e então dando um gole em seu suco.

    - Garoto, não me julgue só por que eu sou um gato e sou fofo. – Neku olhava de canto de olho para Jack que estava sentado ao seu lado.

    - Eer... Eu falei brincando, e você não é fofo... Não tanto. – Jack estava olhando para o teto do quarto.

    - Payon está muito cheia? – Pergunta Neku em uma tentativa de quebrar o silêncio no qual o quarto iria se tornar.

    - Nem tão cheia, o de sempre. – Responde rapidamente Jack, já havia terminado de tomar seu suco, ele então joga a garrafa no chão e se deita na cama.

    - Ah, tinha me esquecido de perguntar para você antes de sair do quarto, você por acaso não viu ninguém usando capa branca por aqui, viu? – Indaga Neku dando mais um gole em seu suco que já estava pela metade.

    - Eles tão lá embaixo comendo, dois ferreiros e um alquimista. – Jack então dá um bocejo longo seguido de um esfregão nos olhos.

    - O Al, digo... Alberta disse que é pra gente ter cuidado com eles... – Neku então olha para Jack que já estava dormindo. – Esse garoto não é normal... É melhor eu dormir também. – Neku então dá um último gole em seu suco e então faz igual a Jack e joga a garrafa no chão, em seguida se deita perto de sua mochila e cai no sono.

    Já era de noite quando Alberta saia de uma casa em Payon, seu rosto coberto por um capuz negro fazia com que as pessoas não o olhassem diretamente, não estava na companhia de Payon, seu peco peco. Alberta esta em pé na frente de uma casa tradicional de Payon, olhava de um lado para o outro como se estivesse procurando por alguém, dá um suspiro fundo e então começa a andar, seus passos pesados o levavam para perto do palácio de Payon, logo na entrada os guardas vigiavam para que nenhuma pessoa perigosa entrasse no palácio, Alberta apenas olhava de longe, não gostava de se meter com guardas de cidades, mesmo sendo um cavaleiro. Mais uma vez com seus passos pesados e longos se distanciava do palácio, desta vez com a cabeça baixa ele estava indo em direção da loja de utilidades da cidade, logo na entrada estava alguns mercadores, nenhum de característica chamativa, coisa que o assustava, já que os mercadores que ele conhecia usavam coisas chamativas, como enormes chapeis ou placas na cabeça. Apoiando sua mão direita contra um pilar da entrada da loja ele encarava o vendedor, parecia ser jovem, cabelos sutilmente loiros e olhos negros, o rosto de marcas grossas o fazia parecer um pouco inteligente, o vendedor sutilmente balança sua cabeça positivamente, Alberta então retribui o gesto passando a mão no queixo;

    - Desculpe aos clientes, mas vou ter que fechar a loja. – O vendedor então sai de trás do balcão e leva os dois clientes que estavam logo a sua frente para fora da loja, logo ele fecha a porta e então volta para trás do balcão. – Alguma boa notícia?

    - Ótima. Recuperei o que eu tinha ido atrás. – Alberta então retira o capuz, deixando a mostra seu rosto, nele estava estampado um enorme sorriso, seus olhos semi-fechados eram um sinal do quão grande estava o seu sorriso.

    - Eu vi alguns capas brancas andando pra cidade, imaginei que você tinha fracassado e então tinha fugido... Me enganei. – O vendedor então retira de trás do balcão um envelope vermelho, selado por uma fita branca. – Não é muito, mas espero que possa lhe ajudar a criar uma nova vida, em algum outro lugar quem sabe...

    - Como assim? – Indaga Alberta não estava entendendo o que o amigo estava falando, seu enorme sorriso havia dado espaço para uma expressão de susto.

    - Não banque o idiota, você já tem o peco, e os capas brancas só vão parar de te seguir quando tiverem sua cabeça em uma bandeja, e o peco de volta com eles. Não seja tão ingênuo quanto meu pai foi... Se meter com esses caras pode fazer com que seu corpo seja usado como cobaia de testes. – O vendedor segura o envelope e joga para cima de Alberta que o agarra.

    - Pensando desse modo... Bom, estou pensando em ir pra Izlude. Quem sabe eu não consiga alguma coisa lá. – Alberta então abre o envelope e olhando rapidamente o dinheiro se assusta com a quantidade. – Isso é muito dinheiro, muito mesmo... Não posso aceitar.

    - Izlude? Não é uma má idéia, mas acho que uma cidade como Morroc ou Geffen fosse melhor, qualquer lugar, exceto Aldebaran, sabe que lá é a sede deles... – O vendedor então se levanta e vai em direção de Alberta que estava o olhando atentamente. – Isso é o mínimo que eu posso fazer, por favor, aceite, tenho certeza que poderá fazer melhor com ele do que eu.

    - Droga... Não posso aceitar, você ficará sem nada. Você já se arriscou e me ajudou o bastante me dando aquelas informações... – Alberta então leva a mão que estava segurando o envelope para frente do amigo que usa as duas mãos para empurrá-lo de volta.

    - Por favor, se não aceitar vou achar um insulto. – O vendedor virasse e dá alguns passos, ele então para. – E a propósito, estaria me fazendo um enorme favor levando esse dinheiro, se eu estiver ele comigo pelas próximas uma semana é capaz de eu acabar morto...

    - Certo então, vou levá-lo comigo, mas não vou usar todo, prometo que te devolvo assim que conseguir apagar meu rastro. – Alberta então coloca novamente o capuz e vai em direção da porta da loja. – Te vejo por ai...

    - Espero. – O vendedor então vai para trás do balcão e se senta, olhando para o vazio que se encontrava a loja, começa a chorar.
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    Re: Folhas e Doces - O Conto de um Gato

    Mensagem  Power Ranger Azul Piscina em Qua Maio 09, 2012 6:56 pm

    Olá povo, só quero dizer que caso tenha algum erro de formatação ou algum erro em si, digam pra que eu possa ajeitar. Eu tive que passar aqui pro fórum com um pouco de pressa por isso não deu pra eu revisar.

    É só isso, assim que eu terminar de escrever o resto dos outros capítulos, e quando eu tiver dinheiro pra vim aqui pro Cyber eu trago pra postar.

    Por enquanto é só isso, obrigado pra quem ler (Olá ninguém \õ -q)
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    Re: Folhas e Doces - O Conto de um Gato

    Mensagem  -Rockstar- em Sex Maio 25, 2012 12:23 am


    Prólogo-

    "- Caramba, preciso ir, meus pais devem estar começando a ficar preocupados! - Sakyo então coloca a sua mochila em suas costas, passa a mão na cabeça de Neku e então sai correndo."

    "Neku então começa a comer o bolinho que estava em cima de um pano que o garoto havia deixado, após terminar ele volta a olhar para as kunais e à adaga."

    > Caso de Crase;


    Capítulo I-

    "Neku apertando cada vez mais a kunai em sua boca corre em direção de um dos Kaphas. E então ao invés de atacá-lo diretamente como um ser em sã consciência faria, faz o contrário e salta sobre ele indo parar no meio dos outros dois. Cercado com um Kapha a sua frente e outros dois, um em cada lado, Neku dá um passo para trás como se fosse recuar, e então acontece o que estava esperando, um dos Kaphas vai em direção dele correndo, não pulando, Neku fixa suas patas no chão esperando pelo golpe. O Kapha usa sua vara de pesca que sempre carrega para atacá-lo, mas o gato por ser mais ágil aproveita do tempo em que ele estava com a vara no chão e pula sobre ele mais uma vez, porém desta vez ele lança a kunai acertando em cheio nas costas protegidas pelo casco do Kapha."

    "
    Mais uma vez Neku se deita em cima do pano e olha para o céu, a noite já estava chegando. Alguns sons noturno fazia uma calma e bela sinfônia, Neku estava gostando daquilo, estava gostando de poder olhar para o céu sem ter medo de que ele caia sobre ele, gostava de ficar deitado sem ter medo de um Kapha aparecer derrepente e o atacar novamente. Ele sabia, ou melhor, tinha certeza que os Kaphas não voltariam lá naquela noite. Estava quase dormindo quando alguns sons estranhos o acordam, como de galhos se partindo e de passos. Neku então se alevanta e coloca sua pata em cima da adaga, isso o deixava mais seguro, já que ele sabia que ela estava lá e sabia que poderia usá-la para se proteger. De repente uma pessoa surge por entre as árvores, esta estava totalmente coberta com um capuz."

    "- Tá, cortando essa conversa de parceiro, você havia dito alguma coisa sobre meu passado, o que é? - Indaga Neku agora olhando para sua pata que estava em cima do pano. Não queria encarar o homem, não queria olhar nos olhos dele caso ouvisse alguma coisa que não gostasse."

    > Excesso de vírgula, períodos intercalados;
    > Pontuação...

    Capítulo II e III (esqueci de colocar o III)-

    "- Eu... Ajudei? - Neku demonstrava medo, não queria saber de seu passado, não sabia se iria gostar de ouvir sobre isso, estava com medo do gatuno apontar para ele e dizer "Você matou meus pais" ou algo do genêro que tivesse que fazer Neku sair correndo dali pegar suas coisas e fugiria para algum lugar distante."

    "Muito tempo se passa, os dois procuram as coisas de Neku incansavelmente. A noite vem chegando, as estrelas brilhavam e a lua fazia seu reflexo encantador no mar. Os mercadores recolhiam suas coisas que estavam vendendo, as lojas fechavam, as crianças voltavam para casa. Alberta estava vazia, não tão vazia pois ainda havia os bêbados e ladrões que se encontravam fora, ou até mesmo pessoas comuns que gostavam de sair para andar de noite. No porto Neku estava a espera de Jack, que logo aparece segurando uma mochila."

    >Pontuação


    "A madrugada de Alberta chega a ser mais assustadora que as suas noites mais escuras. Jack descera pela arvore pela qual Joe subiu ao quarto, de longe se ouvia o barulho gerado pela confusão causada pelos donos de bares expulsando os bêbados, e do outro lado,(virgula para ocultar "o barulho") dos barcos parando no porto com toda certeza trazendo os produtos para serem vendidos, ou simplesmente trazendo passageiros. O vento batia nas palmeiras e fazia um som calmo, mais parecido com uma flauta. Jack pegou Neku e colocou com cuidado dentro de sua camisa para não cair, olhou um pouco ao redor e então correu, correu e correu até a saída do norte de Alberta, por entre as árvores correu mais e mais, até se perder, a manhã estava chegando. O sol nascia por entre as árvores abrindo caminho. Jack estava sentado no chão, colocou Neku ao seu lado, estava cansado, se deitou e colocou a mochila de Neku como travesseiro e dormiu;"

    "- Fazer o que... Não temos nenhuma idéia melhor mesmo. Posso tentar malabares, e por ser um gato sou bom com saltos... Mas por favor, me prometa que não vou ter que usar um nariz de palhaço. – Pede Neku olhando para Jack que passava a mão na cabeça e abria um sorriso."


    "Os dois rodam pela floresta de Alberta por cerca de três horas, o dia parecia passar devagar, a brisa batia por entre as árvores e fazia com que folhas caíssem ao chão. Para algumas pessoas seria uma coisa linda de se ver, para Neku era apenas mais uma bobagem, estava cansado de andar, Jack estava convencido de que acharia o caminho para Izlude.
    A
    pós andarem muito os dois resolvem parar para descansar perto de uma árvore, alguns arbustos distantes eram a única coisa que enxergavam, e passarinhos cantando era a única coisa que ouviam, fora isso não se notava muito sinal de vida por perto, era ótimo pra eles saberem disso, podiam descansar despreocupados."

    "Olhando para Jack que estava se segurando nas penas de Payon olhando para frente, Neku vira sua cabeça para cima e sente a leve brisa vinda da velocidade que Payon estava correndo, fecha seus olhos e começa a pensar, queria tentar entender a situação, ou pelo menos por que até aquele momento a vida estava sendo generosa em todos os sentidos. Porém sabia que tudo aquilo ia mudar, pois a felicidade tem seus limites, e tudo que tem seus limites há de acabar, e Neku não queria atingir o limite, queria simplesmente viver o momento, ou então descobrir mais sobre ele."


    Bear vou continuar amanha porque estou com sono >.<

    Fica essas singelas observações ao longo da fanfic que está para mim a melhor que você já escreveu. O enredo está excelente e estou gostando muito de ler, você só precisa estudar o português menino! Mas sem erros gritantes, só pontuação e principalmente os excessos de virgula, cuide isso porque deixa a fanfic enfadonha nos parágrafos grandes.
    Gostei muito da história francamente. Tem mistério, humor e está encaixando os elementos perfeitamente.

    [editando tópico ]

    Capítulo IV-

    "O dia se passava, o sol entristecia junto com a tarde que se aproximava, alaranjado, batendo nas árvores o sol fazia com que Neku se sentisse estranho. Não sabia se era por estar viajando com alguém que mal conhecia, neste caso Alberta, ou simplesmente era uma sensação sem motivo aparente, a única coisa que lhe interessava era que podia conhecer mais sobre o seu passado caso ficasse em alguma cidade, e com a ajuda de Jack esperava poder descobrir tudo a respeito de si mesmo. Estava feliz por isso, pelo menos assim que queria se sentir. Neku estava junto de Jack, montados em Payon, o peco do cavaleiro ainda misterioso que pediu para ser chamado de Alberta. Estavam a caminho de Payon, o caminho até então havia sido sem muitas novidades, e nenhuma surpresa, se é que havia alguma."

    "As árvores passando rapidamente pelos lados encantaram a vista de Neku desde a hora que parou para olhar atentamente, não sabia o porquê (porquê substantivo), mas aquilo parecia ser algo muito... Bom. Assim que pensava pelo menos, ou assim que sentia que devia pensar. Diferente das grandes construções que as coisas faziam, aquilo era algo tão bom de ver, tudo bem que as vezes para ele tudo aquilo não passava de bobagem, mas aquela bobagem lhe agradava, diferente da maioria das coisas. Estava inconformado com o fato de um cavaleiro ter parado para lhes ajudar, já tinha aceitado, mas estava inconformado com aquilo. Sabia que algo ele iria querer em troca e Neku rezava para não ser sua vida ou a de Jack. O tempo parecia demorar a passar, sabia que aquilo era normal já que estava ansioso com a chegada à Payon. Neku estava atento a tudo que passava, tinha vezes que fingia como se não estivesse na floresta, e sim de volta à Amatsu junto de seu amigo ninja Sukyo, não sabia se ele estava bem e isto era outra coisa que lhe incomodava."

    "- Consegue me explicar o que aconteceu? – Pergunta Neku se levantando, não estava entendendo nada; (diminuir o excesso de virgulas) e melhor, queria não entender, sabia que era algo perigoso."

    "A tarde estava cada vez mais escura, dava para se notar no céu sinais de que iria chover. Nuvens escuras se amontoavam em cima da cidade de Payon, aquele realmente não era um dia muito bom para se visitá-la.
    A
    travessando pelo arco que levava ao centro da cidade os dois, Neku e Jack, notam ferreiros e alqumistas com capas brancas, algo estranho já que na maioria das vezes quem usava capas era cavaleiros e templários, aquilo havia chamado a atenção de Neku, pois Alberta havia citado algo sobre capas brancas. Após dar os primeiros passos para dentro da cidade Neku começa a cambalear, dando mais alguns passos cai ao chão inconsciente."

    " Já havia se encontrado com alguns cavaleiros e mercenários enviados por eles, havia dado conta deles os subornando, persuadindo que era simplesmente um agente da Agência Pata de Gato em busca de informações sobre produtos na cidade de Payon, ou então, apenas os silenciando usando suas garras.
    Era cerca de sete horas da manhã de um sábado. A chuva fraca fez com que alguns mercadores do centro de Payon tomassem abrigo dentro de lojas ou de pousadas. Neku estava caminhando pelo centro da cidade, estava indo se encontrar com uma amiga que tinha informações sobre as ações da agência, eles se conheciam há muito tempo e ela o havia ajudado a fugir do acampamento da agência perto de Esplêndor, esperava que as informações dela pudessem tirá-lo do constante perigo que corria."

    "- Eles podem mandar uma equipe, ou todas que tiverem, não vou desistir. Quero saber mais sobre essa agência, quero saber mais quem somos. Não apenas o que os meus pais me contaram, e eu quero saber mais sobre o roubo que aconteceu em nossa casa... – Neku olhava para o lado, se recusava a olhar nos olhos azuis claros de Kury, sabia que ela iria tentar lhe impedir."

    "- Sim, fui mandado para Payon para pegar uma encomenda de um mercador, tenho de voltar logo se não podem desconfiar. Te encontro daqui a vinte dias, em Izlude. E não se esqueça : não seja pego por nada nem ninguém. – Dando um beijo no rosto de Neku, Kury se distancia e logo sai da linha de visão de Neku."

    "Neku estava em uma quarto de uma pousada, em cima de uma cama e logo ao seu lado estava sua mochila. Logo ao lado da cama estava a janela do quarto, de madeira e alguns detalhes florais, estava fechada. De dentro do quarto dava para se ouvir a chuva pesada que batia no telhado e parecia que estava caindo pedras. Jack não estava no quarto, possivelmente comprando alguma coisa para comer;(use ponto-e-virgula para indicar ao leitor uma inversão na frase "predicado-sujeito" se virando um pouco na cama e resmungando algumas palavras, Neku estava dormindo."

    "- Nossa, eu sabia que eu era feio, mas não exagera. – Jack então sai de cima da cama e cruza os braços. – Quando eu acho que já de tudo de você, Neku, você sempre me surpreende."

    " Eu não tenho medo de água... Não sei porquê, mas sonhei comigo aqui em Payon, parecia ser muito tempo atrás... Tinha uma gata chamada Kury, e eu falei de alguma coisa relacionada à Agência Pata de Gato, e a uma pessoa chamada Lou... – Neku se aproxima da sacola plástica que estava em cima da cama e usando uma pata a abre, e então retira um bolinho de arroz que estava enrolado em uma folha de palmeira. – Meus favoritos."

    "- Eu ouvi você falar alguns nomes, mas acho que perdi a parte em que você fala sobre a Agência Pata de Gato. Você falou dois nomes, Kury e Lou, e o nome da cidade de Izlude... – Jack abre a sacola plástica que estava em sua mão e então retira um Pão de Carne, vai para perto da cama e se senta."

    "Jack desceu rapidamente a escada de madeira envelhecida da pousada, passando rapidamente pelo local onde os hóspedes comiam. Ele consegue notar os mesmos ferreiros e alquimistas de capa branca, entretanto não consegue ouvir nada da conversa deles. Se distanciando da escada e de Neku, Jack se aproximava da porta da pousada, perto dela estava alguns cavaleiros e gatunos que haviam entrado na pousada só não para se molharem na chuva. Jack então sai da pousada.
    A chuva pesada fazia com que gotas se espalhassem a distâncias grandes, pessoas mesmo de baixo de abrigo ainda se molhavam. A grande árvore no centro de Payon também servia de abrigo, mesmo que não protegesse nada da chuva, assim mesmo alguns mercadores iam para de baixo dela só para não parar de vender. Jack estava logo na saída da pousada, se recusando a dar mais passos. De baixo da árvore pôde notar o mercador com quem havia comprado as comidas; correndo, ele se aproxima do mesmodo mercador (só use mesmo para objeto)."

    "Já era de noite quando Alberta saia de uma casa em Payon, seu rosto coberto por um capuz negro fazia com que as pessoas não o olhassem diretamente, não estava na companhia de Payon, seu peco peco. Alberta esta em pé na frente de uma casa tradicional de Payon, olhava de um lado para o outro como se estivesse procurando por alguém, dá um suspiro fundo e então começa a andar. Seus passos pesados o levavam para perto do palácio de Payon, logo na entrada os guardas vigiavam para que nenhuma pessoa perigosa entrasse no palácio. Alberta apenas olhava de longe, não gostava de se meter com guardas de cidades, mesmo sendo um cavaleiro. Mais uma vez com seus passos pesados e longos se distanciava do palácio, desta vez com a cabeça baixa ele estava indo em direção da loja de utilidades da cidade, logo na entrada estava alguns mercadores. Nenhum de característica chamativa, coisa que o assustava, já que os mercadores que ele conhecia usavam coisas chamativas, como enormes chapeis ou placas na cabeça. Apoiando sua mão direita contra um pilar da entrada da loja ele encarava o vendedor, parecia ser jovem, cabelos sutilmente loiros e olhos negros, o rosto de marcas grossas o fazia parecer um pouco inteligente. O vendedor sutilmente balança sua cabeça positivamente, Alberta então retribui o gesto passando a mão no queixo."

    "- Izlude? Não é uma má idéia, mas acho que uma cidade como Morroc ou Geffen fosse melhor. Qualquer lugar, exceto Aldebaran, sabe que lá é a sede deles... – O vendedor então se levanta e vai em direção de Alberta que estava o olhando atentamente. – Isso é o mínimo que eu posso fazer, por favor, aceite. Tenho certeza que poderá fazer melhor com ele do que eu."

    "- Por favor, se não aceitar vou achar um insulto. – O vendedor vira-se e dá alguns passos. Ele então para.
    – E a propósito, estaria me fazendo um enorme favor levando esse dinheiro, se eu estiver ele comigo pelas próximas uma semana é capaz de eu acabar morto..."

    "- Certo então, vou levá-lo comigo, mas não vou usar todo. Prometo que te devolvo assim que conseguir apagar meu rastro. – Alberta então coloca novamente o capuz e vai em direção da porta da loja. – Te vejo por ai..."


    Bom os mesmos erros, dá uma olhada nas regrinhas que servem para a vida toda e são fáceis de pegar


    Abraços, Rockstar.


    Última edição por -Rockstar- em Sex Maio 25, 2012 11:19 pm, editado 1 vez(es)


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    Re: Folhas e Doces - O Conto de um Gato

    Mensagem  Power Ranger Azul Piscina em Sex Maio 25, 2012 10:32 pm

    Rooooooquê *-*
    Obrigado por ter postado, eu sempre tive uma dificuldade sobre esse demônio que se chama português -q
    Mas acho que a RP, Leitura e Vídeos Pornôs -qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqq Me ajudaram bastante a melhorar, vou revisar tudo e tentar melhorar cada vez mais, pra um dia ser igual a algum escritor que eu admiro (poderia citar nomes, mas são tantos e.e)
    Bom, é isso, até então õ/
    Obrigado pelo coment
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    Capítulo 5 - Malditos!

    Mensagem  Power Ranger Azul Piscina em Ter Jun 05, 2012 8:42 am

    HááááááááááááaááááááááaádoooooukenGIZUIS -q
    Trago aqui comigo o RECADO de JEOVÁ
    Posto-lhe-ei-o-lhe '-'
    Tá parou de graça, vou postar o capítulo 5 da fic, sendo que falta eu revisar os outros com os pontos que o Roquê citou. Mas eu tentei dar uma 'amenizada' nos meus erros [podeserquetenhapiorado] Mas como sempre eu conto com os comentários com quem lê com critícas/dicas/idéias/detalhes/númerodotelefone/RG/CPF/ContadoBanco/entre outras coisas e-e -q
    Vou postar logo antes que eu desista de escrever a fic c.c -q
    Até \õ




    Folhas e Doces

    Capítulo 5 - Malditos!

    A calma chuva do começo do dia já era conhecida em Payon, algumas pessoas gostavam dela por afastar o calor, outras já achavam que era ruim por estragar alguns certos tipos de plantações. Neku dormindo profundamente na cama não havia notado a hora em que Jack havia se levantado e saído para dar uma olhada no movimento fora da pousada, Jack ficou receoso ao pensar em acordar Neku, não queria incomodar o amigo já que sabia que ele estava passando por momentos difíceis, ou melhor dizendo, sabia que Neku iria acordar de mal humor e não queria estar por perto.

    - Tá bastante calmo... Será que o Neku já acordou? – Pensa alto Jack, estava escorado na porta da pousada olhando para o movimento da cidade que já estava acostumado. Normalmente vinha para Payon quando estava fugindo de algo ou alguém, pois poderia se esconder facilmente por entre as árvores da densa floresta, de longe no centro da cidade era possível notar alguns poucos mercadores com guarda-chuvas para não molharem as mercadorias, arqueiros também passavam pelo local carregando seus arcos ou bestas. – Melhor eu voltar pro quarto.

    Jack então se desencosta da parede que ficava ao lado da porta da pousada, olha atentamente para o centro da cidade, passa a mão por entre os fios de cabelos e então entra na pousada, seus passos calmos, porém barulhentos lhe acompanham por metade do caminho aumenta a velocidade dos passos quando se lembra que teriam de se encontrar com Alberta ao amanhecer, rapidamente passa pela sala de almoço, se apressa para subir a escada o mais depressa possível e ao chegar à porta do quarto onde estava hospedado ele abre brutalmente, fazendo um barulho altíssimo e acordando Neku que com o susto cai ao chão;

    - O que diabos você pensa que ta fazendo moleque?! – Berra Neku bravo com a situação, estava dormindo tão bem que não queria se acordar, não daquela forma pelo menos. – Se fizer mais uma dessas eu prometo que te mato, bem devagar... Bem devagar e dolorosamente... - Neku estava virado de peito para cima no chão, o susto foi tão grande e tão rápido que não conseguiu se lembrar de se levantar. Após terminar de falar se levanta e se senta no chão olhando para Jack que parecia que ia dizer algo.

    - Cala a boca e pega as suas coisas logo, não se esqueceu de nada?! – Jack estava demonstrando um lado que Neku não conhecia, na verdade Neku não conhecia nenhum lado de Jack a não ser o idiota e lento para entender as coisas. – A gente tem que se encontrar com o Al!

    - Capaz dele já ter ido embora caso não tenha se tocado... – Neku pula novamente para cima da cama, esticando suas patas para frente se despreguiça e dá um pequeno bocejo. – Já parou pra pensar que talvez ele esteja mentindo pra gente, e que talvez na verdade ele uma hora dessas já esteja bem longe daqui?

    - Olha aqui, ninguém tira com a cara de Jake Grohen, agora pega logo as suas tralhas e vamos logo, e falando em tralhas, vamos tentar sair bem devagar... – Jack abaixa sua cabeça para evitar olhar para Neku, sabia que ele iria perguntar o por quê ou então iria tentar adivinhar o que aconteceu.

    - Deixa eu pensar, você não tem dinheiro para pagar o quarto e por isso quer que a gente saia de mansinho para que a atendente não note que a gente saiu sem pagar... Estou certo, não? – Neku bate com a pata na cabeça, costume que começou a ter por causa das idiotices que Jack falava ou fazia. Neku se aproxima de sua mochila que estava em cima da cama e então a coloca e senta-se novamente, só que agora olhava para a janela e pensava em como aquela cidade havia afetado sua memória desde a chegada e pensa também nas possíveis causas do desmaio repentino ao chegar na cidade, contudo não queria falar nada e estava feliz por Jack não perguntar, rapidamente joga seus olhos para cima de Jack e nota que ele passava a mão na cabeça freneticamente, seu rosto visivelmente avermelhado demonstrava que estava com vergonha que possivelmente era por Neku ter acertado.

    - Sou tão previsível assim? Sabe o que é, é que eu gastei todo o dinheiro com aquelas comidas ontem... Então, vamos sair de mansinho pela porta ou vamos pular a janela? Você que escolhe, hahahaha. – Jack então dá uma gargalhada e se aproxima de Neku que estava sentado em cima da cama olhando-o atentamente.

    - Decisão difícil... Sair pela porta da frente e ser preso, ou pular pela janela cair e morrer na queda... Adoro esses momentos, gosto de apontar para as pessoas que vão ter que decidir e rir. Que tal assim, você sai pela porta da frente diz que vai buscar o dinheiro com seu patrão que trabalha em uma casa aqui em Payon e diz que volta, enquanto isso vai deixar o seu gato e sua bagagem esperando no quarto... Enquanto você sai pela frente, eu pulo pela janela e a gente se encontra logo abaixo da árvore no centro de Payon, que tal? – Neku não espera pela resposta de Jack que estava sentado na cama vidrado na porta, parecia estar com medo ou então simplesmente receoso no que poderia acontecer.

    - Sabe, você pode ter razão, Al pode ser só mais um cara que só quer se dar bem... Sabe esse tipo de gente que se aproveita dos outros pra ganho próprio são todos uns ladrões. – Jack estava tão vidrado na porta, em seu pequeno mundo particular que não havia notado que Neku já estava se aproximando da janela para pular. – Tá bom, vou seguir esse seu plano, mas eu suponho que você tenha algum plano caso ela queira nos seguir...

    Caramba esse garoto cada vez mais me surpreende com as idiotices dele. E esse papo de ladrão? Será que ele não notou que ele é um GATUNO e que faz pior do que isso?! – Com esses pensamentos em mente Neku pula pela janela e usa suas garras para se agarrar na madeira da parede da pousada para descer devagar e seguramente.

    - Tá ouvindo o que eu to falando... Neku? NEKU! – Jack olha para trás e nota que Neku já não estava mais lá, se apressa então para sair e seguir sua parte no plano para escapar da pousada sem pagar pela noite que dormiram lá.

    Devagar Jack abre a porta do quarto e mais devagar ainda a fecha, andando calmamente e com as mãos nos bolsos ele se aproxima da curva que vai para a escada, logo ao lado dela estava a atendente atrás de um balcão, esta ao notar o jeito estranho de Jack andar perguntar;

    - Senhor, já vai fechar sua conta? – A atendente de cabelos marrons e enrolados então dá um leve sorriso, um leve sorriso que podia notar-se que era forçado.

    - Eer... Na verdade eu estava indo agora mesmo ir pegar o dinheiro na casa de um gato, e vou deixar o meu patrão e meu quarto na bagagem, digo, eu vou na casa da bagagem pegar o gato e vou deixar o quarto e o patrão no dinheiro, err... Eu vou na casa do patrão pegar o dinheiro e vou deixar a minha bagagem e o meu gato no quarto... É isso! – Jack então encosta um dedo no outro os pressionando, seu rosto vermelho e com um sorriso idiota havia deixado a atendente um pouco desconfortada.

    - Está bem, notei que você realmente entrou com um gato e bagagem na noite passada, então vá e eu cuidarei dos dois. Só não demore. – A atendente então faz um gesto com a mão como se estivesse convidando Jack a ir logo.

    - Muito certo obrigado, eer... – Jack olhava de um lado para o outro um pouco sem palavras, era ladrão, porém não gostava de roubar de mulheres isso ia contra suas regras. – Certo muito obrigado! – Jack pega a mão da atendente brutalmente e a balança, largando logo ao ver o rosto dela de desconfiança ele vai em direção da escada e a desce o mais depressa possível, queria estar o mais longe dali o quanto antes.

    Neku não demorou muito para descer a parede da pousada, com os patas fixas no chão ele solta um pesado suspiro e anda em direção da antiga árvore que era uma das muitas marcas de Payon. Com apenas alguns passos distante dela ele consegue notar um alquimista de capa branca se aproximando da mesma, grande quantidade de jóias reluziam ao pouco sol que estava fazendo naquela manhã, ele se aproxima lenta e silenciosamente e consegue ouvir um pouco da conversa que o alquimista estava tendo com um mercador;

    - Você por acaso viu este homem e este peco? – O alquimista então retira do bolso de sua calça um papel que parecia ter duas fotos nele, Neku não conseguiu notar muito bem, pois estava atrás de uma banca de outro mercador.

    - Não... Sabe, é meio difícil ver cavaleiros e pecos por este lado de Midgard, a maioria fica em Prontera ou Iz- - O mercador é interrompido pelo alquimista que havia mudado sua expressão para uma de raiva.

    - Não perguntei se você poderia me dar uma aula de geografia, apenas quis saber se conhecia ou havia visto, apenas um sim ou um não já bastava. – Amassando o papel entre os dedos e colocando-o novamente no bolso da calça o homem se distancia do local.

    Estranho... Quem será que eram aquelas pessoas? E por que esse homem estava procurando por eles? – Neku estava com uma avalanche de pensamentos em sua cabeça, estava tentando se preocupar o menos possível com a situação.

    - É melhor a gente dar o fora daqui! – Jack pega Neku do chão e o coloca em cima de sua cabeça, com passos rápidos ambos se distanciam do centro de Payon.

    - Estava fazendo o quê? – Indaga Neku um pouco desconfiado com a fuga de Jack da pousada, achava que por ele ser um gatuno poderia chegar no local primeiro.

    - Suponhamos que eu possa ter passado uma clara visão de que daria o calote na atendente. – Parando um pouco de andar Jack passa a mão na cabeça e toca em Neku. – Ei, pra que lado que a gente vai encontrar o Al mesmo?

    - Da próxima vez não precisa me cutucar, basta perguntar. É na saída oeste de Payon. – Empurrando a mão de Jack para o lado com a pata e voltando a se segurar com as patas no cabelo do mesmo, Neku volta a falar; - Prefiro nem imaginar do que você disse para ela ter esta visão, é melhor a gente se apressar se não ela pode mandar os guardas atrás da gente.

    - Certo, para o oeste! – Jack então começa a correr mais para rapidamente e volta a cutucar Neku em sua cabeça. – Pra que lado é oeste?

    - Vejamos... Eer... Segue essa estrada pra esquerda. – Neku então aponta com sua pata para um caminho que seguia por dentro do pátio do palácio de Payon e saia logo para o oeste.

    - Se ta dizendo, vamos lá. – Jack então usando seu costumeiro bater no peito começa a correr pelo caminho que Neku havia mostrado.

    Passando rapidamente pela frente do palácio Neku pode notar os guardas, olhando para o lado nota a grande estátua de um homem segurando uma espada, lembra-se rapidamente da noite em que se encontrou com a ainda então desconhecida Kury, uma gata que possivelmente fazia parte da Agência Pata de Gato, Neku estava com a mente conturbada por aqueles pensamentos, estava feliz pelos momentos que estava passando ao lado de seu amigo Jack, mesmo não gostando de confessar que o considerava um amigo é claro.
    A calma chuva já dava lugar ao pouco brilhoso sol, seus raios que derramavam esperança aos aspirantes a arqueiros em Payon eram confortantes. Neku conseguia sentir que aquela sensação era conhecida por ele, não sabe como, mas era. No caminho para o encontro com Alberta alguns arqueiros, mercadores e espadachins chamaram a atenção de Neku, não sabia o por quê que aquelas pessoas ‘livres’, como pensava lhe chamavam tanta a atenção. Com um rápido jogar de olhos na curva que Jack deu, Neku conseguiu notar Alberta só que desta vez sem a sua companhia, Payon o seu peco.

    - Eu disse pela manhã, não pela noite. – Resmunga Alberta ao notar os dois se aproximando, Neku ao ouvir aquilo bate com a pata em Jack.

    - Foi o Neku que dormiu muito... – Jack é interrompido por uma forte agatanhada das garras de Neku no seu rosto, logo após isso Neku pula da cabeça de Jack para o chão e olha para Alberta.

    - Sim, o que quer falar com a gente. Se não sabe nós somos pessoas muito ocupadas... Se é que se pode chamar de ocupação, fugir, dar calotes em atendentes inocentes, roubar pessoas desatentas e se encontrar com um cavaleiro maníaco por pecos. – Com certo tom de sarcasmo Neku termina de falar, olha para Alberta e então joga os olhos para Jack. – Os ‘capas brancas’ como você falou estão atrás de você, não?

    - Em primeiro lugar, quando for falar de mim ou do Payon, por favor, faça isso com um pouco mais de simpatia. Em segundo lugar, os capas brancas não estão atrás de mim, estão atrás do Payon a única coisa que eles querem de mim é o meu sangue, e quem sabe até mesmo a minha cabeça em uma bandeja para dar para o chefe deles. – Alberta então passa a mão na testa para limpá-la de suor, olha para Neku e então solta um suspiro. – Vocês vão para Izlude, não?

    - Vamos sim! Na verdade acho que a gente vai logo hoje, ficar muito tempo em uma cidade pode causar desmaios ao gatinho, digo, ao Neku. – Jack parecia estar se preocupando com a situação de Neku, e ainda mais, estava um pouco pensativo sobre o desmaio dele mesmo não demonstrando isso e muito menos perguntando muito.

    - Tinha até me esquecido sobre isso... Sim, nos vamos para Izlude, e se possível vamos logo agora, quero chegar lá o quanto antes, e da próxima vez que me chamar de gatinho Jack, prometo que não vai ser um simples arranhão que você vai ficar. – Neku então levanta a pata e mostra as garras à Jack que rapidamente se desculpa e diz que foi uma simples confusão.

    - Então vamos para Izlude! – Alberta então se vira para andar, mas é impedido por Neku que rapidamente foi para frente dele.

    - Opa, opa. Quem disse que você vai com a gente? Em primeiro lugar você já trouxe mais confusão pra cima da gente em menos tempo em que Jack faz as deles, você é pior do que o Jack. – Neku então olha para Jack por debaixo das pernas de Alberta, Jack sorri e acena para Neku. – Certo, pode até não ser pior, mas se aproxima e muiito! E segundo, mas não menos importante, pra que diabos você vai querer andar com um delinqüente juvenil e um gato charmoso?

    - Eiiiii! Gatuno já basta. Delinqüente é uma palavra muito forte. – Jack se aproxima de Neku e então o pega do chão e balança rapidamente. – Depois não quer que eu te chame de gatinho!

    - Tá bom, desculpa... – Neku empurra com as patas o peito de Jack e então cai ao chão e volta a olhar Alberta que estava rindo. – Acha isso engraçado não?

    - Bastante. Eu já disse pra vocês, tenho meus motivos e pode deixar que eu não vou trair vocês, ainda tenho honra de cavaleiro. Vamos logo indo para Izlude, tem muita terra pela frente ainda. – Alberta então passa por cima de Neku e começa a andar para fora de Payon.

    - Olha pelo lado positivo Neku, pelo menos ele sabe o caminho pra Izlude, hahaha. – Dando uma gargalhada Jack pega Neku do chão mais uma vez e o coloca em cima da cabeça, mas desta vez Neku se balança em sinal de protesto.

    - Aê, já to cansado de andar em cima da sua cabeça, pode deixar que eu vou andando. – Neku então usando seu costumeiro empurrar de patas se joga ao chão e se apressa para seguir Alberta que já se distanciava dos dois.

    - Ta bem então... Vamos láá! – Jack corre para alcançar Neku, que com um jogar de olhos para o lado sorri para o amigo.

    - Falando em ir... Por quê que o Pay não está com você? - Pergunta Neku estranhando a ausência do peco de Alberta, que até o dia passado era o motivo para tudo na vida dele. - E por quê que você não nos conta seus nomes verdadeiros e suas intenções? Até quando vamos ter que ficar te chamando pelo nome de uma cidade? E o que vai ser depois? O nome de um monstro?

    - Depois é só eu que coloco apelid- - Jack é rapidamente interrompido por uma patada de Neku em seu pé esquerdo, Jack cai no chão segurando o pé e então nota que os outros dois estavam parando para esperar ele se levantar, com um jogar de olhos de Neku, Jack rapidamente responde. - Eu to beem... Não vou morrer, eu acho.

    - Se levanta logo e vamos, temos que chegar em Izlude logo hoje... - Neku então bate com a pata em sua testa, em seguida olha para Alberta e faz um sinal com a cabeça para continuarem andando. - Continuando no assunto importante...

    - Sério, não preciso de ajuda, afinal de contas a culpa foi minha mesmo... - Jack então se levanta e começa a andar, com alguns passos alcança os dois.

    - Não vejo motivo pra gente ir para uma mesma cidade se não confiam em mim. Já disse que não vou trair vocês, Pay não vai com a gente por que acho que é melhor deixa-lo escondido por enquanto... Afinal de contas ele é o motivo de todos os meus problemas, e também acho que deve ser mais fácil de se esconder de mercenários vingativos caso não tenhamos um peco por perto... - Ao terminar de falar Alberta fecha os olhos e começa a assoviar uma música famosa pelos bardos, a música se chama Maçãs de Iddun.

    - Espera um pouco... Como você sabe sobre isso? - Neku estava tão surpreso que parou de andar, Jack parou logo atrás dele e então os dois começaram a encarar Alberta que com um sorriso no rosto não comenta nada.

    Alguns momentos se passam com os três trocando olhares, somente a alguns passos distantes de Payon Neku e Jack estavam preocupados com a Atendente que poderia segui-los, algumas árvores com folhas úmidas e o pouco chão molhado que não virou lama ilustravam a cena, alguns Salgueiros a distância era o único sinal de perigo que podia se ver, se é que eles são considerados perigo. O sol estava mais forte do que no amanhecer, talvez fosse por causa das nuvens de chuva que impediam dele mostrar suas verdadeiras cores. Neku estava com a mente totalmente revirada por vários motivos, o principal deles é o desmaio ao chegar em Payon e à memória que veio junto com isto em forma de sonho, talvez pudesse ser um simples sonho sem nenhuma verdade por trás, mas também poderia ser a memória que estava se recuperando, também estava pensativo em o que poderia acontecer ao chegar em Izlude, outro desmaio? Não sabia se queria isso, queria saber de seu passado ao mesmo tempo que queria não saber, tinha medo de lembrar coisas que não quer, mas estava curioso para saber como era antes de perder a memória e se havia mudado. Mas a principal de suas preocupações no momento era Alberta; Um cavaleiro enigmático que apareceu em suas horas de maior necessidade, talvez isso fosse uma grande bobagem, poderia ser também uma coincidência, ou simplesmente estava sendo paranóico. Como que um cavaleiro poderia entrar em sua vida sem nem bater na porta e bagunçar com ela e com seu amigo? Jack era seu amigo, não aceitava este fato, mas ainda assim era seu amigo além de ser o único que podia confiar. Não apenas o fato de ser tão enigmático incomodava Neku, mas também o fato dele mentir tanto, no começo chamar a ele e ao peco por nomes de cidades não era uma coisa tão preocupante, mas agora estava pensativo em que essa mentira poderia levá-lo a mentir mais ainda, e mais, e quando notasse os dois estariam trocando golpes, o cavaleiro usando sua espada bastarda e Neku esquivando de seus golpes tentando acertar kunais ou até mesmo arranhões.
    Neku respira fundo e toma coragem para falar alguma coisa, coisa que nem Jack e muito menos Alberta haviam feito. Alberta estava no mesmo lugar, com olhos levemente fechados e ainda estava assoviando a mesma música, já Jack olhava para os dois sem entender a situação.

    - Vou repetir a pergunta, Alberta. - Neku então baixa a cabeça e olha para suas patas, pressionando-as firmemente no solo a ponto de amassar toda a areia por entre elas volta a olha para Alberta. - Como você sabe disso?

    - Vamos logo andando... - Ao se virar para voltar para o caminho Alberta é surpreendido por Neku que havia passado por entre suas pernas rapidamente.

    - Neku, cuidado! - Jack ao notar o movimento de Neku corre rapidamente para o lado de seu amigo, os dois então formam uma barreira impedindo que Alberta prossiga no caminho.

    - Certo, certo... Olhem isto. - Alberta retira de uma pequena bolsa que ficava em seu cinto uma folha de papel amassada, abre-a lentamente e então olha para ela e continua falando. - Dez milhões de Zeny para quem achar o gato, e oito milhões para quem achar o gatuno.

    - O que?! - Neku estava impressionado com o que havia ouvido. - Me dê isto. - Dando um pequeno salto Neku consegue passar por entre os braços de Alberta que estava segurando o papel e então o pega com a boca, voltando ao chão e largando o papel da boca fica paralisado.

    A imagem. Não apenas a imagem, mas o fato de terem aquilo, não se lembrava de terem tirado alguma foto de Neku, talvez fosse por causa da amnésia. No papel de letras tortas e escuras estava uma foto de Neku e uma de Jack, Jack na foto estava sorrindo e seu cabelo estava bagunçado, parecia estar feliz, o cenário ilustrando o mapa parecia ser Morroc, já Neku... Estava de frente, não tinha mudado em aparência, mas em compensação estava usando roupas, uma pequena capa vermelha, um par de botas escuras e um par de luvas brancas, estava em pé, a pose que tanto odiava em usar, o cenário não conseguia se lembrar, mas era um local escuro e podia se notar algumas barracas marroms atrás, parecia ter outros gatos na foto, alguns atrás dele e outros bem próximos. Parecia ter em seu pescoço um colar com um pequeno sino dourado, este estava brilhando, em seu peito estava um broche com uma pequena pata de gato. A expressão de Neku na foto parecia ser de felicidade, um pequeno sorriso com olhos levemente fechados. Não sabia quando aquelas fotos haviam sido tiradas, mas estava tão surpreso quanto perplexo com a foto. Não tinha noção do que fazer, se devia perguntar onde Alberta havia conseguido o pequeno cartaz ou se devia ignorar o fato de estar sendo procurado e continuar seguindo para Izlude, já que era lá que ele iria conseguir um disfarce melhor.

    - Sóóóó oito milhões de zeny por mim?! - Jack parecia se sentir insultado por ter um preço de captura menor do que de Neku, se ajoelha devagar e olha para o papel que estava a frente de Neku, ao olhar a foto cai sentado espirrando um pouco de lama e água. - Ah, pegaram a minha pior foto...

    Será que esse garoto não notou que isso esta sendo quase que caso de vida ou morte?! - Pensa Neku enquanto continuava olhando para o papel, estava surpreso por terem uma foto sua, e parecia que os mercenários iriam procurar ele até encontrar, suspirou fundo e mais uma vez toma coragem para falar algo. - Onde conseguiu isso?

    - Não me culpe, eles estavam dando isso antes de eu ir encontrar vocês. Sério, caso a gente não se apresse talvez eles nos alcancem. - Alberta então passa por cima de Neku e volta a andar no caminho rumo a Izlude. - Pensem desta forma, vocês precisam de mim e talvez eu precise de vocês, todos iremos sair ganhando... - Alberta cruza os braços e continua andando, por algum motivo sabia que os dois iriam com ele.

    - Droga... Temos que ir. Pelo visto a única chance de chergamos vivos à Izlude é indo com ele... Vamos indo logo Jack. - Neku então usando suas garras rasga o papel no meio, em seguida segue Alberta que já se distanciava um pouco.

    - Vou para onde você for. - Jack se levanta do chão, passa as mãos em sua calça para limpá-la de um pouco de terra molhada que havia pregado e então segue Neku.

    Por algum motivo as árvores da floresta de Payon pareciam estar mais negras e distantes do que a primeira vez que Neku entrou nela. O mundo parecia estar dando uma patada em Neku e derrubando tudo no caminho. Agora para Neku o único jeito de conseguir descobrir sobre tudo de seu passado estava na trupe de circo para qual Jack estava lhe levando. Não sabe como, e não queria afirmar, mas parecia que sua vida iria depender de possíveis palhaços ou atores de circo, isto lhe preocupava, lhe preocupava a ponto de se calar, lhe preocupava a ponto de querer estar lá, na trupe de circo com os amigos de Jack.
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    Reedições - Novo Prólogo

    Mensagem  Power Ranger Azul Piscina em Ter Jul 24, 2012 2:24 pm

    Não estou bumpando (seéoqueparecec.c) só quero postar algumas modificações que eu fiz.



    - Novo prólogo. Fiz um novo prólogo pra que fique 'coerente' com o andar da fic.
    - Modificações em dois capítulos;
    - Capítulo 1 - Modificado pra ficar coerente ao prólogo (Se é que ficou '-')
    - Capítulo 2 - Mesmo motivo do capitulo 1.

    - Capítulo 6 ainda em edição (E poem edição já que eu não tenho revisor t.t)


    São essas as modificações feitas na fic. E comentários são sempre bem vindos não? Ainda mais com critícas e dicas para melhor, ou simples reportando(?) defeitos e falhas x.x
    Bom, é isso. Até o próximo capítulo (Oumodificação...Quemsabex.x)
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    Capítulo 6 - A Trupe.

    Mensagem  Power Ranger Azul Piscina em Qui Jul 26, 2012 2:36 pm

    Bom, contando com meu último post eu iria demorar MUITO mais pra postar esse capítulo, mas pensei em postar logo. Terminei de escrever e revisar (se bem que pode ter INÚMEROS erros) essa manhã. Por isso vou colocar logo xD
    Espero que comentem (de novo eu pedindoc.c) pra ajudar a 'melhorar' (se é que dá pra melhorar isso >.>) a fic. *-*
    Bom, ao capítulo \õ\
    Antes disso aos agradecimentos;
    À minha mãe por ter me colocado no mundo '-'
    Glu glu yeah yeah, pegadinha do malandro, sou um bêbê de proveta(?) Nem sei o que é isso >.> u,u -qqq
    Agora sim, já chega de piadinhas sem graça, ao capítulo \õ\
    Se bem que... Tá parei >.>




    Folhas e Doces

    Capítulo 6 - A Trupe.

    Uma calma brisa soprava e levava junto a ela um pouco da areia de um pequeno deserto que ficara ao oeste de Payon. Neku e Jack estavam sentados na sombra de uma árvore tentando se proteger do escaldante sol, Alberta havia voltado pelo que caminho que vieram de Payon para ter certeza de que não estavam sendo seguidos.

    - Você acha que a gente deve confiar nele? - Neku não havia falado muito desde a última conversa com Alberta, na saída de Payon. Estava desenhando um sol na areia enquanto olhava ao redor, mas rápidamente parou e começou a olhar para Jack esperando por uma resposta.

    - Haha, mesmo ele sendo um pouco misterioso não acredito que vá nos trair... Caramba, você prefere confiar em um gatuno como eu do que em um cavaleiro? - O que Jack falava fazia sentido, Neku mesmo sem admitir tinha colocado sua confiança nele, porém ficava receoso quando tentava confiar em Alberta, talvez por ele não estar sendo totalmente sincero ou simplesmente por alguma outra coisa. Jack sentado encostado em uma árvore, olhava ao redor, suas mãos estavam atrás de sua nuca e suas pernas esticadas ficando em uma posição de conforto.

    - Eu sei... Lá vem ele. - Neku nota Alberta se aproximando do local, ele parecia estar calmo o que pode se deduzir de que não encontrou sinal de que estariam sendo seguidos. Neku se levanta de onde estava sentado, ajeita a mochila em sua costa e então olha para Alberta que já estava proximo. - E então, algum sinal deles?

    - Não, parece que ficaram presos em Payon, mas é melhor a gente se apressar, não quero ficar aqui pra saber se eles vão ou não nos seguir. - Ao terminar de falar Alberta segue rumo ao norte, ele cruza os braços e enquanto andava fazia um sinal com a cabeça, como se chamasse os outros para se apressarem.

    - Vamos Jack. Quanto mais cedo nós chegarmos à Izlude melhor. - Neku segue Alberta que se distanciava um pouco, Jack logo se levanta e segue Neku sem questionar nada, parecia que já estava acostumado com as ordens.

    O sol escaldante não estava sendo o maior inimigo do grupo, pois algumas brisas vinham do lado leste do local. Algumas árvores ilustravam o pequeno deserto, sendo que do outro lado do deserto, atravessando uma ponte, havia uma pequena floresta, e um lago separava os dois cenários. Neku estava um tanto quanto perdido no que estava acontecendo, ele queria descobrir sobre si mesmo e sobre a Agência, mas ao mesmo tempo estava receoso pois sábia que aquilo seria dificíl e que demoraria, ele só queria descansar, ficar de bobeira deitado no chão olhando para o céu.
    Alguns minutos após partirem do local onde Neku e Jack estavam descansando eles chegam à um deserto ainda maior, olhando pasmo para o local Jack resmunga algumas palavras e então continuam seguindo.

    - Dá pra imaginar uma coisa dessas? - Jack estava com as duas mãos atrás da nuca e olhando ao redor, tentava puxar assunto com o grupo pois havia notado o silêncio que se formou.

    Neku estava e não estava no local, ele estava logo ao lado de Jack e logo a frente estava Alberta guiando o grupo, mas sua cabeça estava em outro lugar, talvez em outra época, Neku não havia notado a pergunta de Jack e por isso não respondeu, ele só queria estar em outro lugar sem essas preocupações que haviam se formado nos últimos dias.

    - Imaginar o quê? - Alberta estava de braços cruzados e olhando para o céu, se viu forçado a responder a pergunta de Jack pois notou que Neku não iria responder.

    - Nada. Pensei que vocês estivessem imaginado algo, hehe. - Jack abre um sorriso e fecha os olhos, ele em certas vezes era idiota e estúpido, mas sabia que tinha que fazer algo para fazer com que o grupo se comunicasse.

    - Garoto... - Alberta também abre um sorriso e balança sua cabeça negativamente.

    - Será que nunca vamos chegar à Izlude? - Pergunta Jack tentando fazer com que o silêncio não chegasse novamente.

    - Pensei que você soubesse o caminho. - Neku pareceu voltar ao local, agora olhava para Jack com um ar de desconfiança.

    - Ei ei, calminha ai. Eu sei, digo, eu sabia... - Jack olha também para Neku que desta vez abaixa a cabeça.

    - Imagina só se a gente fosse depender de você. - Neku falava brincando, sabia que caso dependesse de Jack ele arranjaria alguma maneira de ajudar.

    - Se a gente dependesse dele como guia possivelmente acabariamos em Niflheim. - Alberta tenta prolongar a brincadeira, desta vez arrancando uma risada de Neku que até o momento estava sério. - Logo chegamos.

    - Sabia que isso é errado?! Estou sendo criticado por um gato falante e um cavaleiro que rouba Pecos, que coisa hein? E eu pensei que os gatunos eram os piores tipos. - Jack não havia notado que quando ele se referia aos gatunos estava referindo a si mesmo.

    - Eu sei, é por isso que a gente continua, não é Al? - Neku abre um pequeno sorriso e olha para Alberta que estava logo a frente, não queria que Jack se sentisse entre dois marrentos e chatos.

    - É nosso dever. - Alberta dá uma risada e então vira a cabeça para olhar para Neku. - Então Neku... Como foi parar em Amatsu?

    - Não me lembro. - Neku tentou ser o mais direto possível, talvez ele tenha sido tão direto pudesse fazer com que Alberta achasse que aquilo era mentira.

    - Hum... Certo então, logo a frente está uma planíce e logo ao norte dela está a entrada para Prontera, é melhor vocês não irem para lá já que os mercenários já devem ter enchido o local com cartazes, logo ao leste da planíce está Izlude. - Alberta para de andar e aponta logo para a entrada de uma área mais verde do que aquela parte do deserto onde estavam, talvez qualquer área seja mais verde do que o deserto.

    - E por que está dizendo isso? Não vai com a gente para Izlude? - Pergunta Neku sem entender o por que de Alberta ter parado, mas talvez na verdade tenha perguntado pois queria fazer como Jack, fazer com que o grupo se comunicasse.

    - Sim, eu vou, mais antes disso preciso passar em Prontera. Preciso buscar algo lá. - Alberta volta a cruzar seus braços e se vira para olhar para os dois que também tinham parado de andar.

    - Mas você acabou de falar que é melhor a gente não ir pra lá. - Jack leva seu olhar para Neku que estava sentado ao chão olhando para Alberta, não entendia a situação e talvez até mesmo Neku não entedesse.

    - Na verdade eu disse que VOCÊS não devem ir lá, eu posso, afinal de contas sou um cavaleiro. - Alberta dá uma piscada para os dois e se vira novamente, voltando a andar ele faz um sinal com a cabeça para os dois lhe seguirem.

    - Hum... Certo então, não vou perguntar o que é e muito menos quero saber, só o que importa é que já vamos chegar a Izlude. - Neku solta um suspiro de alívio por não terem tido nenhum imprevisto até o momento, volta a seguir Alberta um pouco incomodado por ele ter guiado eles até o local e então ter de ir para outro.

    - Espero que o Vlad não se lembre da minha divída. - Jack vira sua cabeça para o lado e faz um bico, logo em seguida segue Neku.

    Já era por volta de três da tarde quando o grupo se aproxima de um acampamento que estava fora de Izlude, parando de andar Alberta se vira para Neku e Jack para falar algo.

    - Bom, acho que esse acampamento deve ser da trupe que o Jack falou. Boa sorte pra vocês, até amanhã de manhã, ou se eu tiver sorte até de noite. - Alberta se vira para ir para Prontera só que ao dar o primeiro passo ele ouve Neku e pára.

    - Obrigado Al... - Neku disse aquilo mais por gentileza do que por vontade própria, sabia que seria o melhor a fazer pois parecia que aquela não seria a última viagem deles juntos, logo ao seu lado Jack balança a cabeça também em um gesto de agradecimento.

    - Guarde seus agradecimentos Neku, você vai precisar deles para essa trupe... Boa sorte. - Alberta levanta sua mão direita sem olhar para trás e se distancia do local deixando um ar de despedida, mesmo que por pouco tempo.

    - Certo Neku, vamos lá. Aposto como o Vlad deve estar na tenda dele. - Jack bate no peito como de costume e corre em direção de uma das tendas do acampamento, se aproximando dela ele berra. - Tô em casa!

    Esse garoto é realmente um idiota... - Neku o segue e nota que um homem de uns vinte e três anos ou mais sai de uma das tendas, seus olhos de uma cor azul-marinho chamam a atenção, cabelo de cor verde e traços finos no rosto, um nariz de palhaço estava pendurado em sua roupa que praticamente berrava que era um bardo, em sua costa podia se notar um violino fino feito em madeira.

    - JACK! - O homem logo se aproxima de Jack e então o segura e o abraça fortemente. - Meu lançador de facas predileto!

    - Pois é... Vlad, quero que conheça uma pessoa, digo, um gato. - Jack logo pega Neku do chão e o leva perto do rosto de Vlad que leva a mão ao queixo e o olha atentamente.

    - Hum... Interessante, imagino então que você quer usar ele como alvo nas apresentações. - Vlad leva as duas mãos a cintura e então olha para Jack esperando por uma resposta, estava falando sério sobre o assunto.

    - Não seria uma má idéia. - Jack também respondeu com seriedade.

    - Quando foi que eu me ofereci pra isso?! - Neku arranha com suas garras o braço de Jack que o solta, e então olha para Vlad. - Sabia que não é muito amigável fazer gatos como alvo?!

    - Oh. Qual seu nome gato? - Vlad não pareceu estar surpreso pelo fato dele falar, aquilo havia deixado Neku surpreso.

    - O quê?! Eu sabia que você era inteligente, mas não se surpreender com um gato falante é algo que eu não esperava. - Jack cai ao chão sentado, pareceu também ter ficado surpreso com aquilo.

    - Verdade... Meu nome é Neku, e você deve ser o Vlad. - Neku leva sua pata em uma tentiva de ser simpático.

    - Bom, por que eu já encontrei com alguns outros, você, pra ser sincero, é um pouco menor do que um dos que eu já encontrei. Deixe-me apresentar, meu nome é Vladmir Winskey Serrano. - Vlad leva sua mão e pega a de Neku, rapidamente a soltando e voltando a olhar para ele.

    - Sério? Onde você viu? - Neku estava curioso sobre aquilo, todas as pessoas com quem havia falado até o momento sempre ficavam surpresos ou não conheciam sobre um gato falante.

    - Em uma de minhas viagens ao redor de Midgard, não me lembro exatamente onde, mas sei que existe uma agência conhecida como Agência Pata de Gato que é formada por felinos falantes, eles fazem trocas de mercadorias, vendas e oferecem algun serviços. Mas para vocês dois estarem aqui imagino que seja por um ÓTIMO motivo. - Vlad cruza seus braços e então olha para Jack e em seguida para Neku, esperava uma resposta.

    Vlad saber sobre a agência fez com que Neku ficasse interessado, talvez com a ajuda dele Neku fosse capaz de descobrir mais sobre a agência, e no fim sobre ele mesmo. Engolindo suas muitas perguntas no momento, volta a olhar para Vlad.

    - Sobre isso... Podemos falar em particular? - Neku notou que o movimento no local havia aumentado e não queria correr o risco de que alguém lhe achasse.

    - Certo, para minha tenda. - Vlad se vira e anda em direção da tenda de cor amarela da qual havia saído, o tamanho era médio e parecia que podia abrigar umas três ou quatro pessoas dentro, logo Neku o segue.

    - Espera por mim. - Jack se levanta do chão e segue os dois para dentro da tenda.

    Dentro da tenda havia alguns bancos e dois sacos de dormir, em um canto uma mochila com algumas frutas em cima chamava a atenção pois Neku não havia comido ainda o dia inteiro, logo do outro lado algumas outras mochilas com algumas roupas em cima, Neku se aproxima de Vlad que estava sentado em um banco.

    - Precisamos da sua ajuda... Jack falou que você poderia me ajudar a me esconder de algumas pessoas 'nada amigáveis'. - Neku foi direto ao assunto, não queria fazer delongas. Queria saber se podia ou não contar com os amigos de Jack.

    - Hum... A trupe sempre esta a procura de novos astros. Mas imagino que para estarem procurando por vocês, vocês não devem ter feito nada de bom por ai, hein? Mas não é meu assunto e não irei falar nele. - Vlad estava disposto a oferecer abrigo e proteção sem nem saber o motivo de que Neku estava precisando daquilo, aquilo era o bastante para que Neku confiasse nele.

    - Mas a gente tem um pequeno problema... - Jack estava olhando para o lado em uma tentativa de não olhar para os dois que estavam conversando a sério.

    - E qual seria? - Neku joga seu olhar para Jack que estava perto da saída, estava surpreso pois até mesmo ele não havia notado problema algum.

    - Durr! Depois eu que sou lento, eles tem cartazes com nossas fotos é óbvio que vão nos achar... Precisamos de um disfarce, e quem sabe nomes falsos. - Jack estava falando sério pela primeira vez em algum tempo, cruzou os braços e olhava para Vlad esperando uma idéia.

    - Hum... Bem pensado. Jack arrumar disfarce para você não vai ser difícil, lembra dos tempos que você fazia o Loky? - Vlad dá uma risada e olha para Jack, parecia que os dois haviam tido bons momentos juntos.

    - Oh sim! O Loky, é perfeito pra mim. - Jack bate no peito e olha para Neku como se esperasse que Neku se lembrasse, algo que não aconteria por que obviamente Neku não conhecia Jack no tempo e possivelmente não estava em Morroc.

    - Estou perdido nesse assunto... Pode explicar Vlad? - Neku podia perguntar para Jack, mas sabia que ele não saberia explicar e acabariam em uma discussão sobre algo sem sentido.

    - Claro. Ahem. - Vlad limpa sua garganta para contar a história. - Houve uma vez em que Jack teve uma grande chance de subir na vida, a missão dele era simples, entrar na guilda dos cavaleiros e roubar uma espada. Ele acompanhou a rotina dos cavaleiros e esperou o momento certo para entrar e roubar a espada. Só que ele não esperava que fosse tão dificíl roubar uma única espada, roubar a espada ele conseguiu, porém os cavaleiros começaram a procurar por ele em todos os lugares, e então ele entregou a espada na guilda só que esta notou que a espada que ele roubou era uma falsificação, desta forma ele não recebeu seu pagamento, então ele teve de se esconder mas não sabia como e onde, nesse tempo a minha trupe estava fazendo apresentações em Morroc, nosso alquimista que trabalha com fogos de artificío foi pego, vamos dizer, fazendo um 'trabalho paralelo' que nós da trupe fazemos e então ele foi perseguido por um gatuno até o nosso acampamento, foi então que um gatuno misterioso surgiu de cima de uma árvore e lançou duas adagas certeiras, uma na perna derrubando o gatuno malfeitor e uma em seu coração tirando-o a vida. O nome desse gatuno era Jake Grohen, ele pediu para que nós o escondessemos até que os cavaleiros parassem de o procurar, foi então que eu tive a idéia, com a habilidade dele de lançador de facas ele podia facilmente interagir com a nossa trupe, o nosso alquimista preparou uma tintura e pintou o cabelo de Jack de um vermelho escuro, eu arranjei uma máscara e então ele se tornou Loky, o Atirador de Facas.

    - Não sei se fico surpreso ou emocionado... - Neku olha para Jack que estava vermelho, parecia ter vergonha que outros ouvissem a história, talvez pelo fato dele ter roubado uma falsificação. - Deixando essa história de lado, e eu?

    - Hum... Talvez, é só um talvez, nosso alquimista possa lhe ajudar a arrumar um disfarce melhor. Jack poderia chamá-lo? Ele deve estar nessa tenda logo a frente.

    - Certo. - Jack então sai da tenda e vai chamar o alquimista como havia sido pedido.

    Não demora muito para que Jack e um outro jovem de uns dezenove anos entre na tenda, ele tinha cabelos enrolados de um loiro dourado, olhos de cor escuro, a roupa dele de alquimista estava com várias manchas secas de tinta.

    - Mandou me chamar? - O jovem logo nota o gato no chão e então aponta pra ele em uma crise de felicidade. - Um felino! Posso usá-lo como cobaia?!

    Não, sou um réptil... - Neku estava impressionado em como que as pessoas sempre jogavam ao ar o óbvio. - E desde quando eu tô com uma placa escrito 'Sou cobaia, use-me'.

    - Pare com isso Erney. O chamei pois quero que você me ajude em uma coisa. - Vlad ainda sentado apoia seus cotovelos em suas pernas e leva suas mãos fechadas até o queixo, olhando atentamente para o alquimista que havia entrado.

    - Oh! É um daqueles gatos falantes... Que droga preciso de uma cobaia pra uma loção capilar. - O alquimista pareceu ficar desapontado, retorna o olhar para Vlad. - Ajuda em quê?

    - Preciso que você ajude a disfarçar o gato e preciso que você pinte de novo o cabelo de Jack. - Vlad então se levanta do banco e cruza os braços. - Por que você não acompanha logo ele Neku? Preciso falar a sós com Jack, logo ele o segue.

    - Vem tinho, te mostro o que eu tenho na minha tenda. - O alquimista pareceu usar uma forma contraida de gatinho para chamar Neku que logo o segue com uma expressão de fúria.

    Legal, outro que vai querer colocar apelidos em mim. - Pensa Neku enquanto saía da tenda, logo a frente nota o alquimista entrando em outra tenda, o movimento de pessoas no local pareceu diminuir desde o momento que entrou na tenda de Vlad.

    - Hum... Cadê aquelas garrafas. - O alquimista estava sentado mexendo em uma mochila, jogando garrafas para tudo quanto era lado, algumas faziam uma pequena explosão de cores ao cair ao chão, outras faziam nascer umas pequenas flores.

    - Não é perigoso jogar essas garrafas assim? - Pergunta Neku se aproximando de um pequeno caldeirão com um líquido vermelho dentro, estava um pouco preocupado pois já havia nascido mais plantas dentro da tenda do que fora.

    - Nah, depois eu queimo tudo, e só é ruim quando são plantas carnívoras, mas essas eu guardo na prateleira de cima. E você, qual seu nome mesmo? - O alquimista não parou de mexer na mochila e nem olhou para ver onde Neku estava, apenas perguntou.

    Será que ele não se tocou que deixar os vidros na prateleira de cima pode fazer com que eles caiam?! - Pensa Neku balançando sua cabeça negativamente. - Meu nome é Neku, e você?

    - Não prometo que eu vá lembrar do seu nome, o meu é Erney Sant Poller. Achei! - Erney tira uma garrafa com um líquido escuro de dentro de sua mochila, então se levanta e nota Neku perto do caldeirão. - Se eu fosse você não chegaria muito perto disso, se cair uma gota disso em você é capaz de você crescer até ficar do tamanho de um Golem. Vem cá vem.

    Então pra que diabos ele guarda isso aqui dentro? - Neku olha para o caldeirão e então se apróxima de Erney que abria a garrafa. - O que é isso?

    - É uma loção capilar, durr! Uma gota disso e seu pêlo vai crescer o bastante pra ser confudido com um Siroma! - O alquimista então leva a garrafa até um pouco acima da cabeça de Neku e então a vira lentamente.

    - Cheguei! - Jack salta para dentro da tenda e assusta Erney que faz com que a loção caia na cabeça de Neku. - Ôh ou... Isso faz o quê?

    - Droga, Jack seu louco! - Erney caiu ao chão sentado com o susto e Neku estava com a cabeça ensopada com o líquido de dentro da garrafa. - Eer... Você tá bem?

    - Eu acho que sim... Não aconteceu nad- - Neku se sente estranho e então logo a cor de seu pêlo muda pra azul e em seguida seu pêlo da cabeça cresce de uma forma que fica parecido com uma juba.

    - Ops, isso não era pra acontecer... Me lembra de anotar os efeitos colaterais como mudança da cor do pêlo pra azul e que faz crescer uma, er, juba e não o pêlo do corpo inteiro. - Erney estava surpreso com o que aconteceu com Neku. - Sério que você tá bem?

    - Pois é Neku, um dos efeitos colaterais das coisas que o Erney faz é normalmente explosão, sabe? Tipo, boom! - Jack olhava atentamente para Neku que havia ficado parecido com um pequeno Leão da Montanha.

    - O que você fez comigo?! - Neku não estava entendo do que os dois estavam falando, não sabia como havia ficado.

    - Hum... Pra ser sincero você ficou bom! Olha por esse lado, você tá igual um Leão da Montanha, espera um momento. - Erney se rasteja até a mochila da qual havia tirado a poção anteriormente e então volta a procurar alguma coisa, logo ele tira de dentro dela um pequeno espelho e o joga para perto Neku. - Antes de olhar lembre-se que quem fez eu fazer isso com você foi o Jack!

    - Não foi eu que preparei uma poção pra crescer cabelos, digo, pêlos! - Jack cruza os braços e faz um bico, estava tentando se defender.

    Neku se aproxima do espelho que estava no chão e então lentamente se olha, realmente havia ficado parecendo um pequeno leão de pêlo azul, não havia ficado tão mal. Por um lado nenhum dos mercenários iria lhe reconhecer, por outro lado a sua aparência poderia chamar muito mais atenção do que a anterior, e isso não era bom, após terminar de se olhar ele volta a olhar para Erney que ainda estava sentado no chão esperando por algo.

    - Certo, não ficou tão mal, mas isso é revesível, não é? - Neku olhava atentamente para Erney que se recusava a falar, logo deduziu que a resposta era não, mas queria ter certeza por isso perguntou mais uma vez. - Não é?

    - Eer... Eu acho que possivelmente não é... Mas quem sou eu pra falar algo, sou um mero alquimista que fez a poção. - Erney abre um pequeno sorriso e então olha para Jack.

    - Droga... Agora eu vou ter que me acostumar a ser um... O que sou eu agora? Nem eu mesmo sei mais o que eu sou. - Neku bate com a pata no rosto e sem querer toca na juba, logo leva a outra pata dianteira e também toca, sente o mácio pêlo de sua nova juba, e então abre um pequeno sorriso, mas rapidamente fica sério para não notarem que ele havia gostado.

    - Tecnicamente falando você ainda é um gato, só que de uma aparência vamos dizer, peculiar... - Erney se levanta e então pega o braço de Jack o levando para perto dele. - Agora é sua vez.

    - Eu vou lá pra fora pegar um ar, não sei se aguento ver mais alguma poção, loção, elixir ou qualquer outra coisa que vocês alquimistas fazem. - Neku se retira da tenda e se senta olhando para o céu. - Que estranho... Acordei com uma aparência e possivelmente vou dormir com uma totalmente diferente...

    A noite já se aproximava, o sol já timído se distanciava dando lugar à lua que vinha bailando sobre a distante água que ficava abaixo da ponte que leva à Izlude, algumas pessoas ainda andavam pelo local, normalmente aventureiros com coração repleto de coragem e esperança. Neku mais uma vez estava ali, sem saber quem realmente era, sem saber o por que que tinha que se esconder. A saudade batia em seu coração, e ele se perguntou 'saudade de quem?' Ele não sabia de quem era, mas sentia saudade. Talvez da gata Kury que viu em seu sonho, ou simplesmente uma saudade de viver sem ter de se preocupar, mas como que ele poderia ter saudade disto se não sabe se vivia sem se preocupar? Sua cabeça estava cheia de dúvidas, respostas incompletas, figuras que o ajudaram. Sua cabeça estava abalada com os últimos acontecidos. Ele estava olhando para as estrelas, tinha vontade de pegar uma delas e guardar para ele, para que sempre que ele tenha uma dúvida ou esteja um tanto quanto triste ele a pegue e então veja o quão brilhante ela é. Só existe uma coisa que fazia com que ele continuasse ali, naquele lugar, era a fome de curiosidade pelo seu passado, ele queria saber se tinha errado em seu passado e se errou queria se consertar, ele estava disposto a passar por cima de qualquer erro que houvesse cometido no passado, estava disposto a viver uma vida que pra ele era digna de se viver, uma vida sem preocupação e medo, uma vida que ele viva por que quer viver e não por que é obrigado.

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    Re: Folhas e Doces - O Conto de um Gato

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      Data/hora atual: Seg Maio 21, 2018 4:35 pm